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Sunday, 19 January 2014

TRAGÉDIA DO MECO: PACTO DE SILÊNCIO

 
Meco: Jovens sabiam que "iam entrar na água"
 
Sob anonimato, um jovem colega dos seis estudantes da Lusófona que perderam a vida na praia do Meco, em Sesimbra, revelou ao Jornal de Notícias, que “eles sabiam que” naquela noite “iam entrar na água”. Por isso, acrescenta, “deixaram os telemóveis em casa”. Esta ação faria, segundo o mesmo testemunho, parte de um ritual de praxe liderado pelo único sobrevivente.
 
“É normal este tipo de rituais. Sei lá: saltar ondinhas. Lá [na Lusófona], sabemos, que o João contou que foi isso que fizeram”, acrescenta a mesma fonte, referindo ter sido essa a razão que os levou a deixar "os telemóveis em casa".
 
De acordo com o Jornal de Notícias (JN) de hoje, a jovem foi interrompida nas declarações que proferia por dois colegas, quando estes perceberam que estava a quebrar ‘o pacto de silêncio’ que impera entre os estudantes.
 
O único sobrevivente, João Gouveia de 23 anos, seria o líder deste ritual de praxe e, por isso, o único que tinha consigo o telemóvel. Entretanto, revela o JN, foi destituído de ‘Dux’ da Comissão de Praxes da Lusófona.
 
Depois da missa campal no local da tragédia, na praia do Meco, a familiar de uma das vítimas, em declarações ao jornalistas, apelou a que o jovem que sobreviveu conte o que aconteceu naquela noite seja “através de um psicólogo, um advogado, ou da comunicação social”.
 
 

Tuesday, 17 December 2013

PRAXES DESENCADEARAM TRAGÉDIA DO MECO

 
Praia do Moinho: Praxes terão desencadeado tragédia no Meco
 
Sete jovens, envolvidos em praxes académicas, estão no centro da tragédia que ocorreu no sábado à noite na praia do Moinho, no Meco, em Sesimbra. Um estudante conseguiu salvar-se, mas os restantes seis foram levados pela força do mar. As autoridades já encontraram o corpo de um dos desaparecidos, os restantes cinco estão por encontrar. As buscas prosseguem para encontrar as quatro raparigas e o rapaz que não são vistos desde a noite de sábado.
 
Este era mais um fim-de-semana de praxes e diversão, como vem sendo habitual entre os alunos da Universidade Lusófona. Os sete estudantes, com idades entre os 20 e os 25 anos, que alugaram uma casa na pequena localidade de Aiana, em Alfarim, concelho de Sesimbra, estavam longe de imaginar que os três dias de diversão terminassem em tragédia, escreve esta segunda-feira o Diário de Notícias.
 
No sábado à noite, depois do jantar, os sete amigos resolveram ir até à praia do Moinho de Baixo, no Meco. Estavam trajados e sentados à beira-mar quando foram surpreendidos por uma onda que os arrastou. Apenas um jovem conseguiu salvar-se. Saiu do mar pelo próprio pé e alertou as autoridades. Outro jovem foi já encontrado, morto, e os restantes cinco continuam desaparecidos.
 
Durante o dia tinham estado a praxar os alunos mais novos. “Via-se bem que aquilo era uma praxe. Estava tudo na galhofa, mas a respeitarem o veterano”, disse ao Diário de Notícias um morador de Aiana.
 
As buscas por mar e terra foram retomadas esta manhã. Até ao meio-dia continuavam a revelar-se infrutíferas. Continuam cinco jovens desaparecidos: um rapaz e quatro raparigas, estudantes de cursos como Design de Comunicação, Comunicação Aplicada ao Marketing, Publicidade e Relações Públicas, Ciências da Comunicação e da Cultura e Gestão.
 
A Universidade Lusófona já declarou três dias de luto, tendo colocado a bandeira em meia-haste.
No areal da praia do Moinho vivem-se momentos de verdadeira aflição. Familiares e amigos dos jovens desaparecidos não querem acreditar na tragédia e aguardam que as autoridades encontrem os corpos das quatro raparigas e do rapaz que estão ainda por encontrar.
 

Wednesday, 11 December 2013

PRAXE ALIMENTA LÓGICAS DE DOMINAÇÃO E DE BULLYING



A investigadora do Centro de Estudos Sociais Catarina Martins defendeu na terça-feira à noite, em Coimbra, que a praxe potencia "lógicas de dominação de grupo e 'bullying'" e considerou que a universidade tem de actuar.
 
"Há alunos que faltam às aulas porque estão na praxe e outros que não vão porque têm medo de ir à praxe", afirmou Catarina Martins, à margem do debate "Sexismo e violência(s) na praxe académica", que se realizou no Teatro da Cerca de São Bernardo.
 
A coação na praxe é "fortíssima", sendo que esta prática potencia "o conservadorismo, a obediência cega e reproduz modelos de autoridades dominantes. É o poder pelo poder", frisou a investigadora e docente da Faculdade de Letras.
 
Catarina Martins sublinhou que tem de ser feito um "trabalho de mudança das mentalidades", através da discussão do tema, apesar de constatar que "os praxistas entendem a praxe quase como um dogma", havendo um "elevado grau de fanatismo".
 
"A Universidade de Coimbra deveria proibir a praxe, na medida em que é violadora dos direitos a uma boa formação dos alunos", porque estes, segundo Catarina Martins, "são atemorizados". A praxe "tem no seu código genético o autoritarismo, as hierarquias, o sexismo. Pode ser abolida", salientou.
 
A antropóloga Cátia Melo, outra das oradoras do debate organizado pela União de Mulheres Alternativa e Resposta (UMAR), criticou o facto de a praxe - "uma prática em que o preconceito e a discriminação são exponenciados" - estar também classificada como património imaterial da UNESCO.
 
A também membro do núcleo de Coimbra da UMAR considerou que há "assédio sexual", no decorrer da praxe, e que a linguagem usada em canções e palavras de ordem é "extremamente violenta contra a mulher".
 

Friday, 1 November 2013

VÍTIMA DO COLÉGIO MILITAR QUEBRA O SILÊNCIO


João Vaz sofreu danos no ouvido com violência física
 

Vítima do Colégio Militar "quebrou a Regra do Silêncio"

 
Testemunhas confirmam o “terror” vivido no ano letivo 2006/2007 e início de 2008 por parte dos graduados, que puseram as vítimas de parte por denunciar abusos sofridos.
 
Por:Zahra Jiva
 
Na tarde de hoje, no Campus de Justiça, em Lisboa, deu-se uma nova sessão de julgamento face ao caso dos maus tratos no interior do Colégio Militar por parte de oito ex-alunos a três estudantes, menores na altura.
 
O julgamento começou com as declarações de Rita Silva, médica neurologista que tratou dos ferimentos de João Vaz quando este chegou ao hospital. A médica garante que os danos causados ao ouvido do João só poderiam ter acontecido com uma “chapada em concha”. A médica declara ainda “o João esteve sete anos a ser acompanhado no Hospital Dona Estefânia por causa de cefaleias constantes”, na sequência de ter furado um tímpano quando levou uma bofetada.
 
Já Pedro Antunes, um antigo colega de turma e camarata de João explica pormenorizadamente o que aconteceu ao seu colega. “O João foi levado para a casa de banho pelos colarinhos, pelo Rui Capicho e o Garcia. Ouvia-se eles a gritarem e o João também a gritar, como se o estivessem a aleijar. O Capicho calçou a luva castanha e deu um estaladão ao João”.
 

A testemunha contou que depois das agressões terem sido expostas, os graduados puseram de parte o João. “Eles diziam que o João tinha ido contar aos pais e que estava a prejudicar a imagem do colégio e a trazer problemas”, explica. Naquela escola existia a “Regra do Silêncio” e não poderia ser quebrada. 

Acrescenta que eram tratados como “montes de m… ou baldes de m…” e era frequente serem castigados. Existiam dois tipos de castigo, os graves e menos graves. Os primeiros consistiam em levar com badarfos e os segundos, teriam que fazer séries de 50, 60 flexões. Pedro conta que não poderiam recusar os castigos porque seriam aplicados castigos piores.
 
No entanto, não fora apenas João, André e Bruno e a sofrer agressões. Também Pedro diz ter sofrido agressões quando um dia um dos arguidos bateu-lhe com uma moca na perna.
 
Mas, as alegações de Pedro vão ainda mais longe quando afirma “os professores sabiam do estado de saúde do João e nunca se questionaram”. Os graduados tentavam esconder o que se passava: “Quando algum oficial, comandante ou alguém da Direção do Colégio aparecia e nós estávamos a fazer flexões, os graduados mandavam-nos levantar mas, logo de seguida mandavam-nos encher novamente”, afirma.
 
Sem um pouco de esperança que as coisas possam mudar no Colégio Militar, Pedro revela “assumíamos que eles tinham esse poder porque quando eles eram mais novos tinha sido assim, connosco foi assim e será sempre assim com os alunos que virão”, revela.
 
Ainda uma das testemunhas que deveria ter sido hoje ouvida, não compareceu. O Capitão Pinto Pereira, oficial do Exército que desempenhava funções de comandante de companhia do Colégio Militar em 2007 e 2008, deveria ter estado presente na audiência de hoje contudo, o tribunal não o consegue notificar desde dezembro, apesar de três tentativas já terem sido feitas.Uma nova sessão foi marcada para 7 de novembro.
 
 
 

Monday, 23 September 2013

PRAXES ACADÉMICAS DA GUARDA OU O REGRESSO DE SODOMA AO SÉCULO XXI







"Saló, ou Os 120 Dias de Sodoma". Guarda. Portugal, Setembro de 2013. "
 
...Os caloiros são obrigados a comprar leite, farinha, ketchup, maionese, ovos, etc. Levam com papas k contêm urina, fezes, vomitado e por aí adiante... É mt mt mt vergonhoso! A maioria das vezes praxam os caloiros no chafariz da Dorna por ser um sitio escondido..."

Tuesday, 17 September 2013

PRAXE NA UNIVERSIDADE: INTEGRA-TE NA COBARDIA


Felizmente, longe vão os tempos em que ao se entrar na Universidade já se era "doutor". E que ser "doutor" era uma espécie de título nobiliárquico da República, perante a qual a plebe respeitosamente se vergava com um "senhor doutor" em cada frase. A Universidade, democratizada e aberta a muitíssimo mais gente, perdeu a capacidade de oferecer aos seus estudantes prestígio social. E foi aí que, fora da cidade de Coimbra, começou a inventar-se uma tradição. A tradição académica. Mas até aqui tudo bem. Amigo não empata amigo. Cada um veste os trajes que entender e ninguém tem nada a ver com isso.
 
 Compreendo esta necessidade de ritualizar aquele momento da vida. Para muita gente a entrada na Universidade não é uma mera continuação dos estudos. É motivo de orgulho familiar. Resultado de enormes sacrifícios de pais e filhos. No momento em que entram na Academia muitos daqueles caloiros acreditam que conseguiram dar o primeiro passo na sonhada ascensão social. Serei o último a julgar.
 
 Bem diferente é a praxe. Também ela pretende dar àquele momento uma importância que não tem. É um ritual de passagem sem qualquer tradição na maioria das faculdades - também elas recentes. Bruno Moraes Cabral acompanhou este momento. Em Lisboa, Santarém, Coimbra, Setúbal e Beja. E fez um documentário que estreia, no DocLisboa, na próxima sexta-feira (Culturgest, Pequeno Auditório, 21h). Chama-se "Praxis", a origem grega da palavra "praxe". Tudo o que filmou foi com autorização dos envolvidos. Ali não está, portanto, aquilo que os próprios podem ver como um abuso ou um excesso. É a versão soft da praxe.
 
 O que vemos é uma sucessão de humilhações consentidas - ou toleradas por quem, estando fora do seu meio, não tem coragem de dizer que não. A boçalidade atinge níveis abjectos. Os gritos alarves , a exibição de simulações forçadas de atos sexuais, o exercício engraçadinho do poder arbitrário de quem, por uns dias, não conhece qualquer limite. Tudo isso impressiona quem tenha algum amor próprio e respeito pela sua autonomia, liberdade e dignidade. Mas a questão é mais profunda do que a susceptibilidade de cada um. É o que aquilo quer dizer.
 
Como o documentário não é um mero ato de voyeurismo, mostra-nos o outro lado. Como a esmagadora maioria dos caloiros se sente bem naquela pele. Porquê? Porque, como já disse, aquilo marca o início de um momento que julgam que mudará a sua vida. Mas, acima de tudo, porque os "integra". E não se trata de uma mentira. De facto, naqueles rituais violentos e humilhantes, conhecem pessoas e sentem-se integrados num grupo. Eles são, naquele momento, rebaixados da mesma forma. Não há discriminações. São todos "paneleiros", "putas", "vermes". Na sua passividade e obediência, não se distinguem. Até, quando deixarem de ser caloiros, terem direito à mesma "dignidade" de que gozam os que bondosamente os maltrataram. Aceitam. Porque, como escrevia Jean-Paul Sartre, "é sempre fácil obedecer quando se sonha comandar". 
 
Sim, a praxe integra. A questão é saber em que é que ela integra. Porque a integração não é obrigatoriamente positiva. Se ela nivela todos por baixo deve ser evitada a todo o custo. Perante o que é degradante os espíritos críticos distinguem-se e resistem. Não se querem integrar.
 
Ingénuos, supomos que a Universidade deveria promover o oposto: a exigência, o sentido critico, a capacidade de recusar a tradição pela tradição, a distinção. A Academia que aceita o espírito bovino da obediência está morta. Porque será incapaz de inovar, de pôr em causa e de questionar o resto da sociedade. A universidade que, através de rituais (que têm um significado), promove o seguidismo e a apatia, não é apenas inútil para a comunidade. É um problema para o conhecimento e para a cidadania.
 
 Mais do que as cenas dignas de muito do telelixo que nos entra em casa, o que impressiona é a relação que a comunidade mantém com aquilo. São raros os que põem em causa tão estúpida tradição sem tradição nenhuma. E é normal. Vemos no documentário como as estruturas universitárias - corpo diretivo e docente - não só toleram como promovem a boçalidade. As autarquias emprestam meios. As empresas de bebidas patrocinam. E até membros do clero vão lá benzer a coisa, perante jovens de caras pintadas ou com penicos na cabeça. Não se trata apenas de um momento de imbecilidade de alguns jovens e adolescentes. Porque é aceite por todos, porque é mesmo assim que as coisas são, foi institucionalizada e parece ser vista por todos como um momento que dá dignidade à Universidade.
  
Assim, com pequenos gestos simbólicos, se forja a alma de cidadãos sem fibra. Incapazes de dizerem que não. Incapazes de se distinguirem dos demais. A praxe é a iniciação de uma longa carreira de cobardia. Na escola, perante as verdades indiscutíveis dos "mestres". Na rua, perante o poder político. Na empresa, perante o patrão. A praxe não é apenas a praxe. É o processo de iniciação na indignidade quotidiana. O pior escravo é aquele que não se quer libertar. E que encontra na escravidão o conforto de ser como os outros. Os caloiros que aceitam a praxe não são ainda escravos. Apenas treinam para o ser.

Wednesday, 4 September 2013

ALUNA MORRE EM BEJA NA SEQUÊNCIA DE PRAXES

 
Após o incidente os alunos fizeram um cordão humano de apoio a Cristina Ratinho
 
Beja: Caloira faleceu 11 meses depois de sofrer ataque cardíaco
 

Morte de aluna não trava praxes

 
Alunos do Politécnico de Beja vão adotar novo modelo para a integração dos caloiros
 
Por:Alexandre M. Silva /Nelson Medeiros
 
O Instituto Politécnico de Beja e os alunos da instituição vão adotar um novo modelo de integração dos caloiros no início deste ano letivo em resultado da morte de Cristina Ratinho, que há 11 meses sofreu uma paragem cardiorrespiratória após uma praxe. O novo ritual será discutido na próxima semana pelos estudantes que constituem a comissão de praxes.

"Há várias ideias mas o modelo não está ainda decidido. Certo é que haverá muitas diferenças em relação a anos anteriores", referiu ao CM Pedro Inácio, presidente da associação de estudantes da Escola Superior de Tecnologia e Gestão de Beja.

Cristina Ratinho sofria de problemas cardíacos. Sentiu-se indisposta por volta das 12h00 do dia 26 de setembro de 2012. Na altura, segundo um comunicado dos colegas do curso de Gestão de Empresas, "estava apenas a cantar".

A aluna, de 26 anos, residente em Beja e mãe de uma menina de quatro anos, ainda foi para casa. Mas acabou por ser transportada pelo INEM para o hospital de Beja, onde esteve internada durante meses. Faleceu no passado dia 30 de agosto na unidade de Cuidados Continuados em Casével, Castro Verde.
 

Wednesday, 14 November 2012

UNIVERSIDADE LUSÍADA OBRIGADA A INDEMNIZAR FAMÍLIA DE ALUNO QUE MORREU APÓS A PRAXE


A Relação do Porto confirmou uma decisão do tribunal de Famalicão que obriga a Universidade Lusíada a indemnizar os pais de um aluno que morreu após ser submetido a uma praxe, disse hoje fonte ligada ao processo.

Em acórdão datado de quinta-feira, que a agência Lusa consultou hoje, a secção cível da Relação do Porto julga improcedente uma apelação da universidade, confirmando a sentença recorrida, que condena a ré a pagar mais de 90 mil euros aos familiares de Diogo Macedo.

A vítima frequentava o 4.º ano de Arquitectura do pólo de Famalicão da Universidade Lusíada e era ‘tuninho’ (membro de categoria inferior) na tuna daquele estabelecimento de ensino superior. Diogo sentiu-se indisposto após ser praxado, numa noite de ensaios da tuna, em 08 de Outubro de 2001 e foi conduzido ao hospital de Famalicão, sendo transferido para o hospital de S. João, no Porto, onde veio a morrer sete dias depois.

«Sofreu agressões pelo menos na nuca e pescoço, que aconteceram quando este se encontrava na companhia dos colegas da tuna, no interior da universidade. A morte foi consequência adequada, directa e necessária dos actos violentos», concluiu a família, nos quesitos do processo cível intentado contra a universidade.

«Se a ré controlasse as práticas praxistas dentro das suas instalações, impedisse que a agressividade física e psicológica dominasse (?) teria contribuído para que a morte não ocorresse», assinalou ainda a família.

A autópsia revelou que Diogo morreu devido a lesões traumáticas cranioencefálicas e cervicais. A universidade alegou que o óbito «não se ficou a dever a qualquer agressão, nem à violação do dever de vigilância sobre a tuna académica».

Um processo-crime relacionado com a morte de Diogo foi arquivado pelo Ministério Público de Famalicão.

Lusa/SOL