BULLYING CRIME PÚBLICO
Thursday, 31 March 2011
GUARDA DE HONRA DESMAIA DURANTE A RECEPÇÃO CARLOS E CAMILA EM ESPANHA
http://www.lux.iol.pt/internacionais/carlos-principe-carlos-letizia-visita-espanha-jantar-de-gala/1243327-4997.html
ADVOGADO DE RENATO VAI ALEGAR INSANIDADE MENTAL
Renato Seabra vai alegar insanidade no próximo dia 8 de abril.
O advogado do modelo português, de 21 anos, acusado do homicídio de Carlos Castro, de 65, vai alegar que o jovem não agiu conscientemente no momento do crime.
No entanto, na última sexta-feira, David Touger ainda esperava pelos documentos do hospital que podem ajudar na teoria de insanidade.
Recorde-se que Renato Seabra continua preso no Hospital de Bellevue e que a lei de Nova Iorque prevê atenuantes para os crimes cometidos em situação de «distúrbio emocional extremo».
ALGARVE VAI PRODUZIR CAVIAR
Projecto de unidade de aquacultura para criação de esturjão ganhou concurso
Algarve vai começar a produzir caviar
As mesas mais requintadas já se habituaram a ter produtos algarvios, como a flor de sal de Castro Marim ou a ostra de Alvor e, dentro de quatro anos, se o projecto de Paulo Pedro e Valery Afilov não falhar, irão ter por companhia o caviar português, made in Algarve.
Da esquerda para a direita, Jorge Raiado, Paulo Pedro e Valery Afilov
(Foto: Vasco Célio)
A ideia desta produção partiu do ucraniano Valery Afilov, que a propôs ao biólogo marinho Paulo Pedro, da Universidade do Algarve. Juntos delinearam as bases do projecto e levaram-no ao concurso de ideias realizado por aquela mesma universidade. Resultado: ganharam e, na semana passada, receberam o Prémio Especial Economia do Mar, neste concurso que teve o apoio da Caixa Geral de Depósitos.
O prémio traduz-se num conjunto de apoios não financeiros "e ajuda a abrir portas ao investimento", diz Paulo Pedro, que vai precisar de 1,5 milhões de euros para os primeiros sete anos de investimento.
A primeira embalagem de caviar português poderá estar na mesa dentro de três a quatro anos, o tempo necessário para que o esturjão que vai ser criado em aquacultura produza as ovas. A equipa irá comprar peixes com um centímetro de comprimento, porque comprar espécimes adultos seria inviável - seriam muito caros e não se adaptariam ao cativeiro.
Temperatura amena ajuda
Paulo Pedro também teve dúvidas quando Valery Afilov, com 12 anos de experiência na produção de caviar em aquacultura, lhe falou deste negócio.
O esturjão, de onde se extrai as ovas (caviar), não vive só em águas frias? "Essa foi a primeira pergunta que fiz, e, afinal, a temperatura óptima para o crescimento do peixe varia entre os 24 e os 26 graus." Em países como a Rússia, acrescenta, o peixe chega a necessitar de 20 anos para atingir o tamanho adulto. A mesma espécie no Algarve pode atingir 50 quilos, ao fim de sete anos.
Convencidos de que as temperaturas amenas da região iriam fazer com que o esturjão crescesse duas ou três vezes mais rápido do que nas águas frias da Rússia, Paulo e Valery abriram o círculo a Jorge Raiado, um produtor de flor de sal de Castro Marim e ligado às lojas dos produtos gourmet. Contam estar a produzir 600 a 700 quilos de caviar por ano, a partir de 2015/2016. O preço de um quilo desta iguaria varia entre 1500 e 5000 euros. Há clientes que chegam a esperar anos pelo produto.
Quem pense que come caviar natural, desengane-se. "O caviar natural é ilegal, o que existe é produzido em aquacultura, porque é uma espécie protegida", frisa o biólogo.
A unidade de produção que vai ser criada no Algarve vai recorrer a quatro espécies diferentes: beluga (Huso huso), russo (Acipenser gueldenstaedtii), siberiano (Acipenser baerii) e starlet (Acipenser ruthenus), dado terem o crescimento mais rápido e a maturação poder suceder dependendo da espécie entre o 3.º e o 7.º ano.
"Temos interesse, numa segunda fase, em produzir também esturjão atlântico (Acipenser sturio) e poder contribuir para o repovoamento desta espécie", que se extinguiu em Portugal (ver caixa), salienta Paulo Pedro. "Há relatos de captura de esturjão no rio Guadiana até à década de 1970." Porém, a pesca não tinha por objectivo o caviar, mas a carne do peixe.
Esta produção em aquacultura realiza-se em circuito fechado, em tanques de água doce, dentro de armazéns. O projecto, diz Paulo Pedro foi concebido a pensar "essencialmente na exportação", mas os "bons restaurantes da região não irão perder a oportunidade de ter o caviar português".
Piscar o olho a Tavira
A localização para a exploração ainda não está definida, podendo surgir em qualquer parte, dependendo das melhores condições que forem oferecidas.
A zona de Tavira é a que, à partida, surge como a mais provável, já que os promotores pretendem utilizar a água, nas mesmas condições que os agricultores, a preços mais baixos, através da Associação de Regantes. No que diz respeito aos potenciais investidores no projecto, diz o biólogo, "tem havido muitas manifestações de interesse". "Mas reconheço que produzir douradas é mais fácil."
Licenciamento será a parte mais difícil
O que mais preocupa os promotores "é a fase do licenciamento". "Na importação dos juvenis, por se tratar de uma espécie exótica, é previsível que surjam problemas." Os aquacultores portugueses, diz Paulo Pedro, "estão habituados ao paradigma da cultura da dourada e do robalo, vão pouco além disso". Por isso, reconhece que a criação de esturjão possa surgir como novidade, mas não é inédito. "Faz-se em vários países da Europa. O mais próximo é Espanha, mas a Arábia Saudita também já entrou em força no mercado, e a China está a começar". Os tanques de produção terão uma área de 1200 metros quadrados, com uma profundidade de um metro. O peixe, apesar de atingir 40 a 50 quilos, não se movimento muito. Engorda como se fosse uma vaca à manjedoura - 1,6 quilos de ração equivale ao aumento de um quilo de peso.
31.03.2011 - 12:29 Por Idálio Revez
RENATO SEABRA PODE APANHAR 15 ANOS DE PRISÃO
Peter J. Messitte, juiz do Tribunal Federal de Maryland, nos Estados Unidos, acredita que a Procuradoria de Nova Iorque e o advogado de Renato Seabra estão a negociar um acordo de 15 ou 20 anos de prisão.
O juiz federal, que está em Portugal para um ciclo de conferências sobre o sistema judicial norte-americano, esclareceu que os indícios do crime estabelecem culpabilidade do suspeito.
«Não se pode ignorar que o casal chegou junto, que estava no mesmo quarto, as palavras do Renato, a relação íntima dos dois, o corpo sangrento, o ADN. É pouco provável que seja inocente», disse Messitte, citado pelo jornal público.
O juiz está no Porto para uma conferência intitulada «Os Media e o Sistema Judicial nos EUA» e recorreu ao caso Carlos Castro para explicar as diferenças ente o sistema judicial norte-americano e o português.
«Mais de 90% dos casos acaba em acordo. O juiz até pode anular confissão, mas vai ser muito difícil a Renato Seabra escapar a uma pena de prisão», adiantou.
Já a alegação de insanidade temporária pode, segundo este juiz, ser perigosa para o jovem de Cantanhede:
«A doença mental aliada ao facto de ser um perigo para a sociedade pode fazer com que a sentença seja maior do que sem a alegação de insanidade», justificou.
http://www.lux.iol.pt/nacionais/renato-seabra-juiz-porto-peter-j-messitte/1243104-4996.html
O "PRINCIPEZINHO" EM MIRANDÊS
«O Principezinho», de Antoine de Saint-Exupéry, já pode ser lido em mirandês. «L Princepico» é o título da edição traduzido por Ana Afonso (com o apoio de Domingos Raposo), feita pela editora ASA, está disponível nas bancas a partir da próxima semana, avança a Lusa.
Maria José Pereira, responsável pela edição do livro e editora da divisão de banda desenhada da ASA, explicou que o objetivo desta edição é «por um lado, dar a conhecer a língua mirandesa, que as pessoas geralmente ouvem falar mas que não têm visto escrita e, por outro lado, tornar conhecidos os personagens numa outra versão».
Reconhecendo que a edição em mirandês desta «obra emblemática do século XX» tem um público reduzido de interessados e colecionadores, Maria José Pereira recorda que esta não é a primeira incursão da ASA pelo mirandês, tendo, há alguns anos, editado dois livros do Astérix nesta língua.
A editora adiantou ainda que surgirão novidades sobre «O Principezinho» num «futuro muito próximo», que passam por «outras edições que estão a ser ultimadas» e por «uma série de desenhos animados"», em fase de produção, mas que, sabe-se já, passará em Portugal, embora ainda não haja uma data precisa.
Esta foi a primeira tradução para mirandês de Ana Afonso, a convite do cônsul de França no Porto, que, em cada lugar que passa, procura línguas para as quais possa traduzir «o seu livro preferido».
A edição mirandesa de «L Princepico» será apresentada publicamente no dia 15 de Abril, no Instituto Franco-Português, em Lisboa, por Domingos Raposo. Na mesma ocasião será apresentada uma exposição de livros e objetos associados ao universo de «O Principezinho», pertencentes ao ator e apresentador Pedro Granger, colecionador e fã do clássico da literatura francesa.
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