Friday, 23 December 2011

NATAL DOS MAIS CARENCIADOS


Natal

Toneladas de bacalhau, grão, azeite e batatas vão alegrar consoada dos mais carenciados

22 | 12 | 2011 18.10H

Mais de uma tonelada de bacalhau e de grão, 500 mil litros de azeite e mais de cinco toneladas de batatas foram as quantidades que encheram os 2.100 cabazes distribuídos hoje pelos centros Porta Amiga da AMI.

Destak/Lusa | destak@destak.pt

A maior parte dos cabazes foi entregue hoje depois das compras feitas graças a uma distribuidora de filmes, que doou parte da receita de bilheteira do filme de animação ‘Arthur Christmas’.

Outras empresas juntaram-se nas doações e várias venderam produtos a preço de custo, conseguindo-se juntar aos produtos mais tradicionais do cabaz de Natal várias compotas, figos e presentes para crianças.

No total cada cabaz ficou com um preço final de quatro euros.

Cerca de seis mil pessoas carenciadas terão um Natal “mais digno”, notou Isabelle Romão, diretora de marketing da Assistência Médica Internacional (AMI).

Os voluntários da distribuidora colocaram os produtos dentro dos 250 cabazes destinados ao Centro das Olaias que estão hoje a ser entregues ao longo de todo o dia.

A distribuição teve por base a listagem de utentes que durante todo o ano são apoiados no centro e que “foram aumentado grandemente durante todo o ano”, referiu Margarida Mendes, diretora do Centro das Olaias.

A entrega de cabazes termina pelas 17:30, muito a tempo de demolhar o bacalhau para que a mesa de Natal destas famílias seja mais tradicional e alegre.


Sunday, 4 December 2011

ANTÓNIO CAPUCHO: "SE HOUVE ATENTADO NÃO FOI CONTRA SÁ CARNEIRO"

  Camarate/31 Anos
por LusaHoje
António Capucho

                                                       António Capucho
                                                                                          Fotografia © José Carlos Pratas 
                                                                                           Global 


António Capucho, figura destacada do PSD, disse no sábado, em Anadia, que, "se houve atentado em Camarate, não foi contra Sá Carneiro", porque não estava previsto o fundador do partido ir no avião que se despenhou em 1980.

António Capucho falava na Curia como orador convidado da conferência 'Sá Carneiro, o Homem e o Político', organizada pelo PSD de Anadia na véspera da passagem de 31 anos sobre a morte de Francisco Sá Carneiro, a 04 de dezembro daquele ano.

"Reuníamos frequentemente num restaurante e almoçamos lá no dia em que morreu. Não era suposto ele ir para o Porto, mas sim fazer campanha em Setúbal, só que, como a Helena Roseta [então destacada militante do partido] tinha retomado a campanha eleitoral e ia estar em Setúbal, entenderam ser melhor ele ir ao Porto", contou.

"Tinha bilhete na TAP e Adelino Amaro da Costa [ministro da Defesa] é que lhe disse que também ia para o Porto. O Patrício Gouveia [chefe de gabinete do primeiro-ministro] disse-lhe que não ia porque o avião tinha vindo do Algarve já com problemas, mas ele [Sá Carneiro] quis ir com o Adelino para combinar as coisas", descreveu, acrescentando que "só muito tarde é que ambos decidiram ir juntos na fatídica avioneta".

António Capucho disse não acreditar na tese de atentado contra o primeiro-ministro, considerando que "não se prepara em poucas horas uma sabotagem". Mais plausível seria, no seu entender, a possibilidade, levantada por Freitas do Amaral, de que o atentado tivesse por alvo o ministro da Defesa, para evitar revelações sobre alegados desvios do Fundo de Defesa do Ultramar.

"A propósito do Fundo, Adelino Amaro da Costa explicou-me que eram milhões desbaratados", comentou António Capucho.

Sobre a acção política de Sá Carneiro, António Capucho recordou a sua "persistente exigência, desde 1974, de realização de eleições autárquicas, que fez nascer o poder local democrático".

O orador aproveitou para criticar a "onda anti-municipalista que já vem do tempo de José Sócrates" e manifestou "preocupações" sobre o Documento Verde da Reforma da Administração Local, que "não augura nada de excecionalmente bom".

Por outro lado, sublinhou o quadro de estabilidade política em que o PSD e o CDS estão a governar: "Este ano foi possível o principal objetivo que Sá Carneiro pretendia - uma maioria, um governo e um presidente, não como fim em si mesmo, mas para melhorar a qualidade de vida do povo português".

Na sua opinião, "será bom que a nova geração do PSD no poder não deixe de defender os interesses de Portugal e não desperdice esta oportunidade histórica".


Saturday, 3 December 2011

DAVID TOUGER E PROCURADORA DISCUTEM EM TRIBUNAL



Procuradora e advogado de Renato Seabra discutem em tribunal

2 de Dezembro, 2011

O advogado de Renato Seabra e a procuradora responsável pelo caso 'Carlos Castro' envolveram-se hoje em nova discussão em tribunal, a propósito de novo teste psicológico ao jovem português, que vai atrasar ainda mais o processo.

Depois de ter sido interrogado duas vezes por um psicólogo contratado pela procuradoria, com recurso a um intérprete, Renato Seabra, que está acusado da morte do cronista social Carlos Castro, será sujeito, no próximo dia 14 de Dezembro, a um teste escrito em português, e a demora na conclusão da avaliação do estado mental do jovem irritou o advogado David Touger.

«Estamos a aproximar-nos muito rapidamente do primeiro aniversário do caso [7 de Janeiro 2012] e quero que chegue a julgamento. Percebo que [a procuradora] tenha encontrado este teste em português, que tem de ser feito, mas podíamos andar mais rapidamente e por isso me zanguei», adiantou após a audiência preliminar de hoje em tribunal, onde esteve Seabra e, na assistência, a sua mãe, Odília Pereirinha.

A avaliação do psicólogo contratado pela procuradoria «não deverá estar pronta» na data da próxima audiência, a 6 de Janeiro, e mesmo que esteja o caso só deverá entrar na fase de pré-julgamento em Março, novo atraso face à anterior previsão de meados de Fevereiro.

A intensa discussão na sala de audiências, que já se verificou em anteriores sessões, surgiu de uma queixa de Touger ao juiz por a procuradora novamente adiar a entrega do relatório e também por não lhe facultar antecipadamente uma cópia e as normas do novo teste.

Numa troca de argumentos de perto de 40 minutos, procuradora defendeu-se dizendo que o examinado não deve ter acesso prévio às perguntas do exame e devolveu as acusações pelo atraso, por vezes exaltada e levando Touger a mostrar a sua irritação, levando as mãos à cabeça e caminhando em torno da sua secretária.

«Não discutam! Não quero discussões», interveio o juiz Charles Solomon, que acabou por decidir que Touger terá direito a uma cópia do teste após Seabra o fazer, e a adiar para mais tarde a decisão sobre o acesso às normas.

Face ao desentendimento entre advogado e procuradora, o juiz disse até ter «medo de perguntar» sobre o outro assunto pendente, as provas de ADN da cena do crime que ainda não foram entregues à defesa, e viu confirmado pela procuradora que também neste ponto não houve evolução em relação à última audiência.

Quanto a Seabra, continua na prisão de Rikers Island, por decisão do departamento penal de Nova Iorque, medicado e sujeito a vigilância médica.

«Ele quer ir a julgamento. É isso que ele quer. É difícil para qualquer pessoa entender. Eu tenho problemas em entender porque demora tanto. Ele não é diferente nesse sentido», disse Touger após a audiência.

De fato cinzento e gravata, magro e pálido, o jovem português mostrou-se muito concentrado nas palavras do tradutor durante a sessão e ao sair da sala escoltado pela polícia demorou-se a olhar para a mãe no público.

O relatório da procuradoria deverá contrariar um outro apresentado pela defesa, que sustenta o argumento de que o jovem português sofria de «doença ou debilidade mental» quando cometeu o crime, e que poderá conduzir a uma sentença mais ligeira.

Seabra está acusado de homicídio em segundo grau pela procuradoria de Nova Iorque.

O caso remonta a 7 de Janeiro, quando Carlos Castro, de 65 anos, foi encontrado nu e com sinais de agressões violentas e mutilação nos órgãos genitais no quarto de hotel que partilharam em Manhattan.

Lusa/SOL

Thursday, 1 December 2011

EUNICE MUÑOZ CONDECORADA


Cavaco condecora Eunice Muñoz nos 70 anos de carreira (vídeo)

Presidente da República condecorou Eunice Muñoz - "talvez a atriz portuguesa mais completa" - com a Grã-cruz da Ordem do Infante D. Henrique, assinalando os 70 anos de carreira da atriz

O Presidente da República condecorou a atriz Eunice Muñoz com a Grã-cruz da Ordem do Infante D. Henrique, assinalando assim os 70 anos de carreira da atriz.


Eunice Muñoz afirmou que é "natural" que o Teatro se ressinta numa situação de crise, por não ser um artigo de primeira necessidade, mas já houve épocas "muito piores" e a arte de palco sobreviveu.
"Não são muito felizes mas tenhamos esperança. Eu sou uma mulher de esperança, não sou derrotista", afirmou hoje Eunice Muñoz aos jornalistas, em Lisboa, momentos depois de ser condecorada pelo Presidente da República com a Grã-Cruz da Ordem do Infante, quando questionada sobre o momento que o teatro português atravessa, com o anúncio de cortes de apoios da Direcção-Geral das Artes e um eventual aumento do IVA dos bilhetes.

"Já houve épocas muito piores para o teatro, mas conseguiu-se sobreviver"


A atriz, que comemora hoje 70 anos de carreira, lembrou que "já houve épocas muito piores para o teatro, mas conseguiu-se sobreviver e é o que vai acontecer".
"É um momento em que todos devemos estar unidos e ter só um pensamento: tentar dar o melhor de nós próprios naquilo que fazemos", afirmou, salientando que, em Portugal, há "bom teatro, grande atores, grandes encenadores, um teatro tão bom como se faz lá fora".
Eunice Muñoz defende que é preciso começar a dizê-lo "dez vezes por dia", para que as pessoas se convençam "de que é verdade, porque é verdade".
"Não vamos ser derrotistas, vamos ter esperança", disse.

"É muito natural que o teatro se ressinta"


Para a atriz, "é muito natural que o teatro se ressinta" na situação que o país vive, já que "não é um artigo de primeira necessidade".
"É natural porque os meios escasseiam e tem que se cuidar de outras coisas mais prementes do que ir a um espetáculo, mas mesmo assim temos a grande alegria de chegar ao D.Maria II e ver o teatro cheio", sustentou.

"Talvez a atriz portuguesa mais completa"


O Presidente da República definiu a homenageada como "talvez a atriz portuguesa mais completa" e referiu que a distinção, além de um "reconhecimento do Estado pelo contributo para a cultura e teatro portugueses", é "um estímulo para que continue a compor personagens
únicas e inesquecíveis".


Para Cavaco Silva, a primeira peça em que Eunice Muñoz se estreou, em 1941, "Vendaval", foi "inspiradora", "porque a vida [da atriz] tem sido um vendaval de talento e emoções".
Na cerimónia de entrega da Grã-Cruz da Ordem do Infante, que decorreu no Palácio de Belém, estiveram ao lado da atriz, além das filhas, filho e netas, a ex-ministra das Finanças Manuela Ferreira Leite, o encenador Celso Cleto e as atrizes Maria José Paschoal e Isabel Abreu.
Eunice Muñoz sobe hoje ao palco do Auditório Municipal com o seu nome, em Oeiras, para estrear "O cerco a Leninegrado", exatamente 70 anos depois de se ter estreado, como atriz, no Teatro Nacional D. Maria II, em Lisboa.