Monday, 10 January 2011

RENATO ACUSADO DE HOMICÍDIO EM SEGUNDO GRAU

Modelo terá torturado Carlos Castro durante uma hora

Renato Seabra foi formalmente acusado de homicídio em segundo grau pela morte de Carlos Castro, apurou a TVI.

O jornal nova-iorquino «Daily News» adianta, numa actualização feita às quatro da manhã (nove em Portugal), que Renato Seabra já terá contado às autoridades o que se passou, assumindo-se como culpado. Contactada pela TVI, a referida fonte policial recusou confirmar esta informação.

A família, em Portugal, já tinha sido avisada por «um contacto em Nova Iorque» que os media norte-americanos estavam a dar a confissão como certa. José Malta, cunhado de Renato, confirmou isso mesmo ao tvi24.pt. «O nosso contacto disse ainda que, às vezes, a polícia diz isso para calar a imprensa. Não temos informação oficial. Sabemos apenas que já foi interrogado, mas não conhecemos as circunstâncias», acrescentou.


Marta Dhanis, em Nova Iorque:

O jornal «Daily News» adianta ainda que o jovem suspeito deu à polícia uma justificação «sinistra» sobre a mutilação sexual ao corpo de Carlos Castro. Fontes policiais disseram ao jornal nova-iorquino que Renato Seabra confessou ter usado um «saca-rolhas» para o castrar. E que terá justificado o acto como uma tentativa de o «curar da sua homossexualidade».

O «New York Post» revela ainda na sua edição online que Renato terá torturado o cronista durante uma hora para o livrar de «demónios e vírus».

A discussão terá começado, escreve ainda o jornal, quando o modelo confessou a Castro que não era homossexual e que apenas estava a tentar usar a sua influência para singrar no meio e por dinheiro.

De acordo com o «New York Post», o jovem confessou à polícia: «Eu já não sou gay».

Carlos Castro foi assassinado na sexta-feira, em Nova Iorque.

Este domingo foram conhecidas as causas da morte do cronista social de 65 anos. De acordo com o relatório das autoridades, foi vítima de «pancadas e estrangulamento».

http://www.tvi24.iol.pt/sociedade/carlos-castro-morte-de-carlos-castro-carlos-castro-morto-renato-seabra-renato-seabra-carlos-castro-carlos-castro-morreu/1224623-4071.html

RENATO TERÁ DE CUMPRIR PENA NOS EUA

Carlos Castro: jovem modelo enfrenta prisão perpétua

Se for acusado e condenado, Renato Seabra pode ficar preso para sempre nos Estados Unidos, sem direito a pedir liberdade condicional e a extradição é muito rara

A pena máxima para homicídio no Estado de Nova Iorque é a prisão perpétua e a extradição é pouco habitual quando o crime é cometido por estrangeiros, disse à Lusa Tony Castro, luso-americano ex-procurador de Justiça do Bronx.

No Estado de Nova Iorque, explicou à agência Lusa Tony Castro, o homicídio de 1.º grau prevê 12 situações, como matar um juiz, um polícia, duas pessoas no mesmo crime, tortura seguida de assassínio e outros casos extremos. Só neste caso «o réu pode ser condenado a prisão perpétua sem possibilidade de pedir liberdade condicional», disse à Lusa o advogado luso-americano.

O ex-procurador de Justiça do Bronx disse que, neste caso, o procurador pode acusar o presumível assassino de homicídio em 1.º grau, se conseguir provar que houve tortura antes da morte. Nova Iorque é um dos 35 Estados americanos que aboliu a pena de morte em 2004.

«O assassínio em 2.º grau, o mais comum, prevê uma pena que vai de 25 anos a prisão perpétua, permitindo o pedido de liberdade condicional ao fim dos 25 anos, apelo que no caso de não ser concedido pode ser renovado de dois em dois anos», explicou o advogado.

A mesma fonte disse ainda que é frequente que, em alturas como esta, os detectives tentem obter do presumível assassino uma confissão do crime, antes que lhe seja atribuído um advogado. Depois do interrogatório, o acusado é depois levado frente ao juiz que lhe lerá os crimes e poderá ou não determinar uma fiança de modo a lhe permitir aguardar o julgamento em liberdade, situação que Tony Castro considera ser «pouco provável num caso destes».

«Num crime destes, as fianças atingem facilmente 1 milhão de dólares, mas o juiz nega geralmente o primeiro pedido, embora os advogados possam fazê-lo novamente», disse.

O procurador tem depois seis dias para fazer a investigação e levar o caso perante um júri, para que este determine se existem ou não provas suficientes para levar o réu a julgamento e assim acusá-lo formalmente. Este júri, conhecido como grand jury, é composto por 23 cidadãos e pelo menos 16 têm que votar unanimemente a acusação.

Tony Castro estima que o julgamento deverá ser marcado para daqui a um ano e se for condenado a prisão perpétua Renato Seabra não deverá ser extraditado para cumprir a pena em Portugal. O advogado disse ainda que, embora teoricamente essa possibilidade exista, na prática nunca é implementada, tendo os estrangeiros que cumprir as penas completas nas prisões norte-americanas. «Os condenados por crimes de homicídio ou violação têm sempre que cumprir a pena nos Estados Unidos», disse.

http://www.tvi24.iol.pt/sociedade/carlos-castro-renato-seabra-renato-seabra-modelo-carlos-castro-morto-modelo-renato-seabra-tvi24/1224345-4201.html

RENATO JÁ CONFESSOU


Terá confessado crimes à polícia e pode apanhar prisão de 25 anos a perpétua

Renato Seabra acusado de homicídio em 2º grau

Renato Seabra já foi interrogado esta manhã em Nova Iorque. E, depois de ter sido ouvido, ficou acusado de homicídio em segundo grau. O modelo confessou ter espancado, assassinado e mutilado – com um saca-rolhas – Carlos Castro, avançou o jornal New York Post. A pena de prisão que poderá ser aplicada ao português pode ir de 25 anos até prisão perpétua.

De acordo com a mesma fonte, o jovem de 21 anos admitiu ter espancado a vítima durante cerca de uma hora, na sexta-feira, num quarto do 34º piso do luxuoso hotel intercontinental, em Nova Iorque, antes de lhe ter batido com um ecrã de computador, que foi a causa imediata de morte.

Renato Seabra terá alegadamente dito às autoridades, segundo o New York Post, que já não é homossexual e que cometeu o crime "para se livrar dos demónios e do vírus", termos que estarão relacionados com o comportamento homossexual e não com qualquer doença, como sida.

Seabra terá alegadamente confrontado Carlos Castro dizendo-lhe que não é homossexual e que apenas se estava a aproveitar da sua influência e dinheiro. Os dois já tinham sido vistos a discutir várias vezes, em Nova Iorque. Renato Seabra estava hospedado com o jornalista, desde 29 de Dezembro, no Hotel Intercontinental. Mas nega que tenha tido um relacionamento com Carlos Castro.

O jovem confessou à polícia, acrescenta o New York Post, que bateu, pontapeou e socou Carlos Castro, caído no chão, durante mais de uma hora. Alegadamente, depois o jovem modelo terá batido com o pesado monitor de um computador na cabeça da vítima. Mas as agressões continuaram por mais tempo: Seabra pegou num saca-rolhas e perfurou um dos olhos do jornalista; de seguida, usou o mesmo objecto para lhe cortar os testículos. Segundo fontes consultadas pelo mesmo jornal, as mutilações terão sido prolongadas. Nessa altura, o cronista social ainda poderia estar vivo, ainda que inconsciente.

Mais tarde, o jovem modelo tomou um banho e vestiu um fato. Ainda antes de abandonar o hotel, terá cortado os pulsos, alegadamente, numa tentativa de suicídio. Foi detido no Hospital Roosevelt, para onde se terá dirigido depois, de táxi, para receber assistência médica.

http://www.cmjornal.xl.pt/detalhe/noticias/nacional/actualidade/renato-seabra-acusado-de-homicidio-em-2-grau

Sunday, 9 January 2011

RENATO SEABRA SLIDESHOW

CARLOS CASTRO: A AUTÓPSIA


Carlos Castro: Autópsia revela morte por asfixia e golpes na cabeça

A autópsia a Carlos Castro revela que o foi vítima de homicídio, por asfixia e golpes desferidos na cabeça. Testemunhas revelam que horas antes do corpo ser encontrado ouviram uma discussão onde Renato Seabra afirmava não ser gay.

A polícia nova iorquina continua a analisar a cena do crime

Jessica Rinaldi/Reuters Golpes violentos na cabeça e asfixia terão sido as causas da morte do colunista Carlos Castro, de 65 anos, que foi encontrado morto num quarto de hotel em Nova Iorque. De acordo com a informação avançada pela SIC, o resultado da autópsia confirma que o jornalista foi vítima de homicídio.

O corpo de Carlos Castro foi encontrado no Hotel Intercontinental, em Times Square, no quarto que o colunista partilhava com o modelo Renato Seabra, de 21 anos, que é agora o principal suspeito do homicídio. A SIC avança ainda que a mãe e a irmã do jovem estão a caminho de Nova Iorque e que a polícia portuguesa ainda não entrou em contacto com as autoridades norte-americanas.

Carlos Castro foi encontrado já sem vida, cheio de sangue, com lesões na cabeça e com sinais de mutilação sexual. Segundo o jornal "The New York Post ", os testículos do colunista português terão sido cortados com uma garrafa de vidro partida. Já manchas de sangue encontradas num computador portátil poderão indicar que foi esse o objeto usado para atingir o jornalista na cabeça.

"Não sou gay!", gritou Seabra

De acordo com o mesmo jornal norte-americano, testemunhas terão ouvido naquela tarde uma discussão entre o modelo e o colunista, com o rapaz a gritar que na realidade era heterossexual e que estava naquela situação "apenas pelo dinheiro".

Depois do corpo de Carlos Castro ter sido encontrado, Renato Seabra foi detido pela polícia, mantendo-se em observação médica na unidade psiquiátrica de um hospital de Nova Iorque.

Pelo crime de homicídio, Seabra enfrenta a pena perpétua, a máxima no Estado de Nova Iorque, além de impossibilidade de liberdade condicional. A extradição é pouco habitual quando o crime é cometido por estrangeiros.

17:18 Domingo, 9 de Janeiro de 2011

http://aeiou.expresso.pt/carlos-castro-autopsia-revela-morte-por-asfixia-e-golpes-na-cabeca=f624963