Friday, 1 November 2013

VÍTIMA DO COLÉGIO MILITAR QUEBRA O SILÊNCIO


João Vaz sofreu danos no ouvido com violência física
 

Vítima do Colégio Militar "quebrou a Regra do Silêncio"

 
Testemunhas confirmam o “terror” vivido no ano letivo 2006/2007 e início de 2008 por parte dos graduados, que puseram as vítimas de parte por denunciar abusos sofridos.
 
Por:Zahra Jiva
 
Na tarde de hoje, no Campus de Justiça, em Lisboa, deu-se uma nova sessão de julgamento face ao caso dos maus tratos no interior do Colégio Militar por parte de oito ex-alunos a três estudantes, menores na altura.
 
O julgamento começou com as declarações de Rita Silva, médica neurologista que tratou dos ferimentos de João Vaz quando este chegou ao hospital. A médica garante que os danos causados ao ouvido do João só poderiam ter acontecido com uma “chapada em concha”. A médica declara ainda “o João esteve sete anos a ser acompanhado no Hospital Dona Estefânia por causa de cefaleias constantes”, na sequência de ter furado um tímpano quando levou uma bofetada.
 
Já Pedro Antunes, um antigo colega de turma e camarata de João explica pormenorizadamente o que aconteceu ao seu colega. “O João foi levado para a casa de banho pelos colarinhos, pelo Rui Capicho e o Garcia. Ouvia-se eles a gritarem e o João também a gritar, como se o estivessem a aleijar. O Capicho calçou a luva castanha e deu um estaladão ao João”.
 

A testemunha contou que depois das agressões terem sido expostas, os graduados puseram de parte o João. “Eles diziam que o João tinha ido contar aos pais e que estava a prejudicar a imagem do colégio e a trazer problemas”, explica. Naquela escola existia a “Regra do Silêncio” e não poderia ser quebrada. 

Acrescenta que eram tratados como “montes de m… ou baldes de m…” e era frequente serem castigados. Existiam dois tipos de castigo, os graves e menos graves. Os primeiros consistiam em levar com badarfos e os segundos, teriam que fazer séries de 50, 60 flexões. Pedro conta que não poderiam recusar os castigos porque seriam aplicados castigos piores.
 
No entanto, não fora apenas João, André e Bruno e a sofrer agressões. Também Pedro diz ter sofrido agressões quando um dia um dos arguidos bateu-lhe com uma moca na perna.
 
Mas, as alegações de Pedro vão ainda mais longe quando afirma “os professores sabiam do estado de saúde do João e nunca se questionaram”. Os graduados tentavam esconder o que se passava: “Quando algum oficial, comandante ou alguém da Direção do Colégio aparecia e nós estávamos a fazer flexões, os graduados mandavam-nos levantar mas, logo de seguida mandavam-nos encher novamente”, afirma.
 
Sem um pouco de esperança que as coisas possam mudar no Colégio Militar, Pedro revela “assumíamos que eles tinham esse poder porque quando eles eram mais novos tinha sido assim, connosco foi assim e será sempre assim com os alunos que virão”, revela.
 
Ainda uma das testemunhas que deveria ter sido hoje ouvida, não compareceu. O Capitão Pinto Pereira, oficial do Exército que desempenhava funções de comandante de companhia do Colégio Militar em 2007 e 2008, deveria ter estado presente na audiência de hoje contudo, o tribunal não o consegue notificar desde dezembro, apesar de três tentativas já terem sido feitas.Uma nova sessão foi marcada para 7 de novembro.
 
 
 

Saturday, 5 October 2013

EX-FORCADO AGRIDE SOCORRISTA NO CAMPO PEQUENO

Pedro Lopes (na foto) foi agredido por Carlos Grave 

Lisboa: Confusão gerada após pega falhada do grupo de forcados
Ex-forcado agride socorrista Antigo cabo dos Forcados de Santarém agrediu socorrista da Cruz Vermelha
 Por:Patrícia M. Carvalho
 
A Corrida de Gala à Antiga Portuguesa que se realizou anteontem à noite, no Campo Pequeno, em Lisboa, terminou com a detenção do antigo atleta olímpico de hipismo e ex-cabo dos Forcados Amadores de Santarém, Carlos Grave, que agrediu um socorrista da Cruz Vermelha Portuguesa. Tudo aconteceu após a 5ª pega levada a cabo pelo grupo de Forcados de Santarém. Carlos Grave, que assistia à tourada, saltou para o burladero da trincheira (zona junto à arena, chamada também de esconderijo) para tirar satisfações com um dos socorristas. Acabou por agredir o jovem de 19 anos, tendo sido detido de imediato pela PSP. Já o socorrista, Pedro Lopes, foi transportado para o Hospital de Santa Maria com a cana do nariz partida. A confusão gerou-se quando um dos forcados foi atingido pelo touro, tendo ficado quase inanimado na arena. Os socorristas da Cruz Vermelha entraram de imediato no recinto com a maca para transportar o ferido. No entanto, e apesar das tentativas do bandarilheiro para distrair o touro, o animal voltou a investir contra o grupo de forcados, onde estavam também os socorristas. Perante o perigo, os técnicos da Cruz Vermelha abandonaram a arena, regressando à zona do burladero. Também o forcado, que tinha um colar cervical posto, conseguiu levantar-se a tempo e escapou ao animal. Carlos Grave, de 55 anos, não gostou da atuação dos socorristas e saltou para a zona entre barreiras para tirar satisfações, dando origem a uma troca de palavras e à consequente agressão. Ao CM, Carlos Grave admitiu ter perdido a cabeça, mas deixou uma crítica aos socorristas: "Reconheço que não devia ter feito aquilo, mas a atitude dos socorristas foi inqualificável. Eles abandonaram o forcado deixando-o à mercê do touro."
 

Saturday, 28 September 2013

Monday, 23 September 2013

PRAXES ACADÉMICAS DA GUARDA OU O REGRESSO DE SODOMA AO SÉCULO XXI







"Saló, ou Os 120 Dias de Sodoma". Guarda. Portugal, Setembro de 2013. "
 
...Os caloiros são obrigados a comprar leite, farinha, ketchup, maionese, ovos, etc. Levam com papas k contêm urina, fezes, vomitado e por aí adiante... É mt mt mt vergonhoso! A maioria das vezes praxam os caloiros no chafariz da Dorna por ser um sitio escondido..."

Tuesday, 17 September 2013

ANTÓNIO SARAIVA LIDERA LOJA MAÇÓNICA


António Saraiva, da CIP, lidera nova loja, criada com i'rmãos' que saíram da Mozart. Silva Carvalho já regressou às sessões maçónicas.

Chama-se Loja George Washington e surge, no seio da maçonaria, como a substituta e sucessora da polémica Loja Mozart 49 – que chegou a ser das mais influentes lojas maçónicas do pais e que integrava, entre outros, elementos dos serviços secretos, do grupo Ongoing e da política.
 
Esta nova loja foi criada na terça-feira e tem como venerável (líder) António Saraiva, presidente da CIP - Confederação Empresarial de Portugal, que integrava a Mozart.

«Fez-se finalmente a consagração da nova loja», explicou ao SOL fonte da Grande Loja Legal de Portugal (GLLP), obediência dos maçons regulares e que integra estas duas lojas. A consagração realizou-se na nova sede da GLLP, em Telheiras.

Desde que veio a público o escândalo sobre uma teia de ligações perigosas na Mozart – entre os serviços secretos, a Ongoing, e políticos, nomeadamente do PSD – que a direcção da GLLP planeava criar uma nova loja para esvaziar a outra. Aliás, numa carta enviada no ano passado a todos os maçons, o grão-mestre, José Moreno, convidou alguns «irmãos» da Loja Mozart a sair, apelando ao seu «bom senso» para que tomassem a melhor decisão que protegesse o bom nome da maçonaria.
 
«Entretanto, muitos afastaram-se ou saíram da Mozart para outras lojas, nomeadamente para a Brasília e a Abade Correia. Só alguns ficaram», nota a mesma fonte, sublinhando que agora, com a criação da George Washington e o esvaziamento da Mozart, podem estar criadas as condições para que a «GLLP possa abater colunas» a esta última (termo maçónico que significa encerrar a loja).
 
Para a Loja George Washington, refere a mesma fonte, não transitaram elementos da Ongoing nem dos serviços secretos, mas sim diplomatas, empresários e pessoas com ligações à política: «Será poderosa, uma vez que o venerável é um homem com poder». Além disso, serão deslocados irmãos de outras lojas e recrutados novos membros. Entre os ‘irmãos’ que mudaram da Mozart, estará Nuno Manalvo, ex-chefe de gabinete de Isaltino Morais.

Silva Carvalho de regresso

No entanto, um maçon que pertence à Mozart garantiu ao SOL que esta loja ainda «está bem activa», tendo 17 dos 42 membros que existiam quando há um ano rebentou a polémica. Mas outra fonte garante que há o risco da «Mozart ficar sem quorum» para reunir.

Um dos elementos activos na Mozart será Jorge Silva Carvalho. Segundo um ‘irmão’, o antigo director do Serviço de Informações Estratégicas de Defesa (SIED) – que se afastou depois de ser acusado de usar a Mozart para um projecto de ambição pessoal – já terá regressado à maçonaria, tendo participado em cinco sessões maçónicas. Neste momento, o venerável da Mozart é Rogério Tavares, um advogado, e Silva Carvalho ocupará a função de guarda interno.
 
Na Mozart, permanecem o coronel Francisco Rodrigues, que foi director de um departamento das ‘secretas’, e Neto da Silva, ex-deputado do PSD. E em Novembro passado entrou Alcides Guimarães, ex-candidato a grão-mestre. Já o líder da Ongoing, Nuno Vasconcelos, não tem aparecido nas sessões maçónica, vivendo actualmente a maior parte do tempo no Brasil.

Longe das sessões maçónicas da Mozart estão os políticos que viram os seus nomes envolvidos na polémica – como o líder parlamentar do PSD, Luís Montenegro, e Paulo Miguel Santos, deputado do mesmo partido.

http://sol.sapo.pt/inicio/Sociedade/Interior.aspx?content_id=67533