Sunday, 27 November 2011

RICARDO TRÊPA: ACTOR E EMPRESÁRIO


Actor Ricardo Trêpa

"Prefiro investir em depósitos a prazo”

Alexandra Brito


27/11/11 08:27

"Tenho amigos ligados à banca (e bons) que me dão sempre conselhos sobre a melhor forma de aplicar o meu dinheiro."

Ricardo Trêpa considera-se poupado e procura aconselhamento financeiro junto de amigos que trabalham na banca.

É actor, apresentador mas também um empresário. Ricardo Trêpa é um dos sócios do restaurante D'Oliva e considera que o restaurante é o melhor investimento que já alguma vez fez. Em entrevista, feita por ‘email', Ricardo Trêpa conta como gere o seu dinheiro, como escolhe os seus investimentos e o que faria se ganhasse o Euromilhões. Se ganhasse o prémio da sorte um dado é certo: não deixaria de trabalhar, pois considera o trabalho uma peça fundamental para manter o equilíbrio mental.

Na sua opinião, o que é que o dinheiro não compra?

A educação.

Lembra-se do seu primeiro ordenado? O que fez com ele?

Lembro-me perfeitamente. Com o meu primeiro ordenado comprei uma mota de motocross, pois era a minha grande paixão na adolescência e alguns meses depois fiz um bom negócio ao vendê-la mais cara. Era esse o objectivo.

No campo da gestão do dinheiro considera-se uma pessoa poupada ou nem por isso?

Hoje em dia sim, sou uma pessoa poupada.

Se ganhasse o Euromilhões, o que faria?

Criava várias instituições para ajudar pessoas em dificuldades, nomeadamente, a pobreza, pessoas que sofrem de maus tratos, doenças, entre outros. Dava também um quinhão a cada um dos meus familiares mais próximos, investia e, depois, ia fazer uma grande viagem pelos muitos picos de surf que existem por esse mundo fora!

Para si qual é o montante suficiente de dinheiro para deixar de trabalhar?

Nenhum, pois acho que o trabalho faz parte do nosso equilíbrio mental.

Qual foi o melhor investimento que fez?

Até hoje, foi, sem dúvida, no restaurante o D'Oliva, em Lisboa,do qual sou sócio.

Em que tipo de produtos financeiros aplica as suas poupanças? É conservador ou gosta de produtos mais arriscados?

Depende da altura que vivemos... Obrigações, depósitos a prazo... Neste momento prefiro os depósito a prazo.

Como escolhe os seus investimentos: É autodidacta? Ou recebe conselhos de familiares, amigos ou do gestor de conta?

Não sou autodidacta, tenho amigos ligados à banca (e bons!) que me dão sempre conselhos sobre a melhor forma de aplicar o meu dinheiro.

Qual foi o conselho mais precioso que já recebeu sobre dinheiro?

Poupa investindo.

O que tem sempre na carteira?

O cartão multibanco.

Sunday, 20 November 2011


João Mota aceita convite para dirigir Teatro D. Maria em Lisboa

18.11.2011 - Lucinda Canelas, Ana Dias Cordeiro

Em substituição de Diogo Infante

João Mota, encenador e fundador do Teatro A Comuna, aceitou esta sexta-feira o convite feito na véspera pelo secretário de Estado da Cultura, Francisco José Viegas, para dirigir o Teatro Nacional D. Maria II (TNDMII), depois do afastamento de Diogo Infante do cargo de director artístico.

"A reunião acabou agora e ainda está tudo muito baralhado na minha cabeça", disse ao PÚBLICO, por telefone, ao princípio da tarde. "Ainda preciso de tempo para pensar seriamente no projecto para o D. Maria. Tenho muitas ideias, mas um projecto é mais do que ideias soltas", acrescentou.

Também quanto à programação, muito haverá ainda para definir. Contudo, João Mota espera "que a programação possa manter-se até ao final de Fevereiro". E esclarece: "As peças estão a ser feitas. Esse programa tem de se cumprir. Depois de Fevereiro logo se vê."

Questionado sobre as razões que o levam a aceitar assumir o cargo, confessa: "Nunca pensei em dirigir o Nacional. Aceitei porque é um desafio, tal como foi um desafio fundar A Comuna no pré 25 de Abril, sem dinheiro, sem apoios e em ditadura. Não sei se vou ser capaz, com tão pouco dinheiro e um corte tão grande. O Diogo [Infante] falou nisso muitas vezes nos últimos dias. Menos 36% é muita coisa, mas vou tentar, com muita energia." E conclui: "Tenho coragem para isso e também me dará muito prazer tentar. O país está em crise, todos temos obrigação de tentar, de fazer a nossa parte."

"Uma decisão difícil"

O convite para substituir Diogo Infante tinha sido confirmado ao PÚBLICO ontem, quinta-feira, pelo próprio João Mota, 69 anos que afirmou, nessa altura, ser "uma decisão difícil", acrescentando: "Tenho uma relação muito boa com o Diogo, de grande afectividade. (...) Além disso acho que ele foi um bom director para o D. Maria."

A substituição do ainda director artístico do teatro, Diogo Infante, foi anunciada quarta-feira, depois de o teatro nacional ter enviado para jornais, rádios e televisões um comunicado em que anunciava a suspensão da programação para 2012, caso o secretário de Estado não encontrasse uma solução para aumentar o orçamento do teatro para o próximo ano.

Diogo Infante, que foi nomeado em 2008 e que se encontrava em funções interinamente (o seu contrato terminou em Setembro), garantiu no referido comunicado que, com o corte orçamental previsto para 2012 - menos 36%, contando com as reduções acumuladas dos dois últimos anos, 2010 e 2011 - não teria condições para assegurar a programação do próximo ano, divulgada no Verão.

Wednesday, 16 November 2011

DIOGO INFANTE JÁ NÃO É DIRECTOR ARTÍSTICO DO TEATRO NACIONAL D. MARIA II



Diogo Infante já não é director do TNDM II


Novo director artístico será anunciado em breve

O secretário de estado da Cultura, Francisco José Viegas, comunicou esta quarta-feira a Diogo Infante que não será reconduzido como director artístico do Teatro Nacional D. Maria II (TNDM II), cargo para o qual foi nomeado em 2008 e que ocupava em gestão corrente desde 30 de Setembro, data em que o seu mandato terminou. Mais anunciou o secretário de Estado que o novo director artístico será anunciado brevemente.

Por:Ana Maria Ribeiro

A decisão de não reconduzir Diogo Infante foi tomada depois do até então director artístico ter anunciado em comunicado que cancelava a programação do TNDM II para 2012 por causa das "medidas de austeridade anunciadas pelo Governo" e que atingem, segundo o próprio, "um valor acumulado na ordem dos 36 por cento".

O corte, no valor de 830 mil euros - verba superior à dos restantes teatros nacionais - punha em causa a realização de ‘Lear', inspirado em William Shakespeare e protagonizado por Eunice Muñoz, e ‘A Morte de Danton', de Büchner, encenado por Jorge Silva Melo - as grandes apostas da nova temporada do D. Maria II.

Em resposta, o secretário de estado da Cultura explica que a penalização extraordinária do TNDM II se deve à "falta de cumprimento das metas estabelecidas e obrigatórias de redução dos custos operacionais". Segundo o comunicado: "O TNDM II foi o único Teatro Nacional que não cumpriu deliberadamente o corte de 15 por cento nos custos operacionais a que estava obrigado durante o ano de 2011, tendo os restantes Teatros Nacionais não só realizado esse esforço como, em alguns casos, ultrapassado a meta exigida".

A redução adicional em 2012 pretende assim compensar o "corte obrigatório não efectuado durante o ano de 2011".

http://www.cmjornal.xl.pt/detalhe/noticias/lazer/cultura/diogo-infante-ja-nao-e-director-do-tndm-ii

Saturday, 29 October 2011

DEMORA NA ENTREGA DE RELATÓRIO PSIQUIÁTRICO IRRITA JUIZ


Nova Iorque: Acusação tem uma semana para entregar relatório

Demora irrita juiz de Renato Seabra

Procuradora diz que precisa de interrogar Odília Pereirinha para concluir relatório de Renato  

Charles Solomon, o juiz do Supremo Tribunal de Manhattan que vai julgar Renato Seabra, irritou-se ontem com a demora da procuradora Maxine Rosenthal em entregar o relatório psiquiátrico e as análises ao ADN no local do crime, ainda não concluídas pelo Gabinete de Medicina Legal. E avisou que espera "ter toda a informação da procuradoria até à próxima audiência", marcada para sexta-feira, dia 4 de Novembro.

Por:João C. Rodrigues com Lusa

O aviso do juiz foi provocado pela intenção da procuradora de submeter a mãe de Renato, Odília Pereirinha, a um interrogatório psiquiátrico, que a acusação diz ser fundamental para concluir a avaliação psiquiátrica do jovem português. Aliás, o médico responsável pela análise admite ainda um terceiro interrogatório a Renato Seabra, o que pode atrasar ainda mais o início do julgamento, que Charles Solomon quer começar no início de 2012, um ano depois da morte de Carlos Castro.

A defesa rejeitou, no entanto, qualquer interrogatório a Odília Pereirinha, classificando a proposta como "absurda". "A mãe dele não consegue estar numa sala e responder a perguntas sem se emocionar. Mas terá todo o gosto em responder por escrito", argumentou o advogado David Touger.

Friday, 28 October 2011

DEFESA REJEITA INTERROGATÓRIO A MÃE DE RENATO SEABRA


Nova audiência em Nova Iorque

Defesa rejeita interrogatório a mãe de Renato Seabra

A defesa de Renato Seabra rejeitou esta sexta-feira, em tribunal, que a mãe do jovem português, acusado do homicídio de Carlos Castro em Nova Iorque, seja interrogada por um psiquiatra ao serviço do gabinete do procurador.

"A mãe dele, [Odília Pereirinha] acha que não consegue estar numa sala e responder a perguntas sem se emocionar", justificou o advogado de Defesa, David Touger, após nova audiência em tribunal do caso do jovem português.

"Ela tem todo o gosto em responder por escrito, dar toda a ajuda que puder ao médico [psiquiatra], em tudo o que ele precisar", adiantou o advogado, que considerou "absurda" a exigência de entrevista em pessoa.

Depois de ter interrogado o jovem português durante seis horas, repartidas por dois dias, para fazer um relatório psiquiátrico de Seabra, o médico pediu para interrogar também a mãe, e admite ainda um terceiro interrogatório ao jovem.

Esta avaliação deverá contrariar uma outra apresentada pela defesa, que sustenta o argumento de que o jovem português sofria de "doença ou debilidade mental" quando cometeu o crime, e que poderá conduzir a uma sentença mais ligeira.

Se o médico quiser voltar a interrogar Seabra, Touger diz que não levantará qualquer objecção, apesar de isso demorar ainda mais o processo.

PRÓXIMA AUDIÊNCIA DIA 4 DE NOVEMBRO

O juiz do caso, Charles Solomon, sublinhou em tribunal que nada obriga a mãe de Seabra a sujeitar-se a interrogatório e pediu à procuradora Maxine Rosenthal para determinar junto do médico se possui todos os elementos para entregar o relatório.

Na última sessão, Solomon tinha-se queixado da demora, em particular da procuradoria, para avançar para a fase inicial do julgamento, e relembrou que um ano sobre a data do crime - que se completará em Janeiro - é demasiado tempo para um caso de homicídio.

A próxima audiência terá lugar na próxima sexta-feira, 4 de novembro, e Solomon disse "esperar ter toda a informação da procuradoria até lá".

O QUE FALTA ENTREGAR

Além do relatório, faltam entregar análises de ADN do local do crime, ainda não concluídas pelo gabinete de medicina legal, segundo a procuradora.

Rosenthal entregou nesta sexta-feira duas análises de ADN a Touger, que disse esperar ter as restantes "o mais rápido possível", para "poder andar em frente" com o processo.

A expectativa da defesa é que as audiências preliminares tenham lugar em Janeiro de 2012, e que o julgamento tenha início poucas semanas depois.

A principal discussão será em torno da validade perante o tribunal da confissão que Seabra fez à polícia depois do crime, o que a defesa rejeita.

Por decisão do departamento penal de Nova Iorque, Seabra mantém-se detido em Rikers Island, medicado e sujeito a vigilância permanente.