Friday, 21 January 2011

"ESTOU A VIVER UM PESADELO"


Mãe de Renato: 'Estou a viver um pesadelo'

Em entrevista exclusiva ao SOL, publicada amanhã, Odília Pereirinha descreve o estado em que encontrou o filho, único suspeito da morte de Carlos Castro, e confirma que vai vender todos os bens para pagar a defesa de Renato Seabra.

Odília Pereirinha, enfermeira de 53 anos, encontrou numa cama de hospital em Nova Iorque, no passado dia 10, uma sombra do filho que conhecia.

«Abraçou-se a mim e só dizia: Mãe, preciso muito de ti, preciso muito de ti . Repetiu isso várias vezes. Está em choque, não tem um discurso coerente, tem paragens. Está pálido, muito magrinho, parece um mendigo», descreveu ao SOL a mãe do português de 21 anos detido após a morte violenta do colunista Carlos Castro, que terá prometido a Renato uma carreira de sucesso na moda, «a nível mundial».

Apesar do encontro no hospital de Bellevue - «um espaço horrível, de uma desumanização atroz» - Odília não perguntou ao filho o que terá acontecido no Hotel Intercontinental de Times Square: «Se quisesse falar, ele falava. Eu apenas o abracei muito».

Dizendo viver «um pesadelo», a mãe de Renato confirmou ao SOL que vai desfazer-se dos seus bens - a casa, o carro, tudo o que houver - para pagar a defesa do filho. «Tenho fé, muita fé», afirma Odília, que recorda um jovem apaixonado pelo desporto e de «grandes laços de afectividade e amor com a família».

A fragilidade psíquica do filho não será utilizada como estratégia de defesa, garante, sublinhando antes a importância de uma testemunha ainda por contactar - a jovem nova-iorquina que emprestou o telemóvel a Renato horas antes do crime no Intercontinental: «Espero que o advogado dê este número à polícia para vermos se aquela senhora sabe mais alguma coisa».

Leia a entrevista de Odília Pereirinha a Felícia Cabrita na edição de sexta-feira, 21, do SOL

20 de Janeiro, 2011

http://sol.sapo.pt/inicio/Sociedade/Interior.aspx?content_id=9693

Thursday, 20 January 2011

A HISTÓRIA DELE DAVA UM FILME...TRÁGICO

Por Nuno Cardoso/Foto João Girão / Global Imagens

Carlos Castro conheceu de perto o mundo da violência. O pai bateu-lhe durante anos consecutivos e foi vítima de múltiplas violações sexuais. Solitário e revoltado, assim se definia.

"Sou a pessoa mais feliz do mundo mesmo com os meus fantasmas." O discurso não engana. Aos 65 anos era um homem realizado, mas que no entanto nunca esqueceu os momentos mais negros por que passou. Homem solitário, carente e revoltado, assim se confessava. A vida assim o ensinou a ser. O pai assim o ensinou a ser.

Violações e abusos em criança

Carlos Castro nasceu em 1945, na antiga cidade de Moçâmedes, em Angola. Ainda criança, rapidamente percebeu a sua homossexualidade e "feminilidade fora do normal" [preferia ler livros a jogar à bola, por exemplo]. "Se preferia ser homo ou heterossexual? Preferia ser quem sou. Não me arrependo de nada", dizia, em Junho de 2007, numa sincera entrevista ao jornal Sol.

Cresceu no seio de uma família conservadora, com posses limitadas. O pai era pescador, a mãe doceira. Castro tinha seis irmãos, três de cada género. Em casa, orientação sexual do cronista desde cedo desencadeou vários comportamentos violentos e agressivos. O pai batia-lhe e tinha com o pequeno Carlos uma relação de "ódio". "Era extremamente mau. Batia-me e amarrava-me a uma mesa durante horas infinitas para que não saísse de casa. O meu pai era rude e sem cultura. Dizia que eu tinha de ir aos médicos", afirmou o comentador do mundo cor-de-rosa numa das últimas entrevistas.

Vítima de agressões físicas e emocionais constantes, a mãe e as irmãs não o conseguiam proteger, com medo do pai. O irmão mais velho, com quem perdeu contacto mais tarde, repetia o comportamento do pai. "Lembro-me de ter 6 anos e ser violado [à força, com penetração] por um vizinho de 20. Entre as pessoas que assistiram estava o meu irmão mais velho. Nada fez para me defender", frisou.

Além disso, fora de casa, Carlos Castro chegou a ser assediado sexualmente por um professor na segunda classe e até por um padre, quando frequentava a catequese. "Grande parte da revolta e mágoa que sinto tem que ver com a infância que me roubaram", confessou o jornalista na mesma entrevista.

A vida durante a guerra colonial... e na prisão

Aos 17 anos ganha coragem e parte para Luanda, para fugir da cidade que o viu nascer e dos abusos do pai. Começou do zero, hospedado em casa de um militar com quem trocava cartas e com quem manteve um curto namoro. "Não senti a guerra em Luanda. Vi espectáculos extraordinários. Fiquei fascinado com aquela cidade cosmopolita e cheia de vida", disse Carlos Castro.

Um ano depois volta a Moçâmedes, onde é chamado para comparecer à inspecção militar. Faz a recruta e é destacado para a guerra, na zona de São Salvador do Congo, no Norte de Angola. "Ia buscar o correio, cozinhava..." Protegido pelas equipas [era a "mascote"], chegou a iniciar namoros com colegas. "80% dos homens eram homossexuais. Faziam festas de transformismo e tudo. Foi uma loucura", contou.

Pouco tempo depois, já depois da morte do pai, é preso por ir visitar a sua terra natal e não comparecer em Luanda para continuar a vida militar. Ficou detido durante um mês num quartel na capital angolana. Foi violado "dez, 12 vezes". Sempre pelo mesmo prisioneiro. "Um psicopata com 90 quilos do qual todos tinham medo", disse.

Vida do zero, em Lisboa, "foi um horror"

Carlos Castro seguiu o seu caminho e antes da independência, em 1975, deixa Luanda e tenta recomeçar do zero, em Lisboa. Não trouxe nada consigo. "Ficaram-me com tudo no aeroporto." Só um mês depois reencontrou a mãe e as irmãs, que também tinham vindo para a capital portuguesa.

Enquanto as procurou, "foi um horror", frisou. "Dormi na rua, passei o Natal sozinho, lavei escadas, bati à porta de pessoas", disse. Foi também nessa altura que se iniciou no transformismo. "Era um travesti cómico, com números de humor. A imitação que fiz da Maria de Lourdes Pintasilgo foi um sucesso."

A ligação ao mundo do transformismo continuou, não nas actuações, mas sendo Carlos Castro o padrinho do evento anual da Gala dos Travestis.

A sua imitação da então primeira-ministra foi de tal forma um sucesso no meio lisboeta que Carlos acabou por ser convidado para escrever para a revista Nova Gente. Começava aqui a sua carreira no jornalismo, que manteve até aos últimos dias.

Pelo caminho, colaborou com vários jornais e revistas nacionais, tornando-se no maior cronista português do social. A primeira entrevista que fez, essa, foi a Simone de Oliveira, com quem manteve uma relação de amizade até aos últimos dias.

Tinha uma estreita ligação com a escrita. Carlos Castro sempre mostrou, desde criança, preferência pela leitura e escrita de textos. Escrevia poemas para artistas, ainda jovem. Escrevia cartas de apoio às tropas militares que andavam na guerra. E ganhou o Festival da Canção de Luanda, em 1972, pela autoria do tema vencedor Feitiço de Tinta, interpretado por Carlos Miguel. Tinha 27 anos. Dedicou o prémio à cidade onde nasceu e sofreu. "Foi a minha vingança", adianta.

O amor da sua vida também o deixou

Homem de poucas mas intensas paixões, foi nos anos 80 que conheceu o amor da sua vida, com quem namorou largos anos. "Viajámos pelo mundo inteiro. Ao seu lado, deslumbrei-me com países e povos. Por ele fiz tudo o que era possível fazer." O então namorado de Carlos Castro, que vivia uma vida dupla, acabou por terminar a relação após ameaças da sua mulher e filhos. "Foi um afastamento muito violento", frisou.

Um homem estreitamente ligado ao mundo do jet set. Muita gente durante o dia, pouca na hora de deitar. "Sou um homem só. Dou-me com muita gente, mas vou sozinho para casa", disse. Condição que acabou por servir de inspiração para o título da sua autobiografia, lançada no final de 2007, Solidão Povoada.

Renato Seabra, 21 anos, foi o último namorado. Aos amigos próximos confessou estar "feliz e apaixonado".

A morte da mãe

A morte da sua mãe, aos 94 anos, em 2003, vítima de Alzheimer, marcou para sempre o jornalista. "Quando lhe explicava que era seu filho, ela dizia-me: 'Muito prazer em conhecê-lo'. Se me acontecesse o mesmo, suicidava-me. Fá-lo-ia, para não magoar ninguém", admitiu.

Em 2007, o cronista social parecia adivinhar um final de vida antecipado. "Penso que o meu tempo de vida está a acabar. É algo que sinto. Tenho a certeza absoluta de que o fim está próximo. Tenho noção de que muita gente por esse país fora irá deitar uma lágrima e dizer que morreu um grande homem", afirmou Castro numa entrevista, nesse ano.

http://www.jn.pt/revistas/ntv/interior.aspx?content_id=1755342

A VIDA DUPLA DE RENATO SEABRA


Nuno Santos, Diogo Costa, Tiago Jacob, Nuno "Manga", Thomas Negrão e João Nuno comentavam com Renato Seabra as conquistas, o basquetebol, a moda, o futuro, tudo! Mas só no dia do crime descobriram quem era "a pessoa influente" que o ajudava e que parecia esconder.

No dia 22 e 23 de Dezembro, Renato Seabra esteve em Cantanhede com Nuno Santos, Tiago Jacob, Diogo Silva e falou com outros amigos ao telefone. Matavam-se saudades, uma vez que estudavam em cidades diferentes, contavam as novidades e até estavam a pensar em fazer a passagem de ano todos juntos em Cantanhede. O manequim avisou logo que não podia. "Disse-nos que ia para Nova Iorque trabalhar e até gozámos com ele porque disse que ia ver um jogo da NBA, estava todo contente", recorda Nuno Santos, estudante em Leiria.

Este aluno não lhe perguntou com quem ia. "Ele também nunca disse", responde Santos. Porém, sabe agora que Renato dificilmente lhe diria uma vez que um outro companheiro de infância, Tiago Jacob, tê-lo-á inquirido sobre quem o acompanhava e a resposta não poderia ser mais lacónica: "O Tiago disse-me que ele apenas respondeu que ia com uma pessoa muito influente, nunca disse o nome". No fatídico sábado, Nuno Santos recorda que foi João, em Erasmus na Suíça, quem o acordou para lhe dar a notícia e, embora já tivessem ouvido falar de Carlos Castro, foram saber mais. "Sabia que era uma pessoa do social, homossexual, mas não sabia que tinham uma relação de amizade." Diogo Costa e Isa, a amiga especial do manequim, já tinham afirmado o mesmo à comunicação social. Por outras palavras, Thomas Negrão, a estudar em Coimbra, reitera a mesma verdade. "Só descobri na manhã do crime que eles se davam. Aliás, nem sequer sabia quem era esse Castro porque não vejo revistas. Nós falávamos de tudo desde pequeninos, mas agora só sabia que a vida na moda estava a correr bem."

O ex-treinador de basquetebol de Renato Seabra, Fernando Guimarães, falou com o manequim na semana antes da viagem trágica a Nova Iorque e repete a mesma informação. "Encontrámo-nos, ele disse-me que ia em trabalho, mas nem comentámos com quem ia", recorda este técnico do Sport Clube Conimbricense. Profundamente abalado, João Nunes, amigo dos tempos de faculdade e de desporto, desfia a mesma história. Mas desta vez volta atrás no tempo. "Estou incrédulo. Quando ele esteve em Londres, eu estava em Erasmus em Glasgow e até sugeri encontrarmo-nos. Ele disse logo que não podia porque estava em trabalho. Não dava..."

Sentiria Renato Seabra constrangimento em falar desta amizade aos amigos? "Não vejo porquê!", exclama Nuno Santos. "Nunca tivemos vergonha de dizer nada uns aos outros, falávamos sobre tudo, até podíamos gozar um bocado, mas eram as nossas brincadeiras", sustenta este aluno. Thomas, amigo de infância, revela a mesma estupefacção: "Qual era o problema em nos dizer? Não faz sentido."

Pois não! E esta bem podia ser a declaração do cunhado do manequim, José Malta, farmacêutico. "Os amigos não sabiam? Estiveram todos juntos antes do Natal... Se calhar, presumiram que fosse com alguém da agência. Se calhar o Carlos Castro dizia que não precisava de falar com ninguém, nem com a Fátima Lopes, e ele não disse nada. Se era vergonha? Não faço ideia se tinha e, se tinha, não percebo."

"Eles dormiam em camas separadas"

Na verdade, só a família sabia do relacionamento e José Malta relata agora à Notícias TV como é que Renato e Carlos Castro estreitaram laços, pouco tempo depois de ter terminado o programa da SIC À Procura do Sonho, em que o jovem foi finalista. "Surge o convite do Carlos Castro, que o tinha visto na Fátima Lopes, que ele tinha potencial e que gostava de tomar um café com ele."

E assim foi! Odília Pereirinha leva o filho ao Porto e é lá que manequim e cronista social travam o primeiro contacto. "O Renato, na altura, perguntou à família o que achava e lembro-me perfeitamente de o Renato dizer que foi aconselhado a não perder esta oportunidade..." Enquanto desfia a história, José Malta sublinha que houve reservas relativamente a esta proposta de auxílio que foram discutidas no seio familiar. "A primeira era perceber o porquê desta aposta, o que queria em troca... A minha ideia era a de que queria fazer um contrato, tal como acontece com a Fátima Lopes", diz o farmacêutico. E segue: "Houve outra reserva, a de que eventualmente o sr. Carlos Castro pudesse ter alguma expectativa em relação a Renato, sendo homossexual. A partir do momento em que ele [o cronista] disse que não havia problema, porque era relação profissional, nós confiámos."

Quando ia a Lisboa, Renato Seabra declarava à família que ficava em casa de Carlos Castro e que nas viagens a Madrid e Londres - revela agora José Malta - "dormiam em camas separadas". Nuno Santos, o amigo, recorda que o manequim lhe dizia que quando ia à capital "ficava em hotéis". E nem estranhava quando não atendia o telefone. "Ele sempre foi assim, só respondia às chamadas horas depois, mas às vezes ia a Lisboa e dizia-nos que deixava o telefone em Cantanhede."

José Malta conta que os contactos eram diários e mais do que uma vez. "Quando ia a Lisboa, em curtas estadas, dizia que estavam as irmãs do sr. Carlos Castro, que eram pessoas boas e simples. Estava sempre contactável, inicialmente no telemóvel dele, e falavam duas ou três vezes por dia. Quando foi a Madrid e Londres, já havia confiança suficiente para ligar do telefone do Carlos Castro, era como se a mãe ligasse para um agente. Mas em 100 conversas com o filho, cinco foram para o Carlos."

Ninguém entende o crime

Agora, Cantanhede está estupefacta com o que Renato Seabra confessou ter feito a Carlos Castro no quarto do hotel Intercontinental, em Times Square, Nova Iorque. Aguardam uma justificação muito forte. "Ele era muito pacífico, até no jogo evitava o confronto", diz o amigo Thomas Negrão. Tanta agressividade e tão pouca explicação, sobretudo porque os amigos dizem que o manequim não tinha qualquer aversão à homossexualidade. "Nunca tomou nenhuma atitude radical em relação a isso", diz João Nunes. "Para fazer aquilo, só podia estar sob efeito de substâncias", adianta este estudante, cujas palavras encontram eco na voz de Nuno Santos. "A primeira coisa que pensei é que ele tivesse sido alvo de uma tentativa de violação, não entendo, sobretudo porque ele é muito inteligente, muito forte psicologicamente e era muito difícil dobrá-lo", conta.

O silêncio toma posição quando confrontados com afirmações como "Já não sou gay!" ou "acabar com o vírus". "Essas frases é de quem entra e finalmente consegue libertar-se", diz Luísa Reis, amiga da mãe do manequim e visita da casa. Os amigos não entendem: "Ele jamais seria homossexual, ele tinha muitas amigas", insiste Nuno Santos. José Malta concorda e até diz que "antes do Natal esteve a passar um fim-de-semana com uma amiga numa casa da família, na praia de Mira".

Thomas afirma não reconhecer Renato nessas palavras. "Isso nem é conversa dele, desabafa. Ele estaria muito alterado." Os amigos estão já a organizar-se para irem a Nova Iorque, aos Estados Unidos da América, apoiar o amigo. "Em Fevereiro, quando estivermos livres de frequências, queremos estar com ele. Tentar acompanhar o julgamento", revela o estudante de Leiria.

Por Carla Bernardino

http://www.jn.pt/revistas/ntv/Interior.aspx?content_id=1755328

QUEM É DAVID TOUGER?



Saiba quem é David Touger, o homem que vai defender Renato Seabra

O advogado é um dos fundadores da sociedade Peluso & Touger, LLP e tem uma vasta experiência na área do Direito Criminal.

Natural de Long Island, Nova Iorque, David Touger é um dos membros fundadores da sociedade de advogados Peluso & Touger, LLP, e é atualmente o responsável pela área da defesa criminal. Formou-se em Direito na Brooklyn Law School, em 1984, e começou por desempenhar as funções de advogado na Legal Aid Society de Nova Iorque, que representa pessoas que são detidas e não têm meios financeiros para pagar a sua defesa. Quando deixou esta sociedade, em 1988, David Touger já tinha trabalhado em mais de trinta casos. Mudou-se depois para um escritório privado, onde continuou a trabalhar no Direito criminal. Em 1990 funda a Peluso & Touger.

David Touger aparece regularmente nos Tribunais Estatais e Federais e representa clientes em várias jurisdições fora da área metropolitana de Nova Iorque. Tem uma vasta experiência a defender pessoas acusadas de crimes violentos. Recentemente, conseguiu a absolvição para um homem que estava acusado de participar numa grande rede de narcóticos no distrito sul de Nova Iorque. Dos quatro acusados neste caso, apenas o cliente de David conseguiu a absolvição. É conhecido pela forma inteligente e agressiva como aborda cada caso.

David Touger é judeu e presidente de uma sinagoga local.

http://aeiou.caras.pt/saiba-quem-e-david-touger-o-homem-que-vai-defender-renato-seabra=f35131

RENATO OUVIDO PELO JUIZ


Renato Seabra já foi ouvido pelo juiz e continuará detido

O jovem de Cantanhede volta a ser ouvido no dia 1 de Fevereiro no Supremo. Até lá, continuará detido, devido à 'seriedade e violência do crime', tal como alegou a procuradora Maxine Rosenthal.

Renato Seabra
Foto Tiago Caramujo

Cinquenta e quatro segundos foi quanto durou a audição de Renato Seabra, realizada através de videoconferência. Na presença do seu advogado, David Touger, o jovem mostrou-se abatido, mas tranquilo, vestido com a roupa hospitalar. Esteve sempre de cabeça baixa, até ao momento em que o juiz decretou a proibição da captação de imagens. Nesse momento, Renato levantou a cabeça e esboçou um ligeiro sorriso.

Nesta audição, Renato Seabra ficou a saber que vai continuar detido, já que o juiz não aceitou o pagamento de uma fiança para que pudesse aguardar o julgamento em liberdade. A procuradora Maxine Rosenthal alegou a "seriedade e violência do crime". Foi também comunicado que o Grande Júri reuniu ontem e deliberou que o caso segue mesmo para tribunal, agora para o Supremo.

Bellevue Hospital
Foto Rodrigo Freixo

1 de Fevereiro será um dia decisivo para este caso, já que é a data em que Renato Seabra será ouvido no Supremo. Até lá, continuará detido na ala prisional do Hospital Bellevue, em Nova Iorque, a menos que receba alta, e nesse caso irá para uma prisão. A partir daqui, existem dois cenários: caso Renato se considere culpado, o caso nem sequer seguirá para tribunal e será acordada uma pena entre a defesa e o Ministério Público. Se o jovem não se considerar culpado, o caso seguirá para julgamento.

http://aeiou.caras.pt/renato-seabra-ja-foi-ouvido-pelo-juiz-e-continuara-detido=f35132