Monday, 16 April 2012

CAMARATE: A CONFISSÃO DE FARINHA SIMÕES



A 8 de Abril de 2012, José Esteves foi visitar Fernando Farinha Simões no Estabelecimento Prisional de Vale de Judeus e recebeu uma carta de 18 páginas com a confissão de Farinha Simões sobre o caso Camarate - que provocou a morte do primeiro-ministro Francisco Sá Carneiro e ministro da Defesa, Adelino Amaro da Costa, a 4 de Dezembro de 1980. Farinha Simões deu depois o aval para que a carta fosse divulgada publicamente. José Esteves e Fernando Farinha Simões esperam agora que a Assembleia da República possa criar a X Comissão de Inquérito Parlamentar de Camarate e concluir assim o trabalho iniciado pela IX Comissão, interrompido pela convocação das eleições antecipadas de 2011. O actual primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, admitiu a criação da X Comissão durante a última evocação de Camarate, no passado dia 4 de Dezembro de 2011.

http://pt.scribd.com/doc/92434554/Assassinato-do-PM-Francisco-Sa-Carneiro-envolvimento-dos-americanos-e-portugueses

CAMARATE: JOSÉ ESTEVES CONTA TUDO


José Esteves explica a sua versão do atentado de Camarate que, a 4 de Dezembro de 1980, matou o primeiro-ministro Francisco Sá Carneiro e o ministro da Defesa, Adelino Amaro da Costa. A razão que o levou a esta quebra de silêncio deve-se ao facto de ter havido uma violação do "código de honra" que mantinha desde 1995 com a PGR e a PJ de não falar com a Comunicação Social, o que sempre cumpriu. Quando, em 2005, José Esteves foi vítima de uma tentativa de adormecimento/envenenamento por parte de uma agente infiltrada da PJ, amando do director da DCCB, Luís Neves, que se fazia passar por uma cliente sua -, Drª Paula Marques, professora na Escola Gago Coutinho, Lisboa -, considerou que estava quebrado o acordo. Tanto mais que a PGR encobriu o processo-queixa com o número 783/05 livro E. A confissão é composta por sete páginas assinadas por José Esteves e que deverão ser entregues aos deputados da Assembleia da República assim que comece a funcionar a Décima Comissão de Inquérito Parlamentar de Camarate. Nessa confissão estão descritos os detalhes dos movimentos, nome e locais que levaria ao assassinato dos dois governantes portugueses. A PJ encobriu depois Camarate procurando assim proteger os negócios de armas. José Esteves desafia assim a PJ a desmenti-lo ou a mover um processo contra si. Afirma não ter medo daquilo que denuncia.

Sunday, 15 April 2012

CAMARATE: PAULA MARQUES, AGENTE INFILTRADA DA PJ



José Esteves denuncia ter sido vítima de uma agente infiltrada ao serviço da PJ. A 10 de Junho de 2005, Paula Marques, ao serviço do director da DCCB-UNCT da PJ, Luís Neves, tentou adormecer José Esteves de modo a recolher informações sobre as suas actividades como o atentado contra Sá Carneiro, em Camarate. José Esteves conseguiu abortar essa tentativa e gravou depois o depoimento de Paula Marques, que consentiu que o mesmo fosse registado. Entretanto, a queixa que apresentou na PGR - Processo 783/05 Livro E - ainda hoje está por resolver...

Monday, 9 April 2012

EX-ALUNO DA CASA PIA CONFESSA QUE MENTIU


Hoje com 30 anos, Pedro Lemos cresceu com Ricardo Oliveira no mesmo lar da Casa Pia. À semelhança de todas as vítimas que durante décadas foram abusadas na instituição, com apenas sete anos já fazia parte do vasto leque de menores nas mãos de Carlos Silvino, que este seleccionava para passar a outros predadores de crianças.

Foi, à semelhança do amigo, abusado na colónia de férias da Casa Pia em Colares e mais tarde numa casa no Campo Grande. Além de alguns funcionários da instituição, denunciou Carlos Cruz e o embaixador Jorge Ritto.

Também manteve a mesma versão durante os 10 anos em que o processo correu nos tribunais. Vive no Algarve, sempre trabalhou ligado à restauração, mas há um ano ficou desempregado. Caiu na tentação do dinheiro fácil e deu entrevistas onde ilibou os arguidos. A mando de Carlos Tomás, com Ricardo e Ilídio perseguiu outras testemunhas (como Francisco Guerra) com o objectivo de as aliciar para também mudarem de versão.

Para dar a entrevista ao Carlos Tomás, o Ricardo diz que lhe foi prometido dinheiro para mentir. Foi assim?

Sim, o Carlos Tomás disse-me para livrar os arguidos e para dizer que era tudo mentira o que disse no processo. Disse-me para falar sobretudo do Carlos Cruz, que era tudo mentira, e que tinha sido ameaçado pelo procurador para o acusar. Depois, a entrevista fiz à minha maneira. Eu sabia o que ele queria e construí a minha mentira.

Quem é o procurador?

O João Aibéo [procurador no julgamento].

O que é que ele lhe disse para dizer em relação a João Aibéo?

Que eu tinha sido ameaçado por ele, se não dissesse o que ele queria. Isso é que foi tudo um jogo, foi tudo uma mentira. O que eu disse em tribunal é tudo verdade. Entretanto, ele disse que me pagava esse valor e eu estava apertado… A única coisa que eu falei, quando me perguntaram sobre quem tinha acusado na sala de audiências, disse que acusei todos mas não conhecia ninguém.

O Ricardo diz também que Carlos Tomás vos comprava com drogas.

É verdade, sim. Ele é que ia comprar a droga.

Que tipo de droga?

Branca, cocaína.

E o que aconteceu com Francisco Guerra?

Estivemos no trabalho dele. Levámos o telemóvel do Carlos Tomás para gravar e para ver se ele também dizia que era mentira. Mas ele disse que não e que já tinha feito as suas declarações no processo. Ele também não sabia que nós tínhamos o telefone escondido, não é? Mas o Tomás queria mesmo apanhar o Francisco para ver se o conseguia comprar, já que não tinha conseguido dar-lhe a volta.

Está desempregado há quanto tempo?

Há um ano. Estou mesmo na porcaria, vou ser sincero, vou ter que começar de baixo.

Tem família?

O problema é esse. Tenho dois filhos e não sei o que hei-de fazer mais à minha vida.

Qual foi o impacto dessa entrevista na sua vida?

Foi tão mau, tão mau, que nem dá para explicar. Recebi mensagens de pessoas, amigos de infância, que até me dá vontade de chorar. Olhe, eu já não me conheço desde que fiz isso.

Também assinou um documento a pedir para ser ouvido e repor a verdade?

Não assinei nada. Ele falou-me nisso e eu disse «para a semana eu passo cá», mas era treta. Nunca mais fui a Lisboa.

APRESENTADOR DE TV GREGO AGREDIDO COM OVOS E IOGURTES