Tuesday, 8 March 2011

A REFLEXÃO (SEMPRE INTELIGENTE) DE FILOMENA PINTO DA COSTA


Dia de aniversário

06-03-2011

Distância

No passado dia 3, eu e minha querida mãe festejámos mais um aniversário! Foi estranho, pois, pela primeira vez, não lhe dei o habitual beijo de parabéns. A distância torna-se mais real nestas ocasiões. Graças à evolução da tecnologia, as distâncias acabam por nem existir! Mas falta aquele abraço, aquele beijo, que nos faz sentir o amor, a amizade verdadeira. E aí, sentimos a verdadeira distância física e a dor da ausência. Foi um dia repleto de emoções, que me fez sentir o amor dos meus verdadeiros amigos, da família! Mas foi, sobretudo, um dia que me encheu a alma, pelo carinho e amizade, pelos amigos que fiz aqui em tão pouco tempo. E é o que adoro nesta maravilhosa terra, feita de gente boa.

Crítica

Quanto à notícia do gasto de 2,8 milhões em festas de Carnaval, acho ridículo quando falam nos sacrifícios que o povo português tem de fazer, e depois apresentam estes gastos em bonecadas inúteis.



Sunday, 6 March 2011

RITA SALEMA FALA DAS SUAS PAIXÕES


Rita Salema: É muito fácil uma pessoa ter paixões"

 

Correio da Manhã – Em tempos afirmou: "Sou mãe da minha família, dos meus amigos, ando permanentemente a tomar conta de toda a gente..."

Rita Salema – Eu disse isso?! É verdade. E gosto disso.

– Será por ser a mais velha de quatro irmãos?

– Acho que sim. E a única rapariga.

– Ajudou a criá-los?

– Completamente. O meu primeiro arroz, tinha seis anos quando o fiz. Era arroz de ervilhas e ficou o máximo. Nós as mulheres gostamos de mandar e mandamos bem. E acho que os homens quando têm alguém a tomar conta deles também gostam.

– Gosta de cuidar de todos e gostava que tomassem conta de si?

– É verdade. Às vezes estou muito cansada.

– Mas não deixa que aconteça?

– Não deixo. É difícil. As próprias pessoas que tentam tomar conta de mim dizem que é muito difícil. Quando tentam dar esse mimo ou ralhar comigo, eu tenho sempre uma argumentação... Deve ser cansativo lidar comigo, às vezes.

– Terá a ver com o facto de viver à tantos anos sozinha com a sua filha [Francisca, de 18 anos]?

–Não sei como responder. Eu, de facto, sou uma pessoa muito independente e sempre fui. Acho que isso vem não das relações que tive, mas de miúda, de tomar conta dos meus irmãos, de criar essa independência e de me dar algum gozo. A minha mãe elogiava-me muito, ela chegava e eu tinha a casa arrumada. E esses elogios, esta forma de educação, penso que foi um incentivo para o resto da minha vida e que tento também passar à Francisca. O eu ser muito independente, numa relação, complica um bocadinho, e precisar dessa independência, desse tempo para mim...

– E do seu espaço?

– Sim, e de estar sozinha às vezes. A minha filha está comigo e só deixará de estar quando quiser, mas como vivemos sempre as duas, sabemos respeitar esse tempo. Eu gosto de andar sozinha.

– Gostava de ter tido mais filhos?

– Adorava ter tido mais filhos. Acho que esse é o único desgosto que tenho.

– Não teve por causa da profissão?

– Foi. Porque estar grávida implica não trabalhar.

– E encontrar alguém, um pai?

– É mais fácil. Tenho 44 anos, acho que é muito fácil uma pessoa ter paixões, apaixonar-se e haver a hipótese de ter filhos. Já tive relações em que houve essa vontade mas depois a nível profissional estava sempre a contar os tempos e era difícil porque tenho tido o privilégio de estar sempre a trabalhar. Em televisão é difícil, porque entrar num projecto de oito meses e depois engravidar é uma falta de responsabilidade e profissionalismo. Hoje, só se engravida se se quiser.

"TIREI A BARRIGUINHA QUE TINHA"

– A Rita é muito enérgica...

– Sou. Tenho de estar sempre a fazer qualquer coisa, mas só coisas que gosto. A televisão tem uma coisa que gosto, novelas, porque são um desafio permanente. Dão-nos não sei quantas folhas de cenas nas vésperas. No teatro temos três meses para trabalhar a personagem.

– Vive com a sua mãe?

– Mais ou menos. A minha casa foi construída de forma a que sejam duas casas independentes.

–Sempre tiveram uma relação muito próxima?

– A família toda. Agora, o meu irmão Pedro também vive lá em casa. Fico triste pela separação dele mas dá-me um prazer enorme tê-lo lá.

– Perdeu dois irmãos?

– Perdi três, dois mais recentes. Não me apetecia nada falar nisso.

– É verdade que fez uma lipoescultura?

– Fiz. Tirei a barriguinha que tinha há muitos anos.

– Foi preciso coragem para assumir que sofria de queda de cabelo?

– Não tenho vergonha do que me acontece. Com a queda do cabelo sofri horrores. Foi muito complicado, as primeira abordagens foram "coitadinha" mas depois passou a ser "obrigada Rita. Sabe que eu também...".

PRETO NO BRANCO

Deixou de fazer algo por ser figura pública?

Faço tudo o que fazia. Até já tive um paparazzo que me acompanhou numa ida ao supermercado. Sou muito normal e gosto de viver assim.

E nos tempos livres?

Apanho sol, que é das coisas que mais gosto, sobretudo no meu jardim. Leio, adoro ler. Passeio com a minha filha, estou com a família e gosto muito, muito de receber.

É boa cozinheira?

Adoro cozinhar tudo, mas mais salgados.

Vive em Oeiras e nunca apoiou uma candidatura ao concelho. Já apoiou Cascais e Lisboa.

Oeiras é complicado porque o Isaltino tem um processo. Mas Oeiras nunca esteve tão bem como está. E vou ser franca, as minhas amigas continuam a votar Isaltino.

Teve pudor em apoiar?

Uma pessoa não pode apoiar alguém que é corrupto.

PERFIL

Rita Salema nasceu a 16 de Novembro de 1966 e aos sete anos frequentava A Comuna porque o pai, separado da mãe, apaixonou-se pela produtora Conceição Cabrita. Aos 18 anos foi viver com o actor Almeno Gonçalves, de quem se separou antes do nascimento de Francisca. A actriz criou uma escola As Abobrinhas.

06-03-2011


À PROCURA DE UM SONHO...

RENATO: PRESS RELEASE DA ACUSAÇÃO

RELATÓRIO MÉDICO SERÁ FUNDAMENTAL PARA PERCEBER A PERSONALIDADE DO MANEQUIM


Relatório médico de Renato Seabra será fundamental para perceber a personalidade do manequim

Renato Seabra, acusado do homicídio de Carlos Castro, volta a tribunal hoje, sexta-feira, numa audiência pré-julgamento em que serão discutidas questões processuais.

Segundo a Lux apurou, a estratégia de David Touger é levar o caso do manequim a julgamento. O advogado de defesa de Renato Seabra iria apresentar no Supremo Tribunal de Nova Iorque uma moção com cerca de seis requerimentos, entre eles um de pedido de anulação da confissão do manequim.

David Touger quer provar ainda que o depoimento prestado por Renato Seabra a 7 de janeiro foi recolhido de forma ilegal, sem a presença do seu advogado e numa altura em que o manequim não se encontrava em condições psicológicas para o fazer.

«Estamos ainda longe do julgamento (...)Se o juiz aceitar alguns destes requerimentos, vão ser marcadas audiências para resolver estes assuntos antes do julgamento, que só deve acontecer lá para o final do ano e, depois de começar, não durará mais de um mês», explica Tony Castro, ex-procurador de justiça de Nova Iorque.

Por outro lado, Renato Seabra só poderá ir a julgamento quando os psiquiatras que o seguem decidirem que está mentalmente apto a compreender o processo e a ajudar a defesa.

Renato Seabra continua a ser sujeito a uma avaliação psiquiátrica pelos médicos do Bellevue Hospital, sinal de que ainda necessita de ajuda médica.

Em Portugal, o mesmo procedimento é moroso e muito exaustivo, para que nada escape aos olhos dos psicólogos. «(...)É preciso fazer várias entrevistas curtas ao indivíduo para não o cansar (não mais de uma hora e pouco de cada vez), que servem para o técnico conhecer a estrutura da pessoa que está à sua frente. Só assim vai poder colocar hipóteses sobre as possíveis patologias do sujeito(...). A seguir é necessário despistar se ele está a responder com verdade ou mentira (...). Só nessa altura é que o psicólogo faz um relatório para enviar ao tribunal, que decidirá se ele é inimputável ou não (...)», explica à Lux Carlos Alberto Poiares, professor de Psicologia Forense.

Em tribunal, o relatório médico será fundamental para perceber porque é que a relação entre Renato Seabra e Carlos Castro culminou numa tragédia. Por estar preso num país que não é o seu e longe da família, o manequim estará ainda mais fragilizado.

Natália Ribeiro em 2011-03-04