BULLYING CRIME PÚBLICO
Wednesday, 23 March 2011
Monday, 21 March 2011
ESPANCAMENTO EM ESPECTÁCULO DE TONY CARREIRA
Agressão violenta em espectáculo de Tony Carreira
Guimarães: Vítima tem 39 anos e foi assistida no local
Um homem de 39 anos foi brutalmente espancado, anteontem à noite, no concerto de Tony Carreira, que se realizou no Pavilhão Multiusos de Guimarães, por cinco seguranças contratados para manter a ordem.
A cena de violência gratuita, que demora cerca de um minuto, foi filmada pelo CM. A PSP diz que desconhece o incidente e ninguém terá sido detido. O Gabinete de Imprensa do espectáculo não tem qualquer conhecimento do assunto.
Tudo aconteceu quando um grupo de amigos, todos aparentemente embriagados, foi expulso do espectáculo e se envolveu em desacatos com a equipa de seguranças.
O que terá despoletado a fúria dos agressores foi o facto de um dos homens ter dado um pontapé numa porta em sinal de protesto.
Sem que nada o fizesse prever, os cinco seguranças descontrolaram-se e espancaram-no brutalmente. O espectáculo ainda decorria.
O vídeo que revela as imagens do episódio mostra que quando a vítima se tenta levantar do chão é novamente derrubada. Leva mais um pontapé na cabeça.
O homem imobilizado foi de imediato assistido pelos bombeiros que se encontravam no local. Sofreu lesões em várias partes do corpo, designadamente na cabeça, onde apresentava o maior número de hematomas. A vítima saiu pelo próprio pé do recinto e não terá apresentado queixa. Dada a rapidez com que tudo aconteceu, os amigos nem tiveram tempo de reagir.
Por:Ana Mendes
Sunday, 20 March 2011
Saturday, 19 March 2011
COMENTANDO O ATAQUE DOS UNIVERSITÁRIOS DA CATÓLICA DE BRAGA AOS SEM ABRIGO
Geração da tasca
Estes jeitosos, a "geração da tasca", embriagados e a mando de uns patetas "veteranos", quiçá menos embriagados e mais auto-controlados, lá foram desassossegar gente frágil e infeliz, provocar cobardemente vidas destroçadas ao relento, os sem-abrigo.
Em Braga houve confrontos entre alunos da Universidade Católica e sem-abrigo. A batalha campal aconteceu quando "veteranos" da Faculdade de Filosofia obrigaram caloiros a acordar um grupo de sem-abrigo durante uma praxe académica.
Em 1994 tivemos a "geração rasca". O epíteto foi um baptizado acintoso, mas não de todo injusto, do jornalista Vicente Jorge Silva a propósito de um protesto contra o pagamento de propinas, quando alguns alunos bem educados exibiram os seus rabiosques peludos ao então ministro da Educação, Couto dos Santos.
Neste último fim-de-semana, a "geração à rasca" mobilizou, em todo o país, cerca de três centenas de milhar de pessoas para um exemplar protesto cívico contra a precariedade no emprego de jovens, com habilitações académicas que lhes custaram o coiro e o cabelo e que o país, que também neles investiu e muito, despreza.
A "geração da tasca" - digo eu agora, pedindo desculpa à imensa maioria dos estudantes que não se revê nestas práticas - nada aprendeu com os seus muitos colegas de 1994 que estiveram agora na rua, respondendo ao chamamento das redes sociais e dos sms.
Estes jeitosos, embriagados e a mando de uns patetas "veteranos", quiçá menos embriagados e mais auto-controlados, lá foram desassossegar gente frágil e infeliz, provocar cobardemente vidas destroçadas ao relento.
O "day after", de cada um dos praxados e dos imberbes "veteranos", deve ter sido lindo. Náuseas e vómitos nauseabundos, desconhecendo, mesmo, se chegaram à cama alcoólico ou ao hospital em coma alcoólico.
Esta gente, já que tem o direito de não se poupar, nem poupar as economias dos pais para estarem fora de casa a estudar ou a fingir fazê-lo, podiam ao menos poupar-nos à leitura destas notícias reportando acontecimentos infelizes e revoltantes.
Episodicamente a "geração da tasca", a geração dos shots e dos barris de cerveja, faz-se notar pela suprema falta de graça da imaginação praxista e pela violência de que, muitas vezes, os caloiros são as vítimas.
Eu por mim não acabava com as praxes. Obrigava, isso sim, os "veteranos" a praticarem apenas entre si, em exercícios de auto-gratificação, as suas elevadas competências praxistas, até à exaustão, do princípio ao fim do ano lectivo.
Talvez a avaliação das suas competências, nesta arte, viesse sob a forma de uma notória compensação em "foie gras" próprio, a caminho de uma beatífica cirrose académica, na cidade dos arcebispos. Mas deixando sossegados os sem-abrigo, e os polícias abrigados, que já têm com que se entreter
17:37 Quarta feira, 16 de Março de 2011
ESTUDANTES DA CATÓLICA DE BRAGA OBRIGAM CALOIROS A ATACAR UM GRUPO DE SEM-ABRIGO
Braga: confrontos entre alunos da Católica e sem-abrigo
Tudo terá acontecido quando "veteranos" da Faculdade de Filosofia obrigaram caloiros a acordar um grupo de sem-abrigo durante uma praxe.
Tudo terá acontecido quando "veteranos" da Faculdade de Filosofia obrigaram caloiros a acordar um grupo de sem-abrigo durante uma praxe.
O momento em que agentes da PSP (fardados e à civil) separavam os contendores
Alunos da Universidade Católica que participam nas praxes envolveram-se esta noite em cenas de pancadaria com um grupo de sem-abrigo, em Braga.
Os incidentes começaram quando cerca de três dezenas de estudantes da Faculdade de Filosofia (FAC/FIL) da Universidade Católica de Braga, com um grupo de caloiros que praxavam, se terão dirigido aos sem-abrigo que descansavam nos claustros da Rua do Castelo, no centro de Braga. Esta foi a versão unânime dos vários transeuntes, parte dos quais chamaram a PSP.
Segundo os relatos de comerciantes e lojistas da Rua do Souto (a principal artéria comercial da cidade dos arcebispos), "já tinha havido problemas entre os próprios estudantes trajados e os caloiros na Rua do Janes", uma viela contígua à Rua do Souto e ao Largo do Barão de São Martinho, perto do Café A Brasileira.
Já depois dos primeiros incidentes e agora na presença de agentes da PSP, quer fardados, quer à paisana, os estudantes da Universidade Católica de Braga voltaram para trás e tornaram a envolver-se em incidentes com os sem-abrigo.
Estudantes eufóricos
Dois destes cidadãos contaram ao Expresso que "os estudantes mandaram os caloiros meter-se com a gente várias vezes seguidas e nós estávamos a dormir descansados".
Os estudantes, contatados pelo Expresso no local, mostravam-se eufóricos e apesar das insistências do jornalista, não conseguiram apresentar qualquer versão. Só uma das estudantes do curso de Ciências da Comunicação da Universidade Católica, fez questão de afirmar ao Expresso que "não podemos pagar todos por aquilo que só alguns fizeram".
O Expresso não conseguiu contatar esta noite o director da FAC/FIL da Universidade Católica, Alfredo Dinis, que não se encontravam no Campus, nem qualquer responsável pela Associação de Estudantes da FAC/FIL.
A PSP, que esteve no local durante quase uma hora, registou os incidentes presenciados por muitas pessoas que ao princípio da noite saíam das lojas.
Joaquim Gomes (www.expresso.pt)
21:43 Terça feira, 15 de Março de 2011
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