BULLYING CRIME PÚBLICO
Friday, 18 March 2011
Thursday, 17 March 2011
ÂNGELA MERKEL PROMETE MUDAR PARA AS ENERGIAS RENOVÁVEIS
Angela Merkel promete mais renováveis e menos nuclear
A chanceler alemã, Angela Merkel, prometeu hoje acelerar a transição do setor energético da Alemanha do nuclear para as renováveis, em resposta ao acidente nuclear no Japão.
Num discurso perante o Bundestag (câmara baixa do parlamento alemão), Merkel disse que "a catástrofe no Japão tem dimensões apocalípticas".
No início da semana, Merkel anunciou uma moratória de três meses a uma decisão de prolongar o tempo de vida das sete centrais nucleares mais antigas da Alemanha (que tem atualmente 17 centrais em operação).
"Queremos chegar rapidamente à era das energias renováveis. Esse é o nosso objetivo", disse Merkel.
No ano passado, Merkel havia adotado uma lei para prolongar o tempo de vida das centrais nucleares alemãs, contrariando o prazo estipulado pelo governo anterior (sociais-democratas do SPD e Verdes), que apontava para o fim do recurso ao nuclear até 2020.
A chanceler justificou o retrocesso na política energética pelas preocupações de segurança suscitadas pela crise japonesa, e instou os partidos de oposição - particularmente os Verdes -- a apoiar novas medidas visando o desenvolvimento das energias alternativas, nomeadamente através da criação de grandes parques eólicos.
Merkel também rejeitou acusações de eleitoralismo lançadas por deputados da oposição, que argumentaram que as medidas agora anunciadas destinam-se a ganhar votos numa série de eleições regionais previstas para este ano.
EUROVISION 2011: THE HOSTS
'Good evening, Europe!' Just after announcing details for the 2011 German selection of the Eurovision Song Contest, host broadcaster NDR went on to reveal the presenters of next year's contest: it will be a threesome consisting of Anke Engelke, Judith Rakers and Stefan Raab!
The three presenters are no new faces for the German TV audience, but now they are going international and will present all 3 shows for the Eurovision Song Contest in 2011!
Anke Engelke was born in Montreal, Canada and is tri-lingual (German, English, French). She has been a steady figure on German television since she was 12. She is mainly an actress and comedienne, but she has also presented lots of shows for several big German TV channels, like the Berlinale. She has been singing in a soulband for 20 years now and revealed that she is a big ABBA fan since they won the Eurovision Song Contest in 1974. In a first comment, Anke said that is very honoured to be one of the hosts of the 2011 Eurovision Song Contest.
Judith Rakers is one of the faces of ARD's Tagesschau - the most important news show on German television. On NDR, she presents 3 Nach 9, a talkshow. She has also been involved in NDR's Hamburg Journal and has been working for the radio, too. She is excited to be one of the presenters' team for the 2011 Eurovision Song Contest and it is a dream coming true for her.
Stefan Raab is no stranger to Eurovision Song Contest fans as he wrote the German entries in 1998, 2000 - which he performed himself - and 2004. Furthermore, he is the mentor of Lena who won the contest this year for Germany. Stefan is mostly working for private channel ProSieben presenting several entertainment shows. He says that presenting the Eurovision Song Contest is the biggest highlight in his contest career.
The 2011 Eurovision Song Contest will take place with two Semi Finals on the 10th and on the 12th of May, followed by the Grand Final on the 14th of May.
Tuesday, 15 March 2011
EX-MINISTROS QUEREM DISCUTIR ENERGIA NUCLEAR
Manifesto dos 33
Ex-ministros atacam aposta de Sócrates nas energias renováveis
Apoiantes do manifesto querem discutir nuclear e vão pedir audiências ao governo e Presidente da República
É mais um manifesto da sociedade civil que junta personalidades políticas, economistas, engenheiros e empresários contra opções do governo PS. Depois das Obras Públicas, é a política energética e a aposta nas energias renováveis, uma das principais bandeiras de José Sócrates, que vai ser posta em causa. Os argumentos serão apresentados em conferência de imprensa e vão ser pedidas audiências ao governo e ao Presidente da República. A expressão "energia nuclear" não aparece no documento, mas os subscritores contactados pelo i reconhecem que são favoráveis à discussão ao mais alto nível desta opção, em linha com o debate na Europa, mas sobretudo em sintonia com Espanha.
O manifesto, que tem em Mira Amaral um dos seus subscritores, nasceu no Instituto Superior Técnico, onde também começou a contestação ao aeroporto da Ota. Mas na lista dos subscritores, soube o i, estão mais ex-ministros dos governos de Cavaco Silva (Miguel Cadilhe, Valente de Oliveira, Cardoso e Cunha e João Salgueiro) e personalidades da área do PSD, como António Borges e os gestores Alexandre Relvas e Alexandre Patrício Gouveia. No entanto, os subscritores com quem o i contactou descartam uma leitura política e, em particular, uma colagem ao novo líder do PSD. Pedro Passos Coelho, defende no seu livro "Mudar" que Portugal não deve ficar alheio ao debate europeu sobre o nuclear, ideia também apoiada pelo seu conselheiro, Nogueira Leite (ver págs. 22 e 23).
Mira Amaral, que apoiou o actual líder do PSD, descarta a ligação política. "Este manifesto começou a ser feito há dois ou três meses, por mim e outros professores do Técnico. Não tem nada a ver com o PSD, nem foi feito com Passos Coelho". Aliás, o ex-ministro da Indústria não reconhece "grandes diferenças entre o PS e o PSD nesta área".
Campos e Cunha, ex-ministro das Finanças de Sócrates mas muito crítico das políticas do governo PS, afasta igualmente a leitura política e diz que está preocupado com a "forma disfarçada" como os custos da produção de electricidade estão a subir, devido aos subsídios para estimular a energia renovável. O economista, que foi um dos pivots do manifesto contra os grandes investimentos públicos, diz que agora é apenas subscritor.
Outro ex-ministro das Finanças, mas do PSD, Miguel Cadilhe, diz que "é preciso reavaliar a política energética do país. Os preços estão a ser altamente subsidiados e esse facto terá graves implicações nas contas públicas. Alguém vai ter de pagar este investimento". Em causa está o sobrecusto do regime especial de produção, um subsídio pago nas tarifas eléctricas à energia eólica, fotovoltaica e cogeração industrial (que não é renovável), e que é um prémio face ao preço do mercado. Esse sobrecusto, que em 2010 é de 611 milhões de euros, contribuiu para o défice tarifário e está a crescer com a expansão da energia verde.
A elevada factura energética (medida em energia primária e não apenas em electricidade) e a imprevisibilidade das renováveis são outras preocupações. Estes 33 economistas, ex-ministros do PSD e PS, mas também figuras de esquerda como Demétrio Alves, além empresários, gestores e professores, querem a reavaliação da política de energia em Portugal. O que está em causa são o que consideram ser os elevados custos da aposta nas renováveis, que contribuíram para o défice tarifário, e os seus efeitos na competitividade do sector exportador - que todos dizem ser fundamental para a retoma da economia, sintetiza Pedro Sampaio Nunes. O empresário e técnico que esteve ligado ao projecto de Patrick Monteiro de Barros de construir uma central nuclear em Portugal, admite que esta é uma oportunidade para voltar a colocar o tema na agenda política.
Pedro Clemente Nunes, professor do Técnico, defende a elaboração de um novo plano de energia. O último foi aprovado pelo governo de Balsemão no início dos anos 80 e aposta no carvão e gás. O consultor, que colaborou como técnico em iniciativas de Pedro Passos Coelho, alerta para os riscos da do custo da energia para a sustentabilidade da economia nacional e competitividade das empresas portuguesas.
Fernando Santo, bastonário da Ordem dos Engenheiros, propõe, a título pessoal, a criação de uma comissão de técnica independente que faça a avaliação dos vários modelos de produção de energia. Sampaio Nunes diz que é preciso fazer contas ao custo-benefício de cada alternativa. O objectivo é relançar a discussão do nuclear. O ex-presidente da Confederação da Indústria Portuguesa, Francisco van Zeller responde: "O nuclear é como as marés ou como o vento. É uma alternativa a analisar."
Publicado em 31 de Março de 2010
APOCALIPSE NO JAPÃO
Novos problemas na central nuclear de Fukushima
União Europeia fala de “apocalipse” no Japão
O comissário europeu da Energia, Günther Oettinger, qualificou o acidente nuclear no Japão como um “apocalipse” e adiantou que as autoridades locais terão perdido o controlo da situação na central nuclear de Fukushima I, onde já houve três explosões. O espaço aéreo em redor da central foi encerrado.
Um funcionário da Companhia de Electricidade do Japão explica aos jornalistas a crise nuclear em Fukushima (Foto: Yuriko Nakao/Reuters)
“Estamos a falar de apocalipse e creio que a palavra é particularmente bem escolhida”, disse Günther Oettinger esta terça-feira perante uma comissão do Parlamento Europeu em Bruxelas. “Tudo está praticamente fora de controlo”, adiantou, citado pela AFP. “Não excluo o pior nas horas mais próximas”.
Uma terceira explosão no reactor 2 da central nuclear de Fukushima I, e um incêndio no reactor 4 fizeram esta terça-feira subir de tom a crise nuclear no Japão. As autoridades admitem agora que os níveis de radioactividade poderão afectar a saúde humana. E a Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA) também já reconheceu que poderá haver danos no núcleo do reactor 2.
Yukiya Amano, director-geral da AIEA, disse em conferência de imprensa que há “possivelmente danos” no núcleo do reactor 2. “Deverão ser inferiores a cinco por cento”, adiantou, para depois salientar que a situação é “preocupante” mas será diferente da catástrofe nuclear que ocorreu em Tchernobil, na Ucrânia, em 1986. O responsável da AIEA disse que precisa de informação mais actualizada e detalhada sobre o que está a acontecer no Japão.
A agência da ONU para a energia atómica já tinha emitido um comunicado a referir que as explosões nos reactores 1 e 3 não danificaram os vasos de pressão primários (primeira camada de protecção do núcleo dos reactores). “Estão ambos intactos”. No entanto, a explosão de ontem no reactor 2 “pode ter afectado a integridade do seu vaso de pressão primário”, acrescenta.
A Autoridade de Segurança Nuclear francesa já tinha alertado para a possibilidade de danos neste sistema de contenção que é o mais importante para evitar uma fuga radioactiva. Adiantou ainda que o acidente nuclear em Fukushima I atingiu um nível de gravidade 6, numa escala de um a sete. "O fenómeno assumiu uma dimensão totalmente diferente da de ontem. É claro que chegámos ao nível 6", disse André-Claude Lacoste, citado pela AFP. Mas a Agência de Segurança Nuclear japonesa não confirma o nível de gravidade 6, fala antes de nível 4.
No perímetro de 30 quilómetros em torno da central as pessoas não podem sair de casa e foi estabelecida uma zona de exclusão aérea, mas apesar disso as autoridades japonesas informaram a ONU de que os níveis de radioactividade junto à central estão a baixar.
Problemas em quatro reactores
Uns após dos outros, os reactores da central Fukushima I, 250 quilómetros a Norte de Tóquio, enfrentam uma infernal série de avarias e acidentes desde o sismo e tsunami da passada sexta-feira. Dos seis reactores da central, quatro registam problemas graves.
Ontem à noite, o reactor 2 da central de Fukushima Daiichi foi o terceiro a registar uma explosão, aumentando os receios de uma fuga radioactiva descontrolada de larga escala. As barras de combustível, no núcleo do reactor, deixaram de estar totalmente cobertas por água durante pelo menos duas horas, o que levou a que aquecessem e que ocorresse uma explosão. A empresa proprietária da central, a Tepco, ordenou a evacuação do reactor 2, com excepção dos funcionários que estão a injectar água para tentar arrefecer o reactor.
Paralelamente, deflagrou um incêndio no reactor 4, o que faz "aumentar consideravelmente" os níveis de radiação, declarou o primeiro-ministro, Naoto Kan, numa mensagem televisiva. O incêndio manteve-se activo durante duas horas.
“Agora estamos a falar de níveis que poderão ter impacto na saúde humana”, indicou hoje em conferência de imprensa o vice-chefe de gabinete do primeiro-ministro, Yukio Edano, segundo o qual o reactor "não está, necessariamente, em condições estáveis".
Naoto Kan, o primeiro-ministro, considerou a situação "preocupante". Por isso, anunciou que as pessoas que ainda se mantêm dentro de um raio de 20 quilómetros em torno da central deverão abandonar as suas casas e aqueles que vivem a entre 20 e 30 quilómetros de distância deverão permanecer dentro de portas.Os níveis de radiação em torno de Fukushima após uma hora de exposição aumentaram para oito vezes mais do que o limite legal em um ano, indicou o operador da central, a Tokyo Electric Power (Tepco). Os níveis de radiação em Tóquio também estão mais elevados que o normal, mas as autoridades garantem que não apresentam perigos para a saúde.
No sábado aconteceu a primeira explosão na central de Fukushima, no reactor 1. A segunda aconteceu na segunda-feira, quando houve uma explosão de hidrogénio no reactor 3. Finalmente, ontem à noite, foi o reactor 2 a sofrer uma explosão, algo que as autoridades japonesas tentavam que não acontecesse. Todas as explosões aconteceram devido à acumulação do hidrogénio libertado.
O cenário em Fukushima I é "francamente mau", considera o director da Agência da OCDE para a Energia Nuclear, Luis Echavarri. "As últimas notícias do reactor 2 indicam que existem problemas que não conhecemos bem e que puderam provocar fissuras por onde a radioactividade se pode ter libertado", acrescentou.
"Radioactividade perigosa"
Hoje, o ministro japonês dos Negócios Estrangeiros, Takeaki Matsumoto, veio confirmar em conferência de imprensa os receios, dizendo que o nível de radiações causado pelo incêndio ocorrido no reactor 4 da central nuclear de Fukushima "pode ser prejudicial à saúde" das populações. "Relativamente ao reactor 3, estamos a injectar água para o arrefecimento", garantiu. "A situação é difícil. Estamos a fazer todos os possíveis para resolver este problema", acrescentou o ministro. Cerca de 150 pessoas, que moram na região que rodeia Fukushima I, já fizeram testes aos níveis de radiação. Foram tomadas medidas para descontaminar 23 pessoas.
Num ginásio em Tamura, na província de Fukushima, a 30 quilómetros de distância da central nuclear, cerca de 600 pessoas esperam por notícias em frente às televisões. "Todos nós queremos voltar para as cidades onde nascemos e fomos criados, mesmo que demore um ano ou três anos", comentou um homem de 51 anos à Kyodo. De momento, 5000 pessoas estão abrigadas em onze edifícios em Kawamata, na província de Fukushima, a 20 quilómetros da central.
Hoje, três províncias vizinhas de Fukushima começaram a preparar a chegada dos habitantes que estão a ser retirados da zona perto da central nuclear, avança a agência de notícias Kyodo. Na cidade de Yonezawa, Yamagata, muitos dos que estão já chegar procuram fazer testes médicos para saber a que níveis de radiação foram expostos.
A província de Yamagata está a listar os edifícios que podem ser usados como abrigos e o governo de Gunma anunciou que está preparado para receber as pessoas em 190 locais públicos.
"Estamos a tentar determinar quantas pessoas podemos receber e que locais podemos usar como abrigos", comentou um responsável do governo de Tochigi. Algumas pessoas já começaram a chegar à cidade de Nasushiobara.
Governo encerra espaço aéreo em redor da central de Fukushima
Hoje, o Ministério dos Transportes japonês ordenou o encerramento do espaço aéreo num raio de 30 quilómetros em redor da central nuclear de Fukushima, informou a agência Kyodo. A medida exclui os aviões e helicópteros envolvidos nas operações de resgate e de distribuição de ajuda nas áreas atingidas pelo sismo de sexta-feira.
O Governo acredita que esta imposição não terá impactos significativos nos voos comerciais previstos no país.
15.03.2011 - 07:33 Por Helena Geraldes, Susana Almeida Ribeiro, Isabel Gorjão Santos
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