Thursday, 3 February 2011

RENATO NAS MÃOS DOS MÉDICOS


Nova Iorque: Negociações entre a defesa e a acusação já estão abertas
Renato Seabra nas mãos dos médicos

O advogado de Renato Seabra está a fazer tudo para conseguir manter o jovem na ala prisional do Bellevue Hospital – adiando ao máximo a entrada do português em Rikers Island, a cadeia de alta segurança do estado de Nova Iorque, considerada um ‘inferno’.

David Touger "pode utilizar um relatório médico ou ele próprio dizer que o seu cliente não está bem e requerer [ao juiz] uma nova avaliação psiquiátrica", diz o especialista em direito criminal Paul Da Silva.

Além de que o facto de o suspeito de ter assassinado Carlos Castro ficar mais tempo sob avaliação pode ser "benéfico para a defesa" porque haverá mais elementos por parte dos médicos sob a sua condição psicológica. Os relatórios médicos, caso apontem para distúrbios psiquiátricos, são um trunfo para anular a confissão à polícia no hospital e alegar, na audiência de 4 de Março, que o crime foi cometido "num momento de insanidade".

Depois da audiência de anteontem no Supremo Tribunal, em que o jovem ficou a saber que está acusado de homicídio em 2º grau – punível entre 25 anos e prisão perpétua –, o seu advogado deverá tentar chegar a um acordo com a procuradora Maxime Rosenthal para a fixação imediata de uma pena mais reduzida. A negociação está aberta e o Ministério Público, caso saiba que o parecer clínico é favorável à defesa, também terá interesse em garantir uma condenação.

De resto, a maioria dos processos em crimes desta natureza não chega a julgamento. "Cada caso é um caso. Em todos há possibilidade de chegar a um acordo", disse Joan Vollero, assessora do MP, sem fazer comentários sobre negociações neste processo. O advogado de defesa e a procuradora mantêm-se sempre em contacto durante todo o processo.

ASSOCIAÇÃO AINDA NÃO PODE DIVULGAR CONTAS

A página Associação Estrela d’Afecto, que tem como objectivo apoiar pessoas cujos familiares se encontram a responder em processos judiciais no estrangeiro, já foi colocada na internet, com os NIB das contas bancárias para ajudar a família de Renato Seabra, mas os responsáveis afirmam que ainda não têm as autorizações necessárias, nomeadamente que permitam a divulgação daqueles números. "A página não era para ser lançada porque ainda não temos a autorização do Ministério da Administração Interna, mas foi colocada na rede. As pessoas foram divulgando os números da conta entre si, mas oficialmente a associação ainda não apresentou as suas ideias e os seus conteúdos. Não estamos a divulgar esses números de conta", referiu ontem ao CM Diogo Silva, presidente da associação.

ÚLTIMA HOMENAGEM A CASTRO E DEPOSIÇAÕ DAS CINZAS

Os amigos e familiares de Carlos Castro estão a organizar a última homenagem ao cronista social, que se realizará no próximo sábado, na Igreja Nossa Senhora do Cabo, em Linda-a-Velha, pelas 11h30. Após a missa, o resto das cinzas de Carlos Castro será depositado no cemitério de Oeiras, no mesmo sítio onde repousa o corpo da sua mãe. Uma parte das cinzas foram depositadas no respiradouro do metro de Nova Iorque, no dia 15 de Janeiro. Foram espalhadas na Times Square, em plena Broadway, como era vontade do cronista social, uma situação que chegou a gerar alguma polémica, na medida em que nenhuma autoridade terá autorizado a cerimónia na via pública. Carlos Castro, 65 anos, foi morto e mutilado a 7 de Janeiro no Hotel InterContinental, pelo modelo Renato Seabra, 21 anos.

Por:Valério Boto, em Nova Iorque/G.S./C.F.



http://www.cmjornal.xl.pt/detalhe/noticias/nacional/paixao-fatal/renato-seabra-nas-maos-dos-medicos

Wednesday, 2 February 2011

CRIADO O SITE "ESTRELA DE AFECTOS"

Já está no ar o site da Associação Estrela D`Afeto que pretende reunir apoios para ajudar Odília Pereirinha a financiar a defesa de Renato Seabra nos Estados Unidos.

Contactada pelo site Lux uma fonte da Associação, que preferiu não ser identificada, «porque todas nós temos a nossa vida pessoal» reforçou que a criação da associação resultou da ação conjunta de um grupos de amigos. O principal objetivo é prestar ajuda à mãe de Renato «que se encontra destroçada e desesperada e colocou tudo o que possui à venda. Só que não é fácil conseguir reunir, de um momento para o outro, verbas suficientes!»

O site Estrela d`afetos disponibiliza dois números de identificação bancária com o objetivo de recolher donativos, tanto em dólares como em euros, para ajudar Odília Pereirinha a financiar a defesa do filho nos Estados Unidos.

Questionada sobre o valor já angariado a fonte revelou ao site lux que «é uma gota no oceano. Temos recebido donativos pequenos de 5, 10, 15 euros. É a boa vontade dos anónimos mas precisamos, de facto, de uma ajuda bastante superior».

Sobre a audiência preliminar de Renato Seabra, esta terça-feira, onde o modelo foi formalmente acusado de homicídio em segundo grau, a fonte da associação «Estrela d'Afecto» garantiu ao site Lux que «alguns amigos mais próximos do Renato tiveram que receber assistência médica».

http://www.lux.iol.pt/nacionais/renato-seabra-carlos-castro-estrela-de--afetos/1230370-4996.html

PAI DE RENATO REGRESSA A PORTUGAL

O pai de Renato Seabra, acusado de ter morto Carlos Castro e que está sub custódia policial no Hospital Bellevue, em Nova Iorque, regressou esta madrugada (22)a Portugal após se ter deslocado a Nova Iorque na tentativa de ajudar o filho.

À chegada, Joaquim Seabra, que viajou acompanhado da sua atual mulher, recusou prestar quaisquer declarações aos jornalistas.

Recorde-se que o pai não mantinha uma relação próxima com o filho, que foi criado pela mãe, Odília Pereirinha. No entanto, viajou para os EUA para tentar ajudar a preparar a defesa do filho.

RENATO TELEFONA À MÃE



Odília Pereirinha mantém contacto telefónico com Renato Seabra através de «um cartão pago pela família» à disposição do jovem. A informação foi adiantada à Lux, pelo cunhado de Renato Seabra, José Malta, que explicou que o jovem tem telefonado à mãe.

«Ele telefona e diz à mãe que quer a sua companhia, que ela esteja ao lado dele e que quer voltar para Portugal», contou José Malta.

Angustiada desde que regressou de Nova Iorque pela dificuladade em entrar em contacto com o filho, detido no Hospital Bellevue, e obter informações sobre o seu estado de saúde junto da instituição, Odília Pereirinha sente-se mais confortada pelos breves telefonemas trocados com o filho de 21 anos.

http://www.lux.iol.pt/nacionais/odilia-pereirinha-renato-seabra-carlos-castro-jose-malta-tribunal-acusacao/1229223-4996.html

RENATO EM TRIBUNAL - Público


Crime

Renato declara-se "não culpado" em tribunal

Acusação considera que houve intenção de matar Carlos Castro. Defesa do jovem modelo de Cantanhede diz-se "muito optimista". A audiência em Nova Iorque durou três minutos.

Não foi um julgamento, mas uma audiência preliminar para ser apresentada a acusação definitiva contra Renato Seabra e dar-lhe a oportunidade de responder. O júri que ontem formalizou a acusação considera Seabra culpado de homicídio em segundo grau, alegando que matou intencionalmente o cronista social Carlos Castro no passado dia 7 de Janeiro. Através do seu advogado de defesa, o jovem de 21 anos declarou-se "não culpado", expressão que é traduzida habitualmente como "inocente". Mas, na verdade, "não culpado" sugere apenas que a pessoa não tem culpa da acusação que lhe é feita, o que não quer dizer que não tenha cometido o acto. A audiência no tribunal criminal de Nova Iorque durou três minutos.

Renato Seabra compareceu ontem pela primeira vez em tribunal desde que foi detido. Há duas semanas, ouvira um juiz recusar-lhe o direito a fiança através de videoconferência, um procedimento habitual quando se considera que a deslocação de um suspeito hospitalizado pode pôr em causa o seu estado de saúde.

Ontem à tarde, Seabra emergiu de uma ala prisional do lado esquerdo da sala de audiências, acompanhado por guardas, com as mãos algemadas atrás das costas, fato de treino cinzento-claro e um blusão laranja com as iniciais D.O.C., do Departamento Correccional de Nova Iorque, que o tem sob custódia no Bellevue Hospital.

Renato Seabra nunca falou. O juiz do Supremo Tribunal admitiu a presença de um intérprete de Português, que se debruçou sobre o ouvido direito de Seabra e traduziu as palavras do juiz, da acusação e da defesa.

Apesar de Seabra ter sido acusado pela polícia de homicídio em segundo grau poucos dias depois de estar detido, faltava saber se essa acusação seria ontem confirmada ou alterada pelo grand jury, um júri de 23 cidadãos que avaliam as provas e formalizam a acusação mediante votação.

Ontem, o juiz marcou a data da próxima audiência preliminar, a 4 de Março, que servirá para defesa e acusação apresentarem requerimentos sobre o processo - como, por exemplo, a exclusão de determinadas provas ou da confissão do arguido.

Em breves declarações aos jornalistas, à saída da audiência, o advogado de Seabra afirmou que planeava "uma defesa vigorosa" do seu cliente, e declarou-se "muito optimista" em relação a "um resultado positivo", embora tenha recusado especificar o que entende por isso.

Os documentos relacionados com a acusação ontem facultados aos jornalistas pelo gabinete de imprensa da procuradoria distrital de Nova Iorque contêm uma lista de objectos a serem examinados para eventual admissão como provas: saca-rolhas, computador portátil, pedaços de vidro, cotonetes, ténis Puma, estrutura de uma cadeira, entre outros.

Os documentos também adiantam novos detalhes sobre as declarações de Renato Seabra à polícia de Nova Iorque, nomeadamente que ele admitiu ter atacado Carlos Castro no quarto 3416 do Hotel InterContinental "pelo menos durante uma hora".

Segundo o mesmo resumo da confissão policial, Seabra e Castro tiveram "uma discussão verbal que se transformou numa altercação física. O arguido disse que agarrou Carlos pela parte de trás do pescoço e arrastou-o para o chão, aplicando pressão na sua traqueia."

Seabra confessou ter apunhalado Castro com um saca-rolhas na zona genital e no rosto e ter castrado os testículos da vítima usando o mesmo objecto. Também disse que atingiu Castro na cabeça com o monitor de um computador e pisou-lhe o rosto "enquanto estava calçado". Seabra declarou que a seguir tirou as roupas que usava, tomou um duche, vestiu um fato e deixou o quarto. Confirmou que encontrou uma amiga de Carlos Castro e a sua filha - Vanda e Mónica Pires, que, na véspera, tinham estado com os dois homens -, que lhe perguntaram por Castro e por que razão ele não estava a atender o telefone.

01.02.2011 - 19:55 Por Kathleen Gomes, em Nova Iorque

http://www.publico.pt/Sociedade/renato-declarase-nao-culpado-em-tribunal_1478171