Friday, 21 January 2011

EX INSPECTOR DA PJ FALA SOBRE RENATO


Ex-inspector da PJ: "Nos crimes entre homossexuais, há quase sempre repugnância pela relação"

O ex-inspector da PJ fala de padrões neste tipo de homicídios: uma grande diferença de idades e objectos cortantes usados como arma para prolongar o sofrimento

Uma vez ia a passar numa feira e um cigano tocou-lhe no ombro:"Então não me conhece?" Chamou a família toda e disse:"Foi este o homem que me prendeu! Mas foi bem feito, foi bem feito." Outro homicida, depois de cumprir pena, foi à Gomes Freire e abraçou-o Pedro Azevedo.
Poucos saberão tanto de homicídios como ele. António Teixeira saiu há três meses da Polícia Judiciária, depois de passar 33 anos na Brigada de Homicídios. Aos 57 anos, dedica-se agora ao voluntariado, na Cercica - uma instituição de apoio a crianças deficientes, no concelho de Cascais -, mas "o bichinho" da investigação ainda anda lá dentro. Da mesma forma que não resiste a ligar aos colegas para saber pormenores de alguns crimes, os amigos não resistem a vê-lo como inspector e a perguntar-lhe teorias sobre casos tão mediáticos como o do homicídio de Carlos Castro. Investigou "montanhas" de casos semelhantes. Num deles, a simples forma como o corpo da vítima tinha sido cortado - do pénis para a região toráxica - permitiu-lhe suspeitar da motivação do crime. A experiência diz-lhe que os mortos falam e os padrões repetem-se.

Saiu há pouco mais de três meses da Polícia Judiciária. Já sentiu pena de não estar na investigação de determinado homicídio?

É-se uma vez inspector, nunca mais se deixa de ser. O bichinho anda cá dentro. Cada vez que ouço a notícia de um homicídio penso logo o que terá acontecido e confesso que muitas vezes não resisto à tentação de ligar para um colega a perguntar pormenores. De vez em quando ainda vou lá. Quando se tem uma profissão destas ela vai connosco para casa, durante 24 horas, e para lá da reforma.

Quando ouviu a notícia do homicídio de Carlos Castro "construiu" logo uma tese para o que aconteceu naquele quarto de hotel?

É inevitável, ainda para mais sendo um caso tão mediático. Caímos é com muita facilidade em estereótipos, porque não fazendo parte da investigação, fazemos o retrato a partir de padrões que conhecemos e que tendem a repetir-se.

Os homicídios que envolvem homossexualidade são ou não mais violentos?

São, geralmente, muito violentos e sangrentos, o que tem a ver com a não premeditação e também com a arma usada no crime. Mas atenção, os homicídios cometidos no âmbito de uma relação heterossexual, que têm por base um ciúme doentio e não são preparados, também têm uma grande carga de violência. Não considero que haja um homicídio especial só porque há ali uma relação homossexual, mas a verdade é que há características transversais a todos os que investiguei do género.

Que características-padrão são essas?

Estamos normalmente a falar de indivíduos mais velhos com algum poder económico e que se relacionam com outros muito jovens: em 80% dos casos a diferença de idades é enorme. A arma utilizada é geralmente o que está à mão, porque a maioria destes homicídios não é premeditada. Há ali um momento em que a coisa estala, em que uma ameaça ou uma discussão provoca um arrebatamento. Na maior parte dos casos, a morte é infligida através de um objecto contudente ou cortante ou, até, pelas próprias mãos.

Raramente são mortes com tiros?

Matar com um tiro não tem o mesmo significado que apertar o pescoço, esganar ou asfixiar. Há ali uma vontade de matar com as próprias mãos. Uma pessoa dá um tiro a outra e já está. Quando usa as mãos ou uma faca está a prolongar a agonia e o sofrimento da vítima. Estes métodos, tal como a castração ou o desfiguramento, revelam normalmente que o crime teve implicações sexuais.

Porquê? Porque o agressor, sendo mais novo, ainda tem dúvidas sobre a sexualidade?

Muitas vezes sim: têm pouca experiência e a sexualidade ainda anda ali a flutuar. Outras vezes porque se se sujeitam a ir contra a sua sexualidade para atingir determinados fins ou a troco de qualquer coisa e há um momento em que isso os revolta e os repugna. Há ainda os que têm uma vida dupla e, a certa altura, se sentem ameaçados.

Ou seja, ter uma relação heterossexual a par da homossexual não é assim tão raro.

Quase sempre têm. Por isso, saber que o agressor tinha namoradas, por si só não o iliba da culpa nem desvenda que tipo de relação teria com a vítima. Lembro-me de um caso impressionante, no início da década de 90. Um homem tinha uma relação com um "protegido" e esse protegido, mais novo, tinha uma namorada. Um dia o mais velho ameaçou deixar a relação e contar tudo à família do jovem e ele não suportou. Pegou-lhe fogo, cortou-o em pedaços, colocou-o dentro de uma mala e atirou-o para um café abandonado, junto à Fonte Luminosa, em Lisboa.

Os homicídios a envolver homossexualidade são frequentes?

Posso citar montanhas de casos: o do dono do Trumps; o do Castanheira, que era jornalista da Bola e foi morto e assaltado em casa; o de um ourives; o de um professor que foi morto com 60 e tal facadas. Antigamente falávamos dos "afilhados" ou "protegidos": homens mais velhos alugavam-lhes um quarto numa pensão e depois levavam-os a sítios da praxe - como o Montecarlo ou outro ali ao pé do Coliseu. Eram sítios onde já era um ritual os padrinhos mostrarem as suas conquistas.

Há algum caso do género que o tenha impressionado mais?

Um no Bombarral, um dos primeiros que investiguei com estes contornos.

Encontrámos o morto num campo, junto a um poço, despido da cintura para baixo, com a região abdominal toda aberta e um golpe que vinha do pénis até cá acima, à região toráxica. Passámos lá umas semanas a investigar, à procura de inimigos, e nada. E aquele golpe não me saía da cabeça, porque o normal é os ataques serem frontais e não uma pessoa baixar-se para matar.

Era um homicídio motivado por uma relação homossexual.

Descobri um rapazinho, a quem chamavam Marco Paulo, porque tinha o cabelo encaracolado como o cantor, que mantinha uma relação homossexual com a vítima: soube que o outro falou da relação deles a alguém e como não queria admitir o caso não suportou e matou-o. Naquele dia, estava a fazer-lhe sexo oral junto ao poço, tirou uma faca do bolso e espetou-a de baixo para cima. O miúdo de 19 anos tinha muitas namoradas, ia para os bailes, dançava e dava beijos mas não concretizava mais do que isso. Nesse mesmo ano, teve a sua primeira experiência sexual: um rapaz que vivia em França tinha ido ali passar dois três dias, com mais duas miúdas. No meio de festa e copos, esse rapaz penetrou-o. O Marco Paulo reparou que gostou mas, como tinha sido a primeira vez, tinha dúvidas e não queria assumi-lo. O segundo relacionamento foi com a vítima, um agricultor mais velho e abastado que lhe dava algum dinheiro para ele comprar roupas.

E casos em que é o mais velho a matar o mais novo, não existem?

Lembro-me apenas de um caso.

Mas não seria mais normal ser o mais velho a sentir ciúmes do mais novo?

Regra geral, introduz-se estes casos no campo dos crimes passionais - que de paixão não têm nada, mas é esse o termo. Resultam de uma lógica de paixões, de um sentimento que de repente estala motivado por discussões ou medo. Mas estes crimes não são sempre cometidos por ciúmes. Há uma pequena franja de casos em que o homicida visa apoderar-se dos bens e esses são geralmente premeditados. Os restantes são quase sempre por uma revolta. Daí a grande carga de violência: nos crimes a envolver homossexualidade há quase sempre no final um sentimento de repugnância pela própria relação. O homicida sente que há ali uma mácula na sua virilidade que não quer assumir: ou porque vai contra a sua opção sexual ou porque aquela é a sua opção sexual mas não o admite.

A maior violência também pode ser explicada por se tratar de dois homens? É uma questão de força física?

Também pode influenciar: a mulher deixa-se dominar mais facilmente, o homem reage.

A castração, por sua vez, é mais usada nos casos em que é a mulher a matar o homem.

Sim, no caso dos homossexuais é mais frequente encontrar objectos no ânus do que a castração de testículos. Mas, no fundo, os dois actos simbolizam o mesmo.

No caso do Bombarral, um simples golpe fê-lo suspeitar da motivação do crime. O método é suficiente para perceber quem pode ter sido o assassino?

Quando chegamos ao local não temos nada e temos de construir aquela pessoa: os ódios, as amizades, as inimizades. Temos de perceber desde logo se desapareceu alguma coisa, porque isso pode dar o motivo.

E os pormenores das lesões também podem contar a história do homicídio?

Claro, por isso é que se diz muitas vezes que o morto fala connosco. Até a própria colocação do cadáver fala por si. Tive o caso de um homem que matou uma vizinha porque estava loucamente apaixonado e ela não lhe ligava nenhuma. Como não encontravam o corpo ele enviou um bilhete anónimo a dizer para procurarem no sítio tal. Ele tinha amor por ela, achava que ela merecia ser encontrada e não ficar abandonada ali. Foi o bilhete que nos levou a ele. Todos os actos têm significados. O queimar, o desfigurar, o desaparecimento do cadáver indiciam que há um relacionamento muito próximo entre o autor do crime e a vítima.

Os 33 anos de experiência na Brigada de Homicídios permitem-lhe perceber o que vai na cabeça de um rapaz como o Renato Seabra para cometer este crime?

É sempre especulativo dizer o que ia na cabeça daquele miúdo. O que se pode é fazer a comparação com outros casos semelhantes em que também houve uma violência excessiva. É comum na maior destes casos o homicida não aceitar a homossexualidade. Com o devido desconto que tem de dar-se às informações que vão saindo - porque não sabemos se são boatos ou especulações - se, de facto, ele tiver dito "já não sou gay", isso vai de encontro a essa não aceitação da homossexualidade. Mas quer dizer exactamente o quê? Que o foi algum dia? Que aquela relação era uma forma de prostituição? O Carlos Castro dizia estar apaixonadíssimo por aquele rapaz mas acreditava que aquele jovem de 21 anos se ia apaixonar por ele, um homem de 65? Havia ali um abismo de diferença de idades. E nas relações - homo ou heterossexuais - essa diferença é potenciadora de conflitos.

Mas um conflito motivado pela diferença de idades explica aquele grau de violência?

O grau de violência explica-se pela raiva e repugnância relativamente àquela relação. É essa raiva que conduz à mutilação e ao prolongamento da agonia. Fazendo um paralelo com o discurso dos autores desse tipo de homicídios, é frequente culpabilizarem o outro por aquilo que aconteceu ou a própria sexualidade. Entendem que foram essas razões que os levaram àquele momento, àquele acto tresloucado. Se a outra frase - que falava do exorcizar os demónios - tiver mesmo sido dita, que demónios são esses? A experiência diz-me que esses demónios são muitas vezes as nossas dúvidas.

A confissão do Renato Seabra terá algum valor?

A confissão de nada servirá se não for acompanhada de provas. É um direito que assiste ao arguido que ela não venha a ser usada sequer. A verdade é que hoje em dia a confissão não é necessária: quando vamos ter com o suspeito temos de ter já uma série de provas para o acusar. Só que, por outro lado, é a cereja em cima do bolo. Não há investigador nenhum, mesmo que tenha a prova toda em cima da mesa, que não queira a confissão dos pormenores.

É difícil arrancar confissões?

É uma luta. Porque o indivíduo que está do outro lado da mesa sabe perfeitamente que deste lado está alguém que vai tentar obter elementos para o condenar a uma pena de prisão até 25 anos. Muitas vezes é um jogo. Fala-se de tudo - da família, da infância, de futebol - até encontrar o furozinho que nos permite entrar lá dentro. Os mais difíceis são os criminosos a sério, aqueles que matam com um enorme sangue frio. Os outros - que são a maioria dos nossos homicidas - costuma contar tudo facilmente porque precisam que a pessoa que está ali à frente lhes perdoe o acto. O mandamento "não matarás" tem uma grande influência no arrependimento. Somos a primeira pessoa a estar ali, a primeira a saber que aquela pessoa matou, e o homicida tenta justificar-se, encontrar argumentos para dizer "eu não sou assim tão mau".

São indivíduos que dificilmente voltariam a matar?

Nem gosto de usar a expressão "matar". Farto-me de dizer isto: o matar é um acto que acontece por força das circunstâncias. É um acto humano, quer queiramos, quer não. Todos somos capazes de matar em determinadas circunstâncias, quanto mais não seja para defender alguém ou a nós próprios. Se me disserem que para ser burlão é preciso ter jeito, admito que sim. Mas matar não é uma questão de jeito. A maior parte dos homicidas mata num momento de arrebatamento, não o premedita. Logo os outros nunca o poderiam prever. Estamos a falar do crime mais grave do nosso ordenamento jurídico mas, curiosamente, vamos às cadeias e estes homicidas são presos exemplares. Esgotaram tudo naquele acto.

Num caso como o do Renato Seabra, qual é a chave para a investigação?

O mais importante é analisar o acto em si. Se há razões ou não, se há legítima defesa ou não, são razões que podem servir como factor atenuante, agravante ou desculpabilizante. Mas o acto já aconteceu.

A legítima defesa é o factor atenuante mais recorrente?

Se nos lembrarmos daqueles casos motivados por violência doméstica, em que a mulher prova que actuou daquela maneira porque foi vítima de violência durante anos e anos pelo marido, é claro que isso é desculpabilizante. Mas aí há uma dependência económica e psicológica entre marido e mulher que leva a que ela não abandone aquela relação. Lembro-me de um caso em Santarém, em que a senhora desfigurou o marido à machadada. Era uma mulher de 70 anos que suportou a violência até ao limite e um dia não conseguiu mais. Abraçava-se a mim a chorar "O que é que eu fiz, o que eu fiz..."

Num caso como o do homicídio de Carlos Castro, que tipo de questões podem servir de atenuantes da culpa?

Não é assim tão importante perceber, por exemplo, quem é que tomou a iniciativa de estabelecer a comunicação no Facebook. Podem averiguar-se outras coisas: o Renato sofreria pressões que seriam desculpabilizantes do acto? Este não parecia ser um caso de violência doméstica. O rapaz estava fechado? Podia ou não podia abandonar aquela relação? Isso é que é o essencial. Estamos a falar de uma desproporção corporal muito grande, que permitiria que o Renato lhe desse uma bofetada na cara e batesse com a porta. O que a lei diz é que tudo o que possa ser usado como agravante ou desculpabilizante do acto - o atenuante da culpa - deve ser investigado. Mas o crime já aconteceu.

Casos deste género são mais difíceis de avaliar porque criam uma onda homofóbica?

Em casos destes, sobretudo muito mediáticos, há sempre quem apoie um lado e quem apoie o outro. Não podemos é esquecer que há um agressor e há uma pessoa que morreu.

É mais fácil encontrar o autor do homicídio quando este é a mulher, o namorado ou o companheiro?

O problema muitas vezes não é o encontrar. Tive muitos casos em que sabia quem era o autor. E provar?

Há crimes perfeitos?

Não. Há é investigações mal feitas. Por vezes, os locais são mal analisados. E tudo se complica quando falamos de um ambiente que é partilhado pela vítima e pelo autor, porque aí os vestígios encontrados são explicáveis: ele vive ali. Depois, por outro lado, temos cada vez mais profissionais e estratégias de crime muito bem delineadas. Apanhei o caso de um homem que matou a mulher, simulou um acidente e ainda arranjou álibi: falsificou a saída da empresa através de outro indidividuo, programou o envio de emails para aquelas horas. Só chegámos lá porque cometeu um pequeno deslize.

Um maior número de câmaras de videovigilância no país permitiria resolver mais crimes?

Não vejo nenhum inconveniente nas câmaras mas ainda somos um país de fantasmas. A nossa base de dados de ADN tem 4 ou 5 perfis, daqui a 20 anos deverá ter dez, porque se levantou logo uma série de problemas. Os exames de ADN não servem só para culpar: servem para inocentar. Há coisas absurdas: houve uma fase em que eram frequentes assaltos nos multibancos mas não era permitido ver as imagens que algumas dessas máquinas tinham. Não se dão instrumentos à polícia mas depois há empresas que controlam a vida inteira dos empregados, há bancos que acedem a todos os dados dos cartões, e ninguém diz nada.

É possível traçar o perfil do homicida português?

Não há um padrão. O homicida somos nós, num momento de desvario, num dia mau, no meio de uma discussão, quando mandamos a máquina fotográfica à cabeça de alguém e sem querer matamos.

Entrou para a PJ com 23 anos. Como se investigava naquela altura?

Quando entrei para a polícia, encontrei polícias admiráveis. Para eles eu era um betinho saído da faculdade. Eram pessoas que não tinham grande cultura, mas tinham um sentido quase inato de polícia. Encontrei um sub-inspector, o Lobão, que era incrível: era um indivíduo bruto, mas com um feeling para determinado tipo de crimes. Investigou o caso do primeiro serial killer de que me lembro em Portugal: o Borrego, um indivíduo estranho que sentia que obedecia a ordens divinas para matar. O homicida criou uma ligação extraordinária com esse Lobão: a certa altura até lhe queria deixar os bens que tinha.

A falta de meios técnicos tornava a profissão mais cativante, porque vivia mais do instinto?

Não é bem o CSI mas a polícia tornou-se muito mais profissional. Há uns anos os juízes condenavam quase por intuição e o que a PJ dizia em tribunal era quase sagrado. Hoje é tudo mais questionável. As forças policiais têm de pôr mais rigor em tudo aquilo que fazem. Mas isso não retirou o tal encanto, o mistério, a vontade de descobrir: o que é que temos aqui? Quando chegamos a um local de homicídio temos uma vítima da qual não conhecemos nada. E de um cadáver temos de construir uma pessoa.

Algum caso lhe retirou o sono?

Tantos. Uma coisa é uma pessoa ser vítima de roubo ou de burla. Isso são bens materiais. O problema é que no homicídio não se tem só um morto: tem-se uma famíla. Isso provoca uma enorme pressão.

Os amigos continuam a vê-lo como inspector?

Não me livro de me fazerem perguntas, de quererem saber as minhas teses e teorias. Mas há também o efeito contrário. Senti-o sobretudo quando entrei para a polícia. Uma vez perguntei a um amigo porque se tinha afastado. E ele respondeu: "Eras polícia e se estavas ali ao lado eu estava sempre com receio de ter feito alguma coisa."

por Sílvia Caneco, Publicado em 21 de Janeiro de 2011

Foto Pedro Azevedo

http://www.ionline.pt/conteudo/99718-ex-inspector-da-pj-nos-crimes-homossexuais-ha-quase-sempre-repugnancia-pela-relacao

CHRISTIAN THERAPIST FACES BEING BARRED

Christian therapist faces being barred after ‘sting’ by homosexualist journalist

January 18, 2011 (LifeSiteNews.com) – In yet another instance of the growing conflict between believing Christian professionals and the homosexualist movement in Britain, a Christian psychotherapist who helps individuals overcome homosexual inclinations may be “struck off,” or barred from practicing her profession.

Lesley Pilkington was the object of a sting operation by undercover journalist Patrick Strudwick, who approached her to ask her for help with his sexuality. He had told Pilkington that he wanted to leave the homosexual lifestyle and she informed him that she only worked within a Christian counseling framework.

Strudwick, who went to two counseling sessions with Pilkington and published the transcript of the meetings in The Independent newspaper, was awarded journalist of the year by the homosexualist organization Stonewall for the sting. After the sessions, he lodged a complaint to the British Association for Counselling and Psychotherapy alleging that Pilkington had failed to respect the “fixed nature” of his homosexuality.

Pilkington, who is scheduled to appear before a professional conduct panel January 20 and faces losing her accreditation with the British Association for Counselling and Psychotherapy, said, “He told me he was looking for a treatment for being gay.

“He said he was depressed and unhappy and would I give him some therapy. I told him I only work using a Christian biblical framework and he said that was exactly what he wanted.”

Commenting on the case, Conservative MEP Roger Helmer said, “Why is it OK for a surgeon to perform a sex-change operation, but not OK for a psychiatrist to try to ‘turn’ a consenting homosexual?”

“If, for whatever reasons – moral, religious, personal – a homosexual man wants to have help to cure this, he should be allowed to seek treatment. I’m not being critical about homosexuality at all, but if we have people who want to change, why should they be prevented from that happening?”
Helmer continued.

The Christian Legal Centre, which is handling Pilkington’s defense, said, “Those offering counselling for men and women wanting to change their homosexual behaviour have been increasingly targeted by the homosexual lobby, many of whom do not accept that people can change their behaviour.”

Andrea Minichiello Williams, CEO of the Christian Legal Centre said, “Lesley is a wonderful Christian counsellor who has practised for many years with an unblemished record.”

“It is shocking that she was targeted, lied to and misrepresented by this homosexual activist and even worse that her professional body consider her actions worthy of investigation. "

“It seems that what the British Association for Counselling and Psychotherapy object to is Lesley Pilkington holding the professional and personal view that homosexuality is not a fixed orientation.”

“We are standing by Lesley and believe that in a civilised society, therapy should remain freely available for those who wish to change their homosexual behaviour, without the fear of intimidation and threats by the homosexual lobby.”

Quinta-feira, 20 de Janeiro de 2011

by Hilary White

http://jesus-logos.blogspot.com/2011/01/christian-therapist-faces-being-barred.html

"ESTOU A VIVER UM PESADELO"


Mãe de Renato: 'Estou a viver um pesadelo'

Em entrevista exclusiva ao SOL, publicada amanhã, Odília Pereirinha descreve o estado em que encontrou o filho, único suspeito da morte de Carlos Castro, e confirma que vai vender todos os bens para pagar a defesa de Renato Seabra.

Odília Pereirinha, enfermeira de 53 anos, encontrou numa cama de hospital em Nova Iorque, no passado dia 10, uma sombra do filho que conhecia.

«Abraçou-se a mim e só dizia: Mãe, preciso muito de ti, preciso muito de ti . Repetiu isso várias vezes. Está em choque, não tem um discurso coerente, tem paragens. Está pálido, muito magrinho, parece um mendigo», descreveu ao SOL a mãe do português de 21 anos detido após a morte violenta do colunista Carlos Castro, que terá prometido a Renato uma carreira de sucesso na moda, «a nível mundial».

Apesar do encontro no hospital de Bellevue - «um espaço horrível, de uma desumanização atroz» - Odília não perguntou ao filho o que terá acontecido no Hotel Intercontinental de Times Square: «Se quisesse falar, ele falava. Eu apenas o abracei muito».

Dizendo viver «um pesadelo», a mãe de Renato confirmou ao SOL que vai desfazer-se dos seus bens - a casa, o carro, tudo o que houver - para pagar a defesa do filho. «Tenho fé, muita fé», afirma Odília, que recorda um jovem apaixonado pelo desporto e de «grandes laços de afectividade e amor com a família».

A fragilidade psíquica do filho não será utilizada como estratégia de defesa, garante, sublinhando antes a importância de uma testemunha ainda por contactar - a jovem nova-iorquina que emprestou o telemóvel a Renato horas antes do crime no Intercontinental: «Espero que o advogado dê este número à polícia para vermos se aquela senhora sabe mais alguma coisa».

Leia a entrevista de Odília Pereirinha a Felícia Cabrita na edição de sexta-feira, 21, do SOL

20 de Janeiro, 2011

http://sol.sapo.pt/inicio/Sociedade/Interior.aspx?content_id=9693

Thursday, 20 January 2011

A HISTÓRIA DELE DAVA UM FILME...TRÁGICO

Por Nuno Cardoso/Foto João Girão / Global Imagens

Carlos Castro conheceu de perto o mundo da violência. O pai bateu-lhe durante anos consecutivos e foi vítima de múltiplas violações sexuais. Solitário e revoltado, assim se definia.

"Sou a pessoa mais feliz do mundo mesmo com os meus fantasmas." O discurso não engana. Aos 65 anos era um homem realizado, mas que no entanto nunca esqueceu os momentos mais negros por que passou. Homem solitário, carente e revoltado, assim se confessava. A vida assim o ensinou a ser. O pai assim o ensinou a ser.

Violações e abusos em criança

Carlos Castro nasceu em 1945, na antiga cidade de Moçâmedes, em Angola. Ainda criança, rapidamente percebeu a sua homossexualidade e "feminilidade fora do normal" [preferia ler livros a jogar à bola, por exemplo]. "Se preferia ser homo ou heterossexual? Preferia ser quem sou. Não me arrependo de nada", dizia, em Junho de 2007, numa sincera entrevista ao jornal Sol.

Cresceu no seio de uma família conservadora, com posses limitadas. O pai era pescador, a mãe doceira. Castro tinha seis irmãos, três de cada género. Em casa, orientação sexual do cronista desde cedo desencadeou vários comportamentos violentos e agressivos. O pai batia-lhe e tinha com o pequeno Carlos uma relação de "ódio". "Era extremamente mau. Batia-me e amarrava-me a uma mesa durante horas infinitas para que não saísse de casa. O meu pai era rude e sem cultura. Dizia que eu tinha de ir aos médicos", afirmou o comentador do mundo cor-de-rosa numa das últimas entrevistas.

Vítima de agressões físicas e emocionais constantes, a mãe e as irmãs não o conseguiam proteger, com medo do pai. O irmão mais velho, com quem perdeu contacto mais tarde, repetia o comportamento do pai. "Lembro-me de ter 6 anos e ser violado [à força, com penetração] por um vizinho de 20. Entre as pessoas que assistiram estava o meu irmão mais velho. Nada fez para me defender", frisou.

Além disso, fora de casa, Carlos Castro chegou a ser assediado sexualmente por um professor na segunda classe e até por um padre, quando frequentava a catequese. "Grande parte da revolta e mágoa que sinto tem que ver com a infância que me roubaram", confessou o jornalista na mesma entrevista.

A vida durante a guerra colonial... e na prisão

Aos 17 anos ganha coragem e parte para Luanda, para fugir da cidade que o viu nascer e dos abusos do pai. Começou do zero, hospedado em casa de um militar com quem trocava cartas e com quem manteve um curto namoro. "Não senti a guerra em Luanda. Vi espectáculos extraordinários. Fiquei fascinado com aquela cidade cosmopolita e cheia de vida", disse Carlos Castro.

Um ano depois volta a Moçâmedes, onde é chamado para comparecer à inspecção militar. Faz a recruta e é destacado para a guerra, na zona de São Salvador do Congo, no Norte de Angola. "Ia buscar o correio, cozinhava..." Protegido pelas equipas [era a "mascote"], chegou a iniciar namoros com colegas. "80% dos homens eram homossexuais. Faziam festas de transformismo e tudo. Foi uma loucura", contou.

Pouco tempo depois, já depois da morte do pai, é preso por ir visitar a sua terra natal e não comparecer em Luanda para continuar a vida militar. Ficou detido durante um mês num quartel na capital angolana. Foi violado "dez, 12 vezes". Sempre pelo mesmo prisioneiro. "Um psicopata com 90 quilos do qual todos tinham medo", disse.

Vida do zero, em Lisboa, "foi um horror"

Carlos Castro seguiu o seu caminho e antes da independência, em 1975, deixa Luanda e tenta recomeçar do zero, em Lisboa. Não trouxe nada consigo. "Ficaram-me com tudo no aeroporto." Só um mês depois reencontrou a mãe e as irmãs, que também tinham vindo para a capital portuguesa.

Enquanto as procurou, "foi um horror", frisou. "Dormi na rua, passei o Natal sozinho, lavei escadas, bati à porta de pessoas", disse. Foi também nessa altura que se iniciou no transformismo. "Era um travesti cómico, com números de humor. A imitação que fiz da Maria de Lourdes Pintasilgo foi um sucesso."

A ligação ao mundo do transformismo continuou, não nas actuações, mas sendo Carlos Castro o padrinho do evento anual da Gala dos Travestis.

A sua imitação da então primeira-ministra foi de tal forma um sucesso no meio lisboeta que Carlos acabou por ser convidado para escrever para a revista Nova Gente. Começava aqui a sua carreira no jornalismo, que manteve até aos últimos dias.

Pelo caminho, colaborou com vários jornais e revistas nacionais, tornando-se no maior cronista português do social. A primeira entrevista que fez, essa, foi a Simone de Oliveira, com quem manteve uma relação de amizade até aos últimos dias.

Tinha uma estreita ligação com a escrita. Carlos Castro sempre mostrou, desde criança, preferência pela leitura e escrita de textos. Escrevia poemas para artistas, ainda jovem. Escrevia cartas de apoio às tropas militares que andavam na guerra. E ganhou o Festival da Canção de Luanda, em 1972, pela autoria do tema vencedor Feitiço de Tinta, interpretado por Carlos Miguel. Tinha 27 anos. Dedicou o prémio à cidade onde nasceu e sofreu. "Foi a minha vingança", adianta.

O amor da sua vida também o deixou

Homem de poucas mas intensas paixões, foi nos anos 80 que conheceu o amor da sua vida, com quem namorou largos anos. "Viajámos pelo mundo inteiro. Ao seu lado, deslumbrei-me com países e povos. Por ele fiz tudo o que era possível fazer." O então namorado de Carlos Castro, que vivia uma vida dupla, acabou por terminar a relação após ameaças da sua mulher e filhos. "Foi um afastamento muito violento", frisou.

Um homem estreitamente ligado ao mundo do jet set. Muita gente durante o dia, pouca na hora de deitar. "Sou um homem só. Dou-me com muita gente, mas vou sozinho para casa", disse. Condição que acabou por servir de inspiração para o título da sua autobiografia, lançada no final de 2007, Solidão Povoada.

Renato Seabra, 21 anos, foi o último namorado. Aos amigos próximos confessou estar "feliz e apaixonado".

A morte da mãe

A morte da sua mãe, aos 94 anos, em 2003, vítima de Alzheimer, marcou para sempre o jornalista. "Quando lhe explicava que era seu filho, ela dizia-me: 'Muito prazer em conhecê-lo'. Se me acontecesse o mesmo, suicidava-me. Fá-lo-ia, para não magoar ninguém", admitiu.

Em 2007, o cronista social parecia adivinhar um final de vida antecipado. "Penso que o meu tempo de vida está a acabar. É algo que sinto. Tenho a certeza absoluta de que o fim está próximo. Tenho noção de que muita gente por esse país fora irá deitar uma lágrima e dizer que morreu um grande homem", afirmou Castro numa entrevista, nesse ano.

http://www.jn.pt/revistas/ntv/interior.aspx?content_id=1755342

A VIDA DUPLA DE RENATO SEABRA


Nuno Santos, Diogo Costa, Tiago Jacob, Nuno "Manga", Thomas Negrão e João Nuno comentavam com Renato Seabra as conquistas, o basquetebol, a moda, o futuro, tudo! Mas só no dia do crime descobriram quem era "a pessoa influente" que o ajudava e que parecia esconder.

No dia 22 e 23 de Dezembro, Renato Seabra esteve em Cantanhede com Nuno Santos, Tiago Jacob, Diogo Silva e falou com outros amigos ao telefone. Matavam-se saudades, uma vez que estudavam em cidades diferentes, contavam as novidades e até estavam a pensar em fazer a passagem de ano todos juntos em Cantanhede. O manequim avisou logo que não podia. "Disse-nos que ia para Nova Iorque trabalhar e até gozámos com ele porque disse que ia ver um jogo da NBA, estava todo contente", recorda Nuno Santos, estudante em Leiria.

Este aluno não lhe perguntou com quem ia. "Ele também nunca disse", responde Santos. Porém, sabe agora que Renato dificilmente lhe diria uma vez que um outro companheiro de infância, Tiago Jacob, tê-lo-á inquirido sobre quem o acompanhava e a resposta não poderia ser mais lacónica: "O Tiago disse-me que ele apenas respondeu que ia com uma pessoa muito influente, nunca disse o nome". No fatídico sábado, Nuno Santos recorda que foi João, em Erasmus na Suíça, quem o acordou para lhe dar a notícia e, embora já tivessem ouvido falar de Carlos Castro, foram saber mais. "Sabia que era uma pessoa do social, homossexual, mas não sabia que tinham uma relação de amizade." Diogo Costa e Isa, a amiga especial do manequim, já tinham afirmado o mesmo à comunicação social. Por outras palavras, Thomas Negrão, a estudar em Coimbra, reitera a mesma verdade. "Só descobri na manhã do crime que eles se davam. Aliás, nem sequer sabia quem era esse Castro porque não vejo revistas. Nós falávamos de tudo desde pequeninos, mas agora só sabia que a vida na moda estava a correr bem."

O ex-treinador de basquetebol de Renato Seabra, Fernando Guimarães, falou com o manequim na semana antes da viagem trágica a Nova Iorque e repete a mesma informação. "Encontrámo-nos, ele disse-me que ia em trabalho, mas nem comentámos com quem ia", recorda este técnico do Sport Clube Conimbricense. Profundamente abalado, João Nunes, amigo dos tempos de faculdade e de desporto, desfia a mesma história. Mas desta vez volta atrás no tempo. "Estou incrédulo. Quando ele esteve em Londres, eu estava em Erasmus em Glasgow e até sugeri encontrarmo-nos. Ele disse logo que não podia porque estava em trabalho. Não dava..."

Sentiria Renato Seabra constrangimento em falar desta amizade aos amigos? "Não vejo porquê!", exclama Nuno Santos. "Nunca tivemos vergonha de dizer nada uns aos outros, falávamos sobre tudo, até podíamos gozar um bocado, mas eram as nossas brincadeiras", sustenta este aluno. Thomas, amigo de infância, revela a mesma estupefacção: "Qual era o problema em nos dizer? Não faz sentido."

Pois não! E esta bem podia ser a declaração do cunhado do manequim, José Malta, farmacêutico. "Os amigos não sabiam? Estiveram todos juntos antes do Natal... Se calhar, presumiram que fosse com alguém da agência. Se calhar o Carlos Castro dizia que não precisava de falar com ninguém, nem com a Fátima Lopes, e ele não disse nada. Se era vergonha? Não faço ideia se tinha e, se tinha, não percebo."

"Eles dormiam em camas separadas"

Na verdade, só a família sabia do relacionamento e José Malta relata agora à Notícias TV como é que Renato e Carlos Castro estreitaram laços, pouco tempo depois de ter terminado o programa da SIC À Procura do Sonho, em que o jovem foi finalista. "Surge o convite do Carlos Castro, que o tinha visto na Fátima Lopes, que ele tinha potencial e que gostava de tomar um café com ele."

E assim foi! Odília Pereirinha leva o filho ao Porto e é lá que manequim e cronista social travam o primeiro contacto. "O Renato, na altura, perguntou à família o que achava e lembro-me perfeitamente de o Renato dizer que foi aconselhado a não perder esta oportunidade..." Enquanto desfia a história, José Malta sublinha que houve reservas relativamente a esta proposta de auxílio que foram discutidas no seio familiar. "A primeira era perceber o porquê desta aposta, o que queria em troca... A minha ideia era a de que queria fazer um contrato, tal como acontece com a Fátima Lopes", diz o farmacêutico. E segue: "Houve outra reserva, a de que eventualmente o sr. Carlos Castro pudesse ter alguma expectativa em relação a Renato, sendo homossexual. A partir do momento em que ele [o cronista] disse que não havia problema, porque era relação profissional, nós confiámos."

Quando ia a Lisboa, Renato Seabra declarava à família que ficava em casa de Carlos Castro e que nas viagens a Madrid e Londres - revela agora José Malta - "dormiam em camas separadas". Nuno Santos, o amigo, recorda que o manequim lhe dizia que quando ia à capital "ficava em hotéis". E nem estranhava quando não atendia o telefone. "Ele sempre foi assim, só respondia às chamadas horas depois, mas às vezes ia a Lisboa e dizia-nos que deixava o telefone em Cantanhede."

José Malta conta que os contactos eram diários e mais do que uma vez. "Quando ia a Lisboa, em curtas estadas, dizia que estavam as irmãs do sr. Carlos Castro, que eram pessoas boas e simples. Estava sempre contactável, inicialmente no telemóvel dele, e falavam duas ou três vezes por dia. Quando foi a Madrid e Londres, já havia confiança suficiente para ligar do telefone do Carlos Castro, era como se a mãe ligasse para um agente. Mas em 100 conversas com o filho, cinco foram para o Carlos."

Ninguém entende o crime

Agora, Cantanhede está estupefacta com o que Renato Seabra confessou ter feito a Carlos Castro no quarto do hotel Intercontinental, em Times Square, Nova Iorque. Aguardam uma justificação muito forte. "Ele era muito pacífico, até no jogo evitava o confronto", diz o amigo Thomas Negrão. Tanta agressividade e tão pouca explicação, sobretudo porque os amigos dizem que o manequim não tinha qualquer aversão à homossexualidade. "Nunca tomou nenhuma atitude radical em relação a isso", diz João Nunes. "Para fazer aquilo, só podia estar sob efeito de substâncias", adianta este estudante, cujas palavras encontram eco na voz de Nuno Santos. "A primeira coisa que pensei é que ele tivesse sido alvo de uma tentativa de violação, não entendo, sobretudo porque ele é muito inteligente, muito forte psicologicamente e era muito difícil dobrá-lo", conta.

O silêncio toma posição quando confrontados com afirmações como "Já não sou gay!" ou "acabar com o vírus". "Essas frases é de quem entra e finalmente consegue libertar-se", diz Luísa Reis, amiga da mãe do manequim e visita da casa. Os amigos não entendem: "Ele jamais seria homossexual, ele tinha muitas amigas", insiste Nuno Santos. José Malta concorda e até diz que "antes do Natal esteve a passar um fim-de-semana com uma amiga numa casa da família, na praia de Mira".

Thomas afirma não reconhecer Renato nessas palavras. "Isso nem é conversa dele, desabafa. Ele estaria muito alterado." Os amigos estão já a organizar-se para irem a Nova Iorque, aos Estados Unidos da América, apoiar o amigo. "Em Fevereiro, quando estivermos livres de frequências, queremos estar com ele. Tentar acompanhar o julgamento", revela o estudante de Leiria.

Por Carla Bernardino

http://www.jn.pt/revistas/ntv/Interior.aspx?content_id=1755328