Tuesday, 14 February 2012

TIVOLI REBAPTIZADO COM NOME DE BANCO

Lisboa

Tivoli rebaptizado para incluir nome de banco

14.02.2012 - 09:48 Por Cláudia Sobral
Produtora ainda pensou abolir o nome Tivoli do teatroProdutora ainda pensou abolir o nome Tivoli do teatro (Foto Dario Cruz)
A produtora UAU, que comprou o teatro no final do ano passado, e o banco espanhol BBVA não querem divulgar o montante envolvido nesta parceria, mas a produtora fala num "valor enorme".
O Teatro Tivoli BBVA. O teatro da Av. da Liberdade, em Lisboa, foi rebaptizado para os próximos 15 anos, duração da parceria entre a UAU, empresa de espectáculos que adquiriu o espaço no final de Dezembro, e o banco BBVA. Segundo a produtora, foi esta parceria que tornou possível a compra.

"Não vamos divulgar os valores envolvidos", disse Paulo Dias, director-geral da UAU na apresentação do novo nome do teatro. Adiantou, porém, tratar-se de um "valor enorme". "Para nós o importante é termos um parceiro com o qual vamos trabalhar nos próximos 15 anos", prosseguiu. "Vamos ter [com esta parceria] mais e melhor cultura num espaço mais bonito. E isto não tem valor."

Ao longo dos próximos meses serão feitas algumas obras de recuperação do teatro, construído em 1924 e classificado como imóvel de interesse público. "Não queremos alterar nada. Pelo contrário, queremos ir à procura de algumas coisas que desapareceram", frisou Paulo Dias, com o exemplo de um open space de 1200 metros quadrados, que está fechado e deverá reabrir nos próximos anos.

As cadeiras e as alcatifas serão recuperadas, o palco será arranjado e tanto as paredes exteriores como as interiores serão pintadas de novo. E os resultados começarão a estar à vista já durante os próximos meses, prometeu o director-geral da UAU. Em troca do investimento, o BBVA empresta, em primeiro lugar, o seu nome ao do teatro. Para além disso, o banco tem à sua disposição do salão nobre, para reuniões ou outras actividades e direito a bilhetes para espectáculos. "A decisão foi muito simples", disse o administrador da delegação do BBVA em Portugal, Alberto Charro. "A UAU é uma empresa com números financeiros muito interessantes e sabemos que estará viva e muito activa daqui a 15 anos."

A produtora frisa tratar-se de uma iniciativa única no país e compara-a a outros exemplos europeus, como o Teatro Häagen-Dazs, em Madrid. Paulo Dias admitiu que chegou a estar em cima da mesa a hipótese de "abolir o "Tivoli"" do nome, mas que se concluiu "não fazia sentido aboli-lo". Mas para o presidente da Junta de Freguesia de São José, Vasco Morgado, "mesmo que não estivesse lá o nome toda a gente saberia que ali é o Tivoli".

http://www.publico.pt/Local/tivoli-rebaptizado-para-incluir-nome-de-banco-1533637#

Wednesday, 8 February 2012

SARA NORTE NO TRÁFICO DE DROGA


Sara Norte detida com dois quilos de haxixe em Marrocos
8 de Fevereiro de 2012

A filha dos actores Vítor Norte e Carla Lupi, Sara Norte, de 26 anos, foi detida pela polícia espanhola em Algeciras, Espanha. A jovem estava acompanhada por dois amigos – um deles menor – e tinha na sua posse dois quilos de haxixe, avança o Jornal de Notícias que cita uma «fonte segura».

Sara Norte, que já tinha sido detida anteriormente em Espanha e possuía antecedentes por tráfico de droga, regressava de uma viagem a Marrocos na companhia dos dois amigos. Os jovens que estavam com a jovem actriz de Médico de Família, foram libertados. O mais novo, com 15 anos, foi acompanhado pelas autoridades espanholas até à fronteira.

Sara Norte poderá estar envolvida com um gangue relacionado com tráfico de droga na zona de Lisboa.Falta de convites, mas também falta de vontade própria por parte de Sara são os motivos apontados pelo JN para o seu afastamento do mundo artístico.

SOL

http://sol.sapo.pt/inicio/Sociedade/Interior.aspx?content_id=40962

Tuesday, 7 February 2012

BÉBÉ DE 22 MESES SOBREVIVE A QUEDA DO 9º ANDAR

Bebé que caiu do nono andar "acordou e chamou pela mãe"

PATRÍCIA POSSE


                             foto Patrícia Posse

                                  Maria Isabel Reis, avó, segura foto onde se vê o pequeno Diogo

  
A criança de 22 meses que sobreviveu à queda de um 9º andar em Peso da Régua está "clinicamente estável", mas permanece nos Cuidados Intensivos do Hospital de S. João, no Porto. Diogo gostava de espreitar "pelo buraquinho para ver os popós".

Quando Maria Isabel Reis, de 65 anos, chegou ao local do acidente, já o neto estava na ambulância do INEM. "Foi sempre a chorar e a chamar pela mãe e pelo avô", revelou. Diogo Ferreira escapou com vida a uma queda de quase 30 metros de altura, por um feliz acaso. "Como estava algum vento, a trajectória do corpo sofreu um pequeno desvio e acabou por cair sobre um pouco de areia coberta por um plástico", explicou o comandante dos Bombeiros de Peso da Régua, António Fonseca.

A avó materna, que o criou até aos 18 meses, ficou surpreendida por Diogo não ter sequer um arranhão. "Foi um milagre, foi a alminha do tio dele que se pôs debaixo", confessou.

Monday, 30 January 2012

PATRICK MONTEIRO DE BARROS - A INSOLVÊNCIA DA PETROPLUS


28/01/2012 | 00:00 | Dinheiro Vivo

Patrick Monteiro de Barros
Paulo Araújo


É o português mais parecido com um magnata do petróleo americano. Apesar de ter nascido em França numa família já abastada, Patrick Monteiro de Barros fez fortuna nos Estados Unidos, para onde emigrou nos anos 70 depois de as nacionalizações o terem afastado da petrolífera de Manuel Bullosa, a Sonap, onde era administrador. Vinte anos depois estava de volta como acionista da Petrogal.

Não obstante a ligação ao petróleo, é a defesa do nuclear que mais atenção lhe tem dado por cá. Nem o desaire da Petroplus o impediu de vir a Portugal dar entrevistas e a uma conferência em que apontou a opção nuclear como a resposta para "o desastre económico da política energética do governo de Sócrates".

À pergunta de Mário Crespo, na SIC Notícias, sobre os efeitos da crise nuclear no Japão resultante do sismo e do tsunami que atingiram o país, Monteiro de Barros responde: "O que aconteceu no Japão foi um acidente, mas não foi nuclear. Até hoje não morreu ninguém nem vai morrer."

Nos negócios do petróleo, as coisas sempre lhe correram bem, pelo menos até esta semana, quando a empresa de refinação de que é acionista e presidente não executivo foi forçada a pedir a insolvência. Antes da Petroplus, Monteiro de Barros foi acionista da Tosco. Esta petrolífera americana cresceu através de aquisições que a tornaram na maior refinadora independente dos Estados Unidos.

Em 2001, a Tosco foi vendida à Philips. O negócio rendeu 7,3 mil milhões de dólares (5,5 mil milhões de euros) aos acionistas. Patrick era um deles, mas não se soube a fatia que recebeu.

A venda cimentou a reputação de ser um dos portugueses mais ricos, não obstante ter ficado com a fama de contar todos os tostões quando era administrador da Petrogal. A casa que comprou no estado americano da Virgínia é património histórico e foi desenhada pelo presidente americano Thomas Jefferson.

Mas apesar dos projetos de milhões que apresentou nos últimos anos, hoje terá poucos negócios em Portugal.

Monteiro de Barros foi um dos acionistas nacionais que, em 2000, venderam a participação na Galp à italiana Eni, a pedido do governo de então, mas também com a ajuda de uma isenção fiscal sobre as mais-valias. O empresário foi fundador da Telecel (hoje Vodafone) e acionista de referência da Portugal Telecom, mas vendeu. Hoje, é administrador na holding do Grupo Espírito Santo e preside à fundação da família Monteiro de Barros.

A parceria mais antiga nos negócios é com Thomas O'Mailley. O empresário americano trabalha desde os anos 70 com Patrick Monteiro de Barros, primeiro como trader de petróleo e mais tarde na Tosco.

O'Mailley foi um dos investidores iniciais do projeto de construção de uma refinaria em Sines. O milionário americano veio a Lisboa no seu jato privado Gulfstream, mas quando aterrou na Portela ficou mal impressionado por não existir um corredor exclusivo e ter de ir para a fila dos passageiros comerciais. Foi o primeiro a desistir do negócio.

O projeto de cinco mil milhões de euros começou por ser acarinhado pelo governo de Sócrates e do ministro Manuel Pinho. Mas os incentivos públicos exigidos pelos promotores, sobretudo ao nível das licenças de CO2, levaram o governo recuar. Ficou célebre a frase do primeiro-ministro no Parlamento: o governo não compra gato por lebre.

Não ficou sem resposta. Monteiro de Barros acusa Sócrates de não ter honrado os compromissos assumidos. E em entrevista ao Diário Económico contou que foi "um dos episódios mais desagradáveis por que passei neste país".

Apesar do discurso duro - Patrick não é suave nas palavras -, insistiu em mais um megaprojeto polémico: a construção de uma central nuclear em Portugal. A ideia contou com a firme oposição do governo de Sócrates. Mas nem a crise financeira nem o desastre de Fukushima o fizeram desistir. Ainda esta semana garantiu existir abertura do Executivo de Passos Coelho para estudar o tema.

Depois de falhada a refinaria em Portugal, o empresário investiu na Petroplus, mais uma vez, pela mão de Thomas O'Mailley. O grupo arrancou em 2006 com uma refinaria na Holanda e, com o apoio do fundo americano Carlyle, comprou várias unidades, transformando-se na maior refinadora independente da Europa.

Mas com a crise vieram os prejuízos e a banca recusou renovar o financiamento.

Ao pedido de insolvência juntam-se suspeitas em França de falência fraudulenta. Patrick Monteiro de Barros diz que a acusação é inconcebível e garante que não vai abandonar a empresa, que tem cinco refinarias a operar na Europa e emprega 2500 trabalhadores. Monteiro de Barros sucedeu a O'Malley em 2011 como chairman, mas não se sabe qual é o seu investimento na Petroplus.

Monteiro de Barros nasceu em 1945 de mãe francesa e pai português. Estudou no Liceu Francês e fala várias línguas. É casado há 47 anos com uma francesa e tem um filho.

Divide a sua vida pelos Estados Unidos, Londres e Cascais, onde vive três meses por ano.

Mas é no mar que gosta de passar mais tempo e onde já deu várias voltas ao mundo no seu iate. Fanático da vela, foi o rosto da candidatura portuguesa a organizar a Taça América em 2007. Foi mais um projeto ambicioso apoiado pelo governo, mas que Portugal perdeu para Valência. A taça acabou por passar por Cascais em 2011. Hoje, há um troféu de vela em Cascais com o nome dele.