Tuesday, 8 July 2014

EX-ATOR DE "MORANGOS SEM AÇÚCAR" ARRUMA CARROS


 Foi em 2008 que Pedro Rodil se tornou conhecido. O ator, agora com 25 anos, foi protagonista da sexta temporada da conhecida série juvenil 'Morangos com Açúcar' e era apontado por muitos como um jovem talentoso.
 
Contudo, de acordo com a 'TV7Dias', a vida de Pedro Rodil deu uma volta de 180 graus e o ator sobrevive, neste momento, das moedas que recebe a arrumar carros na Praia das Maçãs, em Sintra.
 
Na mesma publicação, pode ainda ler-se que o ator não tem vergonha do que faz para ganhar a vida, mas confessa que “é um murro no estômago estar de mão estendida, após o estacionamento de cada carro, à espera que caia uma moedinha na mão”.
 
Além do estacionamento de carros, Pedro Rodil também se dedica à pesca submarina e dá algumas aulas de surf numa loja da Praia Grande.
 

Wednesday, 18 June 2014

JORGE MENDES QUER COMPRAR IATE DE JUAN CARLOS


Jorge Mendes, de 48 anos, está prestes a concretizar um negócio milionário. O agente, que representa jogadores como Cristiano Ronaldo, quer comprar o iate ‘Foners’, pertencente ao rei Juan Carlos de Espanha e que está agora à venda por dez milhões de euros.
 
                                                       Embarcação de luxo à venda por dez milhões.
                                             Agente e a mulhar já visitaram o iate em Palma de Maiorca
 

Friday, 13 June 2014

LEANDRO APOIA JOVEM QUE PERDEU O PAI


LOJA DE INCLUSÃO SOCIAL NO PORTO


A formação dada nos Serviços de Assistência Organizações de Maria é aqui posta em prática
 
A "Português de Gema" é uma loja de mercearia fina com produtos tipicamente portugueses e produzidos por pessoas com passado de exclusão social. A formação profissional é vista como a chave para a reintegração e os cursos promovidos já proporcionaram várias oportunidades de emprego.
 
A rua de Santana, estreita e com aspecto granítico, recebe, no número 33, uma loja especial, que abriu no sábado. Os olhares dos turistas param na montra da loja, nestes dias enfeitada com uma cascata de São João, e lançam-se sobre os produtos portugueses. Os móveis preenchem-se de queijos, vinhos, compotas e bolachas caseiras. Mas a gema, do nome e do projecto, são os ovos-moles.
 
A abertura da loja foi sugerida para a comercialização dos elogiados ovos moles confeccionados pelos formandos de pastelaria e catering promovidos pelos Serviços de Assistência Organizações de Maria (SAOM). A associação tem uma oferta formativa, centrada na área de hotelaria, com cursos que vão desde a cozinha até ao de empregado de andares. Os alunos são pessoas com um passado de exclusão social.
 
Paula Cristina veio de um passado de dependência. Uma técnica de apoio social aconselhou-a a frequentar um curso de pastelaria na SAOM. Aceitou, primeiro, porque é “gulosa” e, segundo, porque sempre “gostou de cozinhar”. A parte de atendimento ao público na nova loja cabe-lhe a si: “Quando vimos deste passado achamos que está tudo perdido e foi importante perceber que essas pessoas nos dão responsabilidades e acreditam em nós. Ora se os outros acreditam, porque não havemos nós de acreditar também?”.
 
O sorriso, aberto e constante, denuncia a convicção de quem sabe que fez a escolha certa. “Na altura estava sozinha e desamparada pelo que este acompanhamento familiar, amigo e profissional fez com que me sentisse bem e que me desse a conhecer, sem me retrair”.
 
Henrique Santos é mais retraído, mas, tal como Paula, ostenta um sorriso na cara. A parte da copa, quer de limpeza quer de confecção, está a seu cargo. Está na associação há mais de dois anos, chegou através da Caritas, foi escolhido para o curso de pastelaria e considera “muito importante a recepção que teve” e, para o futuro, só espera poder “continuar”.
 
Paula e Henrique são dois dos exemplos que os mais de 30 formandos, que compõe os cursos da SAOM, pretendem seguir. ”A formação profissional é uma aposta muito grande nas pessoas, percebemos que a integração passa pela sua formação e, neste momento, com uma parceria que temos com o IEFP estamos a promover a formação escolar e profissional”, explica a presidente da instituição.
 
Para Ana Pereira, “a importância do empreendorismo social é os formandos terem, nas suas mãos, os seus destinos e esta criação de postos de trabalho, no contexto social, é fulcral”. A inscrição “economia social” está presente à entrada da loja. Em português e em inglês pois os turistas são o público-alvo do estabelecimento . ”Nós apostamos muito neste mercado porque implica alguma sazonalidade. Vamos ter aqui muitos workshops e, nas épocas baixas, vamos apostar muito em pequenos convívios e formações”, revela uma das voluntárias envolvidas no desenvolvimento da loja.
 
A mesma colaboradora vê este tipo de projectos como “uma forma arrojada de fazer com que as pessoas rompam com aquilo que foram os seus passados”, até porque “é muito importante essa ruptura, que existam outros números, outras realidades sociais”. Os números, como em qualquer loja, serão importantes mas não são a preocupação essencial. O objectivo é que a loja seja auto-sustentável.
 
O lucro, mais do que um fim, será um meio porque a ideia é que continuem a ser criados mais postos de trabalho e promovidas oportunidades no mercado laboral. “Temos que dar respostas porque as pessoas entram na associação todos os dias. É importante criarmos projectos novos e esses projectos surgem naturalmente com as dinâmicas de trabalho que se geram aqui diariamente”, considera Ana Pereira. Paula e Henrique fecham agora a porta ao passado e preparam-se para abrir janelas para o futuro.

Texto editado por Ana Fernandes


Tuesday, 13 May 2014

DOG SLEEPS ON THE GRAVE

 
For the past 6 years, a dog named Capitán has slept on the grave of his owner every night. His owner, Miguel Guzmán died in 2006 and Capitán disappeared shortly after the family attended the funeral services. They searched everywhere and put out flyers to try and find him. But no one had seen him.

A week later, some people who were at the cemetary late one evening spotted Capitán laying on a grav...e and they contacted the grounds keeper at the cemetary. The cemetary notified the family who promptly came to pick him up and take him home. But each night he would cry and scratch frantically at the door to go out and he wouldn't return home until morning. It was later discovered that Capitán would walk the 3 miles back to the cemetary each night to guard his master's grave.

It has been nearly 7 years now. The cemetary does not close the gates until he arrives each night promptly at 6 pm. He sleeps there all night guarding the grave until the grounds keeper opens the gate in the morning.
 
 
 

Thursday, 17 April 2014

FAO APRENDE COM PORTUGAL A REDUZIR DESPERDÍCIOS ALIMENTARES


Zero Desperdício, Fruta Feia e Refood são projectos portugueses que podem servir de modelo para experiências em todo o mundo, diz a FAO à Renascença.
 
Lisboa quer ser a primeira capital zero desperdício do mundo. No Minho, nasceu o primeiro movimento universitário nacional de combate ao desperdício nas cantinas. A Refood chega ao Porto este ano e também está em marcha no Algarve. A Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) está atenta ao que Portugal está a fazer contra o desperdício alimentar.
 
"São experiências positivas que devem ser partilhadas a nível mundial para a criação de uma plataforma sólida de combate ao desperdício", refere Hélder Muteia, representante da FAO em Portugal, à Renascença.
 
Portugal está bem posicionado nesta luta, diz a organização das Nações Unidas. Tem um nível de desperdício de 17%, abaixo da média mundial (35%), concluiu, em 2012, o Projecto de Estudo e Reflexão sobre Desperdício Alimentar. No mundo, a comida desperdiçada podia alimentar os 846 milhões de pessoas que passam fome.
 
O surgimento de várias iniciativas contribuiu para estes números. Mas a grande distribuição e a indústria também estão atentas.
 
Lisboa a capital do zero desperdício

O Movimento Zero Desperdício, a completar dois anos de existência, vai assinar terça-feira um novo protocolo com a Câmara de Lisboa para tornar a cidade a primeira capital mundial do zero desperdício. Ainda não são conhecidos os pormenores da iniciativa.
 
O movimento da associação Dariacordar aproveita os bens alimentares que antes acabavam no lixo – comida que nunca saiu da cozinha, comida cujo prazo de validade se aproxima do fim ou comida que não foi exposta, nem esteve em contacto com o público – fazendo-os chegar a pessoas que dela necessitam. Já serviu quase 900 mil refeições nos estabelecimentos aderentes.
 
Este movimento lança, por estes dias, o "Manual da Replicação" para levar às autarquias e juntas de freguesia o conceito legal de combate ao desperdício alimentar, criado há dois anos.
 
"Com a criação da associação em Janeiro de 2011, explicámos à ASAE que a lei não era muito objectiva no que à distribuição de alimentos perecíveis dizia respeito. Havia uma interpretação negativa da mesma, com a proibição da distribuição e doação de alimentos desperdiçados mas em óptimas condições de segurança e higiene alimentar para serem consumidos por quem necessitasse", diz António Costa Pereira, presidente do Movimento Zero Desperdício.

"A ASAE concordou e juntos preparámos os procedimentos de recolha, transporte e condicionamento para ser possível doar. No fundo, desbloqueámos este processo", explica.
 
Refood chega ao Porto

Com o caminho legal aberto para a doação de alimentos perecíveis e confeccionados, nasceu a Refood.
 
Esta associação 100% voluntária combate o desperdício alimentar, ajudando famílias carenciadas assinaladas por instituições particulares de solidariedade social (IPSS).
 
A fórmula é simples: a Refood recolhe junto de estabelecimentos de restauração sobras em condições de serem consumidas. Fê-lo primeiro em Lisboa, com 680 famílias beneficiadas. Quase três anos depois, chega ao Porto, na Foz do Douro. "Estamos em negociações com a Câmara para nos ser cedido um espaço", conta à Renascença Francisca Mota, impulsionadora e coordenadora da Refood Porto.
 
A 12 de Março, uma "reunião sementeira" teve "uma adesão muito grande". "Superou largamente as nossas expectativas. E resultou numa grande base de dados de pessoas que querem colaborar com o projecto a título voluntário", refere.
 
Desta reunião surgiram também pessoas interessadas em criar 14 núcleos noutras freguesias do Porto e arredores. "Vontade que neste momento também já chegou ao Algarve (onde as coisas estão mais avançadas), Oeiras, Covilhã e, possivelmente, Vila Real."
 
Das cantinas para as cantinas

A Norte, em Braga e Guimarães, nasceu em Outubro de 2013 o movimento "Menos olhos do que barriga", pela mão de alunos de Ciências da Comunicação da Universidade do Minho. Levam a comida que sobra nas cantinas da universidade para as cantinas sociais.
Na instituição minhota são geradas quatro mil toneladas de resíduos alimentares por mês. Números que impressionam aquele que se afirma como o primeiro movimento universitário português contra o desperdício alimentar.
 
"Temos patrulhas. De forma informal, abordamos os alunos. O objectivo é que ganhem mais consciência social e percebam se vão realmente comer tudo o que colocam no prato ou não. Porque tudo o que sobra no tabuleiro é resíduo e tudo o que sobra nas cantinas lá dentro vai para cantinas sociais", explica a co-fundadora Sara Oliveira.
 
Com meio ano de vida, não há ainda números concretos do reflexo do "Menos estômago que barriga". Mas a recepção dos alunos "tem sido fantástica", refere.
 
Pioneirismo português
 
Com um posto de venda ao público no lisboeta Largo do Intendente (o segundo nasce, no Rossio, na terça-feira), a cooperativa Fruta Feia ajuda os agricultores a escoar a produção que não conseguem colocar no mercado por razões estéticas – o aspecto ou o tamanho dos produtos hortícolas.
 
A cooperativa, que em Setembro deve chegar ao Porto, "conta já com 210 consumidores associados e 14,5 toneladas de desperdício evitado", nas contas da fundadora Isabel Soares.
 
"Acho que é original no mundo. Existem vários projectos, a nível nacional, europeu e mundial, que visam combater o desperdício alimentar. Agora projectos que estejam baseados nos consumidores, como é a cooperativa de consumo Fruta Feia, e que pretendam actuar no início da cadeia agro-alimentar, ou seja, ao nível do agricultor, é o único que conheço", diz.
 

RE-FOOD VAI ABRIR MAIS CENTROS



O projeto que lançou é apenas um exemplo do que é possível fazer ao nível das comunidades, que considera terem imenso poder e precisam apenas de serem mobilizadas

O fundador do projeto "Re-food" estima que este ano abram entre 15 a 20 centros de redistribuição de comida em todo o país, entre eles os núcleos algarvios de Almancil e Algoz, cuja implementação é apoiada por Hunter Halder.

Em declarações à agência Lusa, Hunter Halder disse esperar que aos quatro já em funcionamento em Lisboa possam somar-se, até ao final deste ano, entre 15 a 20 novos núcleos de "Re-food", que funcionam com voluntários que recolhem refeições que sobram dos restaurantes e as distribuem pelos carenciados.

No Algarve, estão agora a ser constituídos os núcleos de Algoz-Tunes, em Albufeira, e de Almancil, onde já existe um espaço cedido por uma associação para montar o centro de operações. Segundo Alexandra Brito, impulsionadora do projeto em Almancil, foi necessário um intenso trabalho de divulgação até ao momento de criação de uma equipa com os gestores que irão ajudar a abrir o centro de operações, trabalho feito em ligação com o núcleo de Algoz.

Além da angariação de voluntários, que terão em média uma participação de duas horas semanais, os grupos de gestores terão de contactar restaurantes e cafés que poderão disponibilizar a comida que sobra diariamente ao "Re-food" e identificar os potenciais beneficiários.

 O fundador Hunter Halder, americano residente em Lisboa, contou à agência Lusa que lançou o projeto sozinho quando pegou na sua bicicleta para recolher refeições que sobravam nos restaurantes e cafés do seu bairro para distribuir pelas pessoas carenciadas.

Aquele responsável observou que o projeto que lançou é apenas um exemplo do que é possível fazer ao nível das comunidades, que considera terem imenso poder e precisam apenas de serem mobilizadas. “Acho importante que as pessoas tenham conhecimento de que têm poder para mudar o mundo na sua própria comunidade, que não têm de esperar pelo Governo, nem por uma empresa, nem por ninguém”, afirmou.

  Desde o início do projeto já foram entregues 300 mil refeições, estando os quatro núcleos de Lisboa a entregar uma média de 15 mil refeições por mês a cerca de 845 beneficiários, concluiu.