BULLYING CRIME PÚBLICO
Friday, 23 March 2012
Monday, 19 March 2012
JEREMY IRONS EM LISBOA: CONFERÊNCIA DE IMPRENSA
Jeremy Irons: 'Há qualquer coisa de muito mágico em Portugal'
18 de Março, 2012
por Alexandra Ho
Dezoito anos depois de terem filmado A Casa dos Espíritos em Portugal, o actor Jeremy Irons e o realizador Billie August estão de regresso ao país para, desta vez, transpor para o grande ecrã 'Comboio Nocturno para Lisboa', uma adaptação do romance homónimo de Pascal Mercier. As filmagens desta longa-metragem, uma produção luso-alemã-suíça, começam amanhã, segunda-feira, dia 19, e decorrem até 15 de Maio.
Sobre o regresso ao nosso país, o actor britânico disse estar «muito contente», uma vez que as recordações que tem de 'A Casa dos Espíritos' «são muito felizes». «Estivemos imenso tempo no Alentejo, como sabem, e depois em Lisboa, e há qualquer coisa de muito mágico no vosso país», mencionou Jeremy Irons hoje à tarde, numa conferência de imprensa de apresentação de 'Comboio Nocturno para Lisboa', no Hotel Pestana Palace. «Ontem [sábado] na viagem de avião de Londres para cá, comecei a lembrar-me porque gosto tanto de Portugal. Estou muito entusiasmado com as próximas quatro semanas», reforçou.
Quanto à sua personagem, o actor explicou que Raimund Gregorious é «um filósofo e professor de latim suíço, um homem que vive por sua conta e que acaba por se encontrar durante uma série de acontecimentos numa viagem de comboio para Lisboa». A história relata ainda o encontro de Raimund com um misterioso autor português, Amadeu de Prado, um aristocrata rebelde opositor ao regime de Salazar.
Questionado sobre qual é o seu conhecimento sobre este período da história portuguesa, Jeremy Irons pediu para lhe perguntarem daqui a um mês. «Estou no processo de aprender. Acabei agora de filmar a nova adaptação de Henry IV, de Shakespeare [para a BBC], e neste momento sei muito sobre ele. Daqui a quatro semanas saberei mais sobre Salazar», assumiu. «Para mim», acrescentou, «parte da história é sobre um homem a abrir-se, a tornar-se consciente da vida de uma forma que nunca tinha pensado antes. Por isso, 'Comboio Nocturno' para Lisboa é uma história de descoberta, de mistério e de aventura».
O realizador dinamarquês Billie August também sublinhou o entusiasmado por estar, de novo, a filmar em Lisboa e revelou que quando lhe fizeram o convite para realizar 'Comboio Nocturno para Lisboa' aceitou na hora. «Li o livro, há seis anos, por causa de Lisboa e durante a leitura voltei à vossa cidade. O que gosto em Lisboa é o facto de ser uma cidade cheia de mistérios, de segredos. Como o Jeremy disse há uma magia na cidade e esse vai ser o desafio maior: apanhar e reproduzir esse mistério no nosso filme», comentou.
Além de Jeremy Irons, o filme conta, entre outros, com a participação de Mélanie Laurent, Charlotte Rampling, Christopher Lee e, do lado nacional, Nicolau Breyner e Beatriz Batarda.
Quatro milhões de euros ficam em Lisboa
Ana Costa, da Cinemate, a produtora nacional do filme, também esteve presente na conferência de imprensa e manifestou o seu orgulho em fazer parte deste projecto. «Noventa por cento da rodagem será feita em Lisboa e penso que esta é a primeira vez que o nome da cidade aparece no título de um filme com esta projecção internacional. Isto é uma grande rampa de lançamento na divulgação de Lisboa no mundo», considerou a produtora, sublinhando ainda os cerca de quatro milhões de euros que o filme vai deixar na cidade. «Esta co-produção europeia tem um investimento de 7,740 milhões de euros, sendo que mais de 3,500 são despendidos em Lisboa».
Além disto, Ana Costa falou ainda dos problemas que o cinema nacional atravessa, nomeadamente a paralisação, há quase quatro anos, do Fundo de Investimento para o Cinema e Audiovisual (FICA). «A nível europeu tivemos o apoio do fundo Eurimages, e a nível nacional do Instituto do Cinema e Audiovisual (ICA) e do FICA, mas tivemos de nos substituir ao Fundo porque essa verba nunca chegou», lamentou.
Solidário com a situação actual do cinema em Portugal, Günther Russ, produtor alemão do Studio Hamburg, disse que apesar de não conhecer exactamente o que se passa, ouviu com atenção do discurso «dos dois realizadores [Miguel Gomes e João Salaviza] premiados no Festival de Berlim». Por isso, reforçou, todos os Estados devem apoiar o cinema porque é uma actividade com retorno económico.«Nós estamos aqui em Lisboa a gastar dinheiro!», disse, de peito cheio.
alexandra.ho@sol.pt
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NICOLAU BREYNER
JEREMY IRONS ESTUDA SALAZAR
Por:Sofia Canelas de Castro
Actor britânico protagoniza produção com parceria nacional
Jeremy Irons estuda Salazar
Jeremy Irons não “sabia nada sobre a ditadura de Salazar”, mas a sua personagem no filme ‘Comboio Nocturno para Lisboa’, que desde ontem se encontra a rodar na capital, assim o obriga. “Estou a aprender agora sobre Salazar e vou submergir na História”, confirmou o actor britânico na apresentação do novo filme de Bille August, de que é o protagonista.
‘Comboio Nocturno para Lisboa’ segue o percurso de Raimund (Jeremy Irons), “um professor suíço que tem a sua rotina de trabalho que adora mas, um dia, algo acontece que o desvia do seu ritmo e o leva num comboio para Lisboa. Aí, nessa cidade solarenga, vai envolver-se num período violento do seu passado histórico através de um livro que o toca”, explicou o actor.
A rodagem começou há uma semana na Suíça mas vai decorrer sobretudo na capital e volta a juntar, em solo nacional, o realizador e o actor de 63 anos que já em 1993 filmaram (e no Alentejo) ‘A Casa dos Espíritos’. “Ainda esta manhã, o Bille estava a mostrar-me uma rua na qual vamos fazer uma cena e dizia que era o mesmo local onde tínhamos filmado ‘A Casa dos Espíritos’ e eu não me lembrava de nada”, admitiu Irons. No entanto, garantiu que mal aterrou no aeroporto de Lisboa vieram-lhe à memória “os momentos felizes de filmagens em Portugal”.
Daqui a duas semanas, promete fazer uma reavaliação do país que, diz, sabe “que mudou muito.” Já o realizador salienta o carácter “profundo” da história e o “desafio de captar o lado misterioso de Lisboa”.
A nova produção, com orçamento de 7,7 milhões de euros, conta também outra vez com Paulo Trancoso, que chamou a Cinemate (de Ana Costa) para a parceria portuguesa. Co-produzido pela Suíça (C-Films), Alemanha (Studio Hamburg) e Portugal (Cinemate), o filme inspirado na obra homónima de Pascal Mercier conta “mexer na economia nacional” – através dos “quase quatro milhões de euros que cá serão dispendidos” -, além de levar o “nome de Lisboa e de Portugal para fora”, como salientou a co-produtora Ana Costa.
No elenco estão nomes como Mélanie Laurent (‘Inglorious Basterds’), Charlotte Rampling e Lena Olin, enquanto Nicolau Breyner, Beatriz Batarda e Joaquim Leitão fazem as honras da casa. Para Breyner, o dono de um hotel onde a personagem principal fica hospedada, este trabalho é não só “uma honra como garantia de qualidade”. As filmagens decorrem durante cerca de oito semanas.
DETALHES
Regresso a Portugal
Em 1993, Jeremy Irons filmou também com Bille August em Lisboa e no Alentejo ‘A Casa dos Espíritos’, onde contracena com Meryl Streep, Glenn Close ou Wynona Rider. Paulo Trancoso também esteve envolvido na produção.
Estreia em 2013
O orçamento do filme ronda oito milhões de euros e 1,2 milhões de euros compõem a parceria portuguesa, que conta com apoios do Instituto do Cinema e Audiovisual, do Turismo de Lisboa e de Portugal, da Câmara de Lisboa e do Hotel Pestana Palace. O filme estreia em 2013.
Livro helvético
O livro homónimo de Pascal Mercier está traduzido em 15 idiomas e já foi vendido para mais de 30 países. Em Portugal foi publicado pela D. Quixote.
Dificuldades portuguesas
Ana Costa frisou que, com o FICA (Fundo para o Investimento no Cinema e Audiovisual) paralisado, os apoios dos parceiros nacionais e, em especial, do fundo europeu Eurimages, foram essenciais no projecto.
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