Sunday, 9 January 2011

MÃE DE RENATO SEABRA ACREDITA NA INOCÊNCIA DO FILHO



“O meu filho não fazia isso”

A mãe de Renato Seabra, o principal suspeito da brutal homicídio do jornalista Carlos Castro, acredita na inocência do filho. “O meu filho não fazia isso”, afirmou Odília Pereirinha antes da partida para Nova Iorque.

"Não acredito. Não acredito. O meu filho, sendo um filho de ouro, um filho que é muito bom, não fazia isso", afirmou a mãe de Renato Seabra no aeroporto da Portela, em Lisboa, em declarações à TVI, antes de partir para Nova Iorque, onde o filho está internado no Hospital de Bellevue, depois de alegadamente ter tentado o suicídio.


Odília Pereirinha reiterou que Renato não mantinha qualquer relação amorosa com o cronista social. "O meu filho não era namorado do Carlos Castro. Ele, desde o primeiro instante, nunca escondeu a sexualidade dele, que é heterossexual", disse.

Sobre a acusação de que os estudos de Renato seriam pagos por Carlos Castro, a mãe nega peremptoriamente. "O meu filho tem uma licenciatura e quem lhe pagou os estudos fui eu", sublinhou.

Odília Pereirinha revelou que foi Carlos Castro que se aproximou do jovem através do Facebook, enviando um pedido de amizade. "Renato viu o pai que nunca teve", disse.

Odília negou ainda que o filho tivesse qualquer distúrbio psiquiátrico, revelando que lhe "telefonava assiduamente". Nos últimos dois dias, o modelo ter-se-á queixado que não conseguia dormir "por causa da comida".

"Algo de muito grave se passou", afirmou Odília, acrescentado que o objectivo da viagem a Nova Iorque é trazer o filho para Portugal. "Vou fazer as diligências para o trazer o mais depressa possível", concluiu.

Odília Pereirinha foi acompanhada no aeroporto da Portela pela filha, Joana Seabra, mas viajou sozinha. Em Nova Iorque vai contar com o apoio de amigos e do consulado português.

Carlos Castro foi encontrado morto e mutilado sexualmente na sexta-feira num quarto do 34º piso do Hotel Intercontinental em Nova Iorque, onde estava hospedado com Renato Seabra desde 29 de Dezembro.

http://www.cmjornal.xl.pt/detalhe/noticias/nacional/actualidade/o-meu-filho-nao-fazia-isso

CLÁUDIO MONTEZ FALA ACERCA DA RELAÇÃO DE CARLOS CASTRO E RENATO

Entrevista

"Aproximou-se do Carlos para ganhar protagonismo”

Cláudio Montez, amigo de Carlos Castro há trinta anos, diz que o jornalista andava com o ego em alta e feliz, mas reconhece que Renato poderia ter outros interesses.

Por:Miguel Azevedo

– Como soube da notícia?

– Fui acordado às quatro da manhã por alguém que me enviou uma mensagem. No início não acreditei, porque já recebi outras do género. Já tinham morto o Carlos várias vezes. Só acreditei quando a polícia de Nova Iorque me ligou.

– Que explicação encontra para o que sucedeu?

– Nenhuma. Nada fazia prever isto. As mensagens que o Renato enviava ao Carlos eram as típicas mensagens entre dois namorados. Ele dizia que o amava e que nunca o ia deixar. O Carlos estava com o ego em alta e feliz.

– Conhecia bem o Renato?

– Estive várias vezes com ele. Estivemos um fim-de-semana em Madrid os três. Era um rapaz muito educado, reservado e tímido. Para ele, estava sempre tudo bem. Era talvez um pouco calado.

– O que achava da relação deles?

– Sou amigo do Carlos há trinta anos, conheci-lhe várias relações e assisti a vários deslizes dele, mas esta relação era a menos suspeita. Sei que o Renato nunca se aproximou do Carlos por uma questão de dinheiro, por exemplo. Nunca lhe pediu nada, nem sequer uns ténis. O que havia era uma ambição de carreira muito grande, e acho que foi por isso que ele se aproximou do Carlos, para ganhar protagonismo.

– A relação que eles tinham era assumida por ambas as partes?

– Sim. Sei que numa viagem a Londres, há coisa de mês e meio, o rapaz chamou a atenção do Carlos que não era homossexual. Mas um jovem de 21 anos que aceita dormir com o Carlos e que lhe manda mensagens a dizer "amo-te muito" é o quê? Ele tanto dizia ao Carlos que nunca o deixaria como de repente lhe perguntava: "E no dia em que eu arranjar uma namorada?"

http://www.cmjornal.xl.pt/detalhe/noticias/nacional/actualidade/aproximou-se-do-carlos-para-ganhar-protagonismo

INFOGRAFIA: CARLOS CASTRO ASSASSINADO EM NOVA IORQUE JN

Carlos Castro assassinado em Nova Iorque - JN

CANTANHEDE ESTUPEFACTA

Cantanhede estupefacta com "rapaz educado"

Renato Seabra

JOÃO PEDRO CAMPOS

A estupefacção reina na cidade de Cantanhede, de onde Renato Seabra é natural. Nos cafés e um pouco por toda a cidade, a detenção do jovem e os contornos do caso em que este surgiu envolvido eram temas de conversa, em discursos mais ou menos emocionados. "Não posso crer que ele tenha feito aquilo. É uma pessoa muito boa, filho de boa gente", afirma, sem conseguir conter as lágrimas, Elisa Vidal, amiga da família há muitos anos.

Segundo testemunhos recolhidos na cidade, os pais do jovem modelo estão separados e são ambos enfermeiros. A mãe trabalha no Centro de Saúde de Cantanhede. Renato tem ainda uma irmã mais velha, licenciada em Medicina em Coimbra e médica numa clínica.

Renato Seabra (à direita) era jogador de basquetebol

"Recordo-me dele em desfiles de moda, aqui em Cantanhede, quando era mais novo", lembra Albertino Tavares, morador na cidade e que conhece a família. Uma esteticista do salão que Renato costumava frequentar refere-se ao jovem como um rapaz educado e confessa ter recebido a notícia com admiração.

O jovem saltou para a ribalta quando foi um dos três finalistas do concurso da SIC "À procura do sonho - Face model of the year". Depois do programa, foi agenciado pela estilista Fátima Lopes.

Onda de choque em Coimbra

Para além de Cantanhede, também Coimbra, cidade onde Renato está a terminar a licenciatura em Ciências do Desporto, recebeu com choque a notícia. O jovem jogou basquetebol em dois clubes da cidade, tendo, na última época, integrado a equipa da Associação Académica de Coimbra (AAC) que se sagrou campeã nacional universitária.

http://jn.sapo.pt/PaginaInicial/Gente/Interior.aspx?content_id=1752615

RENATO SEABRA ARRISCA PRISÃO PERPÉTUA


Morte violenta de Carlos Castro

Homicida arrisca perpétua numa prisão americana

Tanto a vítima como o suspeito são portugueses, mas a lei a aplicar é a americana, especificamente a do Estado de Nova Iorque. E a pena máxima para homicídio neste Estado é a prisão perpétua, explicaram ao CM vários advogados, que consideraram pouco provável uma extradição para cumprimento da pena em Portugal.

Segundo Fernando Santos Pereira "aplica-se o princípio da lex loci, que é a lei do local". Por isso, sublinha, "o julgamento decorrerá no país onde o crime foi cometido".

José Miguel Júdice refere, no entanto, que se o suspeito tivesse regressado a Portugal e sido detido no País, "os nossos tribunais também seriam competentes ".

Quanto ao local de cumprimento da pena, Rogério Alves afirma que o mais natural é que ocorra nos EUA, embora haja a possibilidade de cumprir em Portugal, mas isso depende do tempo e de negociações entre os dois países. É que em Portugal o tempo máximo de pena é de 25 anos e, se for condenado a perpétua, teria de esperar por uma redução para depois pedir a extradição. Júdice salienta que já aconteceu os EUA expulsarem estrangeiros condenados.

Fernando Santos Pereira recorda o caso das portuguesas detidas na Venezuela, por tráfico de droga, que cumpriam o resto do tempo na prisão de Tires, em Portugal.

LUXO NO CORAÇÃO DE MANHATTAN
O Hotel InterContinental Times Square, local da macabra morte de Carlos Castro, abriu portas há menos de seis meses e os seus 607 quartos têm preços entre 237 e 492 dólares (183 a 380 euros) por noite.

Apesar de não ficar na Times Square, centro de Manhattan, que há dias recebeu perto de um milhão de pessoas para celebrar a chegada do Ano Novo, o hotel de luxo encontra-se na esquina da rua 44 com a 8ª Avenida, no Theatre District, onde os principais musicais da Broadway ficam à distância de uma caminhada.

ALERTA FOI DADO POR UMA AMIGA DO CRONISTA
O alerta foi dado por Mónica Pires, amiga de Carlos Castro, que o esperava na recepção do hotel para jantarem, após Renato Seabra ter descido ao lóbi' dizendo: "O Carlos já não sai mais do hotel."

Segundo o jornalista Luís Pires, pai de Mónica, Renato saiu do hotel e tentou suicidar-se, cortando os pulsos, sendo encontrado pela polícia num hospital. Um voo da Continental terá sido atrasado por suspeitas de fuga de Seabra.

RELAÇÃO APROVADA PELA MÃE DE RENATO
Depois de, em Junho, Renato Seabra enviar uma mensagem a Carlos Castro via Facebook a pedir-lhe ajuda para o lançar na moda, os dois conheceram-se pessoalmente em Outubro, no decorrer de mais uma edição do Portugal Fashion.

Dizem os amigos do jornalista que foi uma paixão fulminante. Seguiram-se viagens. Num mês e meio o jovem de 21 anos e o jornalista de 65 passaram vários fins--de-semana juntos em Londres, Paris e Madrid. Estiveram ainda com viagem marcada para Las Vegas, cancelada por causa da neve.

Ao que oL CM apurou, a relação era bem aceite por todos, inclusive pela mãe do jovem Renato Seabra. "A mãe do rapaz andava encantada. Ligava ao Carlos e dizia-lhe que ainda bem que ele tinha aparecido na vida do filho", revelou ao CM um amigo do jornalista.

NOTA DA DIRECÇÃO
Carlos Castro foi um colaborador exemplar do Correio da Manhã. Até ao último dia de vida escreveu para o jornal e sempre cumpriu todos os trabalhos a que se comprometeu. Cronista do mundo cor-de-rosa, Carlos Castro era também uma pessoa atenta à cultura e promoveu nas páginas deste jornal homenagens às mais importantes figuras do espectáculo em Portugal. À família e aos amigos, o CM endereça as mais sentidas condolências.

http://www.cmjornal.xl.pt/detalhe/noticias/nacional/actualidade/homicida-arrisca-perpetua-numa-prisao-americana