Tuesday, 7 February 2012

BÉBÉ DE 22 MESES SOBREVIVE A QUEDA DO 9º ANDAR

Bebé que caiu do nono andar "acordou e chamou pela mãe"

PATRÍCIA POSSE


                             foto Patrícia Posse

                                  Maria Isabel Reis, avó, segura foto onde se vê o pequeno Diogo

  
A criança de 22 meses que sobreviveu à queda de um 9º andar em Peso da Régua está "clinicamente estável", mas permanece nos Cuidados Intensivos do Hospital de S. João, no Porto. Diogo gostava de espreitar "pelo buraquinho para ver os popós".

Quando Maria Isabel Reis, de 65 anos, chegou ao local do acidente, já o neto estava na ambulância do INEM. "Foi sempre a chorar e a chamar pela mãe e pelo avô", revelou. Diogo Ferreira escapou com vida a uma queda de quase 30 metros de altura, por um feliz acaso. "Como estava algum vento, a trajectória do corpo sofreu um pequeno desvio e acabou por cair sobre um pouco de areia coberta por um plástico", explicou o comandante dos Bombeiros de Peso da Régua, António Fonseca.

A avó materna, que o criou até aos 18 meses, ficou surpreendida por Diogo não ter sequer um arranhão. "Foi um milagre, foi a alminha do tio dele que se pôs debaixo", confessou.

Monday, 30 January 2012

PATRICK MONTEIRO DE BARROS - A INSOLVÊNCIA DA PETROPLUS


28/01/2012 | 00:00 | Dinheiro Vivo

Patrick Monteiro de Barros
Paulo Araújo


É o português mais parecido com um magnata do petróleo americano. Apesar de ter nascido em França numa família já abastada, Patrick Monteiro de Barros fez fortuna nos Estados Unidos, para onde emigrou nos anos 70 depois de as nacionalizações o terem afastado da petrolífera de Manuel Bullosa, a Sonap, onde era administrador. Vinte anos depois estava de volta como acionista da Petrogal.

Não obstante a ligação ao petróleo, é a defesa do nuclear que mais atenção lhe tem dado por cá. Nem o desaire da Petroplus o impediu de vir a Portugal dar entrevistas e a uma conferência em que apontou a opção nuclear como a resposta para "o desastre económico da política energética do governo de Sócrates".

À pergunta de Mário Crespo, na SIC Notícias, sobre os efeitos da crise nuclear no Japão resultante do sismo e do tsunami que atingiram o país, Monteiro de Barros responde: "O que aconteceu no Japão foi um acidente, mas não foi nuclear. Até hoje não morreu ninguém nem vai morrer."

Nos negócios do petróleo, as coisas sempre lhe correram bem, pelo menos até esta semana, quando a empresa de refinação de que é acionista e presidente não executivo foi forçada a pedir a insolvência. Antes da Petroplus, Monteiro de Barros foi acionista da Tosco. Esta petrolífera americana cresceu através de aquisições que a tornaram na maior refinadora independente dos Estados Unidos.

Em 2001, a Tosco foi vendida à Philips. O negócio rendeu 7,3 mil milhões de dólares (5,5 mil milhões de euros) aos acionistas. Patrick era um deles, mas não se soube a fatia que recebeu.

A venda cimentou a reputação de ser um dos portugueses mais ricos, não obstante ter ficado com a fama de contar todos os tostões quando era administrador da Petrogal. A casa que comprou no estado americano da Virgínia é património histórico e foi desenhada pelo presidente americano Thomas Jefferson.

Mas apesar dos projetos de milhões que apresentou nos últimos anos, hoje terá poucos negócios em Portugal.

Monteiro de Barros foi um dos acionistas nacionais que, em 2000, venderam a participação na Galp à italiana Eni, a pedido do governo de então, mas também com a ajuda de uma isenção fiscal sobre as mais-valias. O empresário foi fundador da Telecel (hoje Vodafone) e acionista de referência da Portugal Telecom, mas vendeu. Hoje, é administrador na holding do Grupo Espírito Santo e preside à fundação da família Monteiro de Barros.

A parceria mais antiga nos negócios é com Thomas O'Mailley. O empresário americano trabalha desde os anos 70 com Patrick Monteiro de Barros, primeiro como trader de petróleo e mais tarde na Tosco.

O'Mailley foi um dos investidores iniciais do projeto de construção de uma refinaria em Sines. O milionário americano veio a Lisboa no seu jato privado Gulfstream, mas quando aterrou na Portela ficou mal impressionado por não existir um corredor exclusivo e ter de ir para a fila dos passageiros comerciais. Foi o primeiro a desistir do negócio.

O projeto de cinco mil milhões de euros começou por ser acarinhado pelo governo de Sócrates e do ministro Manuel Pinho. Mas os incentivos públicos exigidos pelos promotores, sobretudo ao nível das licenças de CO2, levaram o governo recuar. Ficou célebre a frase do primeiro-ministro no Parlamento: o governo não compra gato por lebre.

Não ficou sem resposta. Monteiro de Barros acusa Sócrates de não ter honrado os compromissos assumidos. E em entrevista ao Diário Económico contou que foi "um dos episódios mais desagradáveis por que passei neste país".

Apesar do discurso duro - Patrick não é suave nas palavras -, insistiu em mais um megaprojeto polémico: a construção de uma central nuclear em Portugal. A ideia contou com a firme oposição do governo de Sócrates. Mas nem a crise financeira nem o desastre de Fukushima o fizeram desistir. Ainda esta semana garantiu existir abertura do Executivo de Passos Coelho para estudar o tema.

Depois de falhada a refinaria em Portugal, o empresário investiu na Petroplus, mais uma vez, pela mão de Thomas O'Mailley. O grupo arrancou em 2006 com uma refinaria na Holanda e, com o apoio do fundo americano Carlyle, comprou várias unidades, transformando-se na maior refinadora independente da Europa.

Mas com a crise vieram os prejuízos e a banca recusou renovar o financiamento.

Ao pedido de insolvência juntam-se suspeitas em França de falência fraudulenta. Patrick Monteiro de Barros diz que a acusação é inconcebível e garante que não vai abandonar a empresa, que tem cinco refinarias a operar na Europa e emprega 2500 trabalhadores. Monteiro de Barros sucedeu a O'Malley em 2011 como chairman, mas não se sabe qual é o seu investimento na Petroplus.

Monteiro de Barros nasceu em 1945 de mãe francesa e pai português. Estudou no Liceu Francês e fala várias línguas. É casado há 47 anos com uma francesa e tem um filho.

Divide a sua vida pelos Estados Unidos, Londres e Cascais, onde vive três meses por ano.

Mas é no mar que gosta de passar mais tempo e onde já deu várias voltas ao mundo no seu iate. Fanático da vela, foi o rosto da candidatura portuguesa a organizar a Taça América em 2007. Foi mais um projeto ambicioso apoiado pelo governo, mas que Portugal perdeu para Valência. A taça acabou por passar por Cascais em 2011. Hoje, há um troféu de vela em Cascais com o nome dele.


Wednesday, 11 January 2012

PLANO DO PARQUE MAYER APROVADO



Assembleia aprova Plano do Parque Mayer


Fotografia © Rodrigo Cabrita

A Assembleia Municipal de Lisboa aprovou ontem o Plano de Pormenor do Parque Mayer, com a abstenção do PSD, que recomendou à Câmara a elaboração de um documento de salvaguarda do Jardim Botânico, uma das principais críticas ao plano.

A Comissão de Acompanhamento do Plano Diretor Municipal (PDM) da assembleia, liderada pelo social-democrata João Serras, apresentou o seu parecer a esta versão final do plano, considerando como "aspetos negativos a preterição pela Câmara da elaboração, obrigatória, de um plano de salvaguarda" do Jardim Botânico e a "inexistência de normas entendidas pela lei como relevantes para a preservação" daquele espaço enquanto monumento nacional, como a criação de uma zona geral e outra específica de proteção.

A necessidade da criação de um plano de salvaguarda do Jardim Botânico foi sublinhada pela maioria dos partidos da oposição, que criticaram também a indefinição quanto ao processo Bragaparques, a ausência de referências à proteção do teatro de revista no Parque Mayer (CDS, PPM e BE), o "reduzido" número de lugares de estacionamento (MPT, CDS) e a falta de habitação jovem (BE). Foi pedido ainda um estudo dos impactos ambientais da construção na zona, pelo MPT e PEV.

Em resposta, o vice-presidente da Câmara, Manuel Salgado, negou as acusações de "ilegalidade instalada" logo num parecer favorável da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) de Lisboa e disse que o plano de pormenor "salvaguarda" o Jardim Botânico, admitindo a possibilidade de a Câmara fazer um plano "específico" neste sentido.

Manuel Salgado esclareceu ainda que "não há habitação prevista" neste documento, "apenas equipamentos culturais, comerciais e lúdicos": os teatros Capitólio e Variedades requalificados "e um terceiro equipamento com uso por definir", sendo que "o resto são áreas comerciais".

Quanto ao estacionamento, o também vereador do Planeamento e Política de Solos afirmou que foi opção da Câmara manter estacionamento só para apoio aos serviços, explicou, uma vez que "a Avenida da Liberdade é uma das artérias da cidade mais bem servidas em transportes públicos".

Perante estas justificações, Manuel Salgado mostrou-se "confiante" no plano e o líder da bancada do PSD, António Prôa, pediu algum tempo antes da votação para elaborar uma recomendação à Câmara.

Assim, os sociais-democratas abstiveram-se na votação do Plano de Pormenor do Parque Mayer, depois de apresentarem uma recomendação para que "a Câmara desenvolva as ações necessárias para elaborar um plano de salvaguarda do Jardim Botânico", disse António Prôa.

O plano foi aprovado com os votos a favor do PS, PCP e dos deputados independentes eleitos nas listas socialistas, as abstenções do PSD, CDS-PP e Verdes e os votos contra do BE, PPM e MPT.

A recomendação apresentada pelo PSD mereceu os votos favoráveis de todos os partidos com assento na assembleia municipal, à exceção do PPM, que se absteve, por "admitir impugnar o plano devido às ilegalidades" perante as obrigatoriedades com a classificação do Jardim Botânico como monumento nacional, disse o líder dos monárquicos em Lisboa, Gonçalo da Câmara Pereira.

A Assembleia aprovou ainda a contração de um empréstimo no valor de 31,6 milhões de euros.


Saturday, 7 January 2012

RENATO EM RIKERS ISLAND

O inferno de Renato Seabra

Na prisão, cada vez mais violenta, o modelo acusado de ter matado, faz hoje um ano, o cronista social Carlos Castro, destaca-se pelo silêncio.

Ricardo Lourenço correspondente nos EUA (www.expresso.pt)


23:00 Sexta feira, 6 de janeiro de 2012

Rikers Island, ilha-prisão entre Bronx e Queens, é conhecida como a 'Casa da Dor'. E 2011 foi "um ano brutal", dizem os guardas


Todd Heisler/NYT

O escritório do detetive privado David Perry é o típico cubículo de Manhattan onde nem sequer há espaço para duas cadeiras. Sobre a secretária existem pilhas de dossiês referentes a casos de adultério que ele investiga desde finais de maio, quando deixou de trabalhar em Rikers Island, uma ilha-prisão situada entre Bronx e Queens, com vista para o aeroporto La Guardia e a cerca de vinte minutos da Baixa da cidade de Nova Iorque.

Com menos espaço para trabalhar e um salário inferior, o antigo guarda prisional garante que, mesmo assim, não voltava atrás. "Estava farto de arriscar a minha vida todos os dias".

A sua saída de Rikers ocorreu um mês depois da entrada de Renato Seabra, a 13 de abril, naquele complexo de 1,6 quilómetros quadrados, onde o jovem português, acusado de ter matado Carlos Castro há um ano, a 7 de janeiro, aguarda julgamento.

Ambos circularam no mesmo edifício, o Anna M. Kross Center, o maior dos dez existentes e onde afluem os detidos com perturbações mentais, um terço da população, e os que frequentam programas de substituição com metadona.

Apesar da população prisional de mais de 14 mil indivíduos, David recorda-se de ouvir falar de um português que se destacava pelo seu silêncio. "Parece que era uma espécie de lobo solitário", recorda.

Por fim, uma outra coincidência, infeliz para o jovem de Cantanhede. A chegada a Rikers Island dá-se num dos momentos mais violentos na história da cadeia nova-iorquina.

A fugir dos gangues

Em Rikers Island a violência aumentou no último ano e sobreviver tornou-se um desafio ainda maior. Há cerca de um mês, a poucas horas de ir a tribunal depor contra membros de um gangue rival, James Gaines descontraía no átrio do centro Anna M. Kross. A cadeia nova-iorquina é conhecida como a 'Casa da Dor' e, em segundos, o jovem americano iria perceber porquê.

Sentado num banco vermelho de madeira, de frente para uma cópia de um quadro de Salvador Dalí cujo original, doado pelo pintor, foi roubado em 2003, ignorava a aproximação de seis indivíduos. Um deles estava armado com uma chave de fendas afiada, que usou para lhe rasgar o rosto. Gaines precisou de dúzias de pontos e até hoje, apesar de já ter recebido alta da enfermaria, ainda não pôs os pés em tribunal. Ficou o aviso.

Duas semanas antes, um guarda prisional fora agredido, o 85º desde janeiro. "2011 tem sido um ano brutal em Rikers Island", lê-se num comunicado do Correction Officers Benevolent Association (COBA), o sindicato dos guardas prisionais de Nova Iorque.

Há funcionários mordidos, esmurrados e até corridos à vassourada, como se pode ver em algumas gravações do sistema interno de vigilância.

O ex-recluso Alcides Polanco conta que sobreviveu a um desses ataques, depois de ter recusado cooperar com um gangue. Um mês depois de ter sido agredido, em outubro de 2008, o seu amigo Christopher Robinson morreu às mãos do mesmo grupo.

O COBA explica que o aumento da violência relaciona-se com a sobrelotação do estabelecimento e com a falta de meios para isolar os membros mais perigosos. "Há cerca de 1000 indivíduos violentos que deviam estar em segregação punitiva (solitária). Em vez disso andam cá fora a espalhar o caos", lê-se no comunicado do COBA.

Visita da mãe no Natal

O processo do jovem modelo de Cantanhede arrasta-se há um ano (ver caixa abaixo) e, segundo o advogado de defesa, David Touger, é provável que só chegue a julgamento em março. Sobre o dia a dia do seu cliente, o causídico explica que "não é altura para falar".

O voto de silêncio é uma recomendação cumprida à risca por todos, não só por Renato mas também por amigos e familiares. A mãe, Odília Pereirinha, que se mudou para a cidade de Newark, em New Jersey, onde tem o apoio dos amigos Dulce Vieira e João Vidal, nunca atendeu o telemóvel para falar com o Expresso.

Os contactos telefónicos feitos para Portugal tiveram o mesmo resultado. O cunhado e a irmã, José e Joana Malta, ainda pensaram no assunto, mas acabaram por declinar. O pai, Joaquim Seabra, enfermeiro em Vila Real de Santo António, disse: "Não falo porque tenho medo de magoar muita gente, inclusivamente pessoas de quem gosto, como o Renato. Posso dizer-lhe que estou a juntar dinheiro para, quando começar o julgamento, ir até Nova Iorque dar um abraço ao Renatinho".

Nos EUA, o silêncio de Odília foi também forçado por outro motivo. "Ela não sabia uma palavra de inglês. Telefonava-me aflita a pedir traduções, como por exemplo como é que se dizia obrigado ou porta esquerda", recorda uma nova amiga da mãe de Renato Seabra, residente nos EUA, e que há cerca de dois meses coorganizou um jantar para recolha de fundos. "Sabíamos que se aproximava o pagamento de uma tranche ao advogado. Não sei quanto ele custa, mas tenho a certeza que não é barato. O jantar serviu para ajudá-la a fazer face a essa despesa".

Esta amiga descreve que com a passagem do tempo a mãe de Renato aprendeu a desenvencilhar-se e hoje lida melhor com as viagens até Rikers Island. Uma das últimas foi na véspera de Natal, onde mais uma vez foi apoiar o filho. "Ela é o seu pilar", afirma.

"Muitas vezes a Odília fica aqui comigo em Nova Iorque. É uma mulher corajosa, com uma força interior que emana da sua educação, saúde e religião. Está a fazer o que qualquer mãe faria, ou seja, a proteger a sua cria. Quer provar ao mundo que o Renato é boa gente".

Entretanto, uma semana passada sobre a conversa com o Expresso o advogado David Touger revelou ao "Diário de Notícias" que Renato Seabra "já tem uma atividade" na prisão de Rikers Island. E, ainda segundo a edição de dia 6 de Janeiro do mesmo jornal, de acordo com o melhor amigo do modelo, Diogo Silva, o "trabalho é desenvolvido na ala psiquiátrica onde está detido e tem-no 'ajudado a passar os dias' e indicia 'de alguma forma, o bom comportamento'".

Independentemente do que a Justiça decidir, a vida de Renato Seabra mudou para sempre. Rikers Island é a primeira etapa, uma experiência que Alcides Polanco espera nunca mais repetir. "Ainda hoje as pessoas no meu bairro olham para mim com preconceito, pois sabem que estive na cadeia", diz o jovem de 20 anos. "Apetece-me partir-lhes a cara, mas rapidamente lembro-me de Rikers. O medo de voltar para lá obriga-me a ignorar. Rikers não é a 'Casa da Dor', é o inferno!"

Julgamento talvez em março

A 7 de janeiro de 2011, Renato Seabra e Carlos Castro envolveram-se numa discussão que terminou com a morte do cronista social.

Até ao golpe fatal - um monitor arremessado à cabeça -, o agressor terá torturado a vítima durante uma hora, castrando-a com um saca-rolhas. Seabra confessou estes e outros detalhes durante um interrogatório conduzido por três agentes da polícia de Nova Iorque, um dia depois da tragédia. Durante as várias sessões de pré-julgamento, o advogado de defesa, David Touger, começou por pedir a anulação da confissão, o que foi recusado. Depois exigiu que a procuradora Maxime Rosenthal fornecesse mais dados sobre a investigação policial, incluindo as análises de ADN (parte continua por entregar).

Touger já concluiu os exames psiquiátricos a Renato Seabra, com os quais tentará provar a insanidade do ex-modelo na altura do crime, procurando assim uma atenuação da pena, que, neste caso de homicídio simples, oscila entre os 25 anos e a prisão perpétua. Em resposta, a acusação também ordenou exames psiquiátricos a Renato Seabra, submetendo-o a três consultas. A próxima audiência realiza-se na próxima sexta-feira, mas dela não surgirá qualquer data para o início do julgamento, que talvez possa começar em março, vaticinou Touger à saída da última sessão, a 2 de dezembro.

http://aeiou.expresso.pt/o-inferno-de-renato-seabra=f698300

Tuesday, 3 January 2012

TEATRO VALENCIANO

Valença

Teatro histórico a cair porque ninguém confirma a sua posse




Associação quer entregar edificio à câmara, mas não consegue, porque não encontra documentos que provem ser seu. Enquanto não se resolve, a cobertura continua a apodrecer. Entulho espalhado pelo palco onde outrora Amélia Rey Colaço era aplaudida e um edifício com 135 anos em risco de ruína. Este é o cenário que encontra quem entrar no Teatro Valenciano, edifício apontado como a infraestrutura mais degradada da área da Fortaleza. "A câmara solicitou um estudo para avaliar com mais pormenor o estado do edifício e o risco de ruína. Os problemas na cobertura são evidentes", explicou o autarca de Valença, Jorge Mendes.