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Tuesday, 30 March 2021

Renato Seabra ajuda na Missa e trabalha durante a semana na fábrica de roupa da prisão

 Reveladas as rotinas na prisão de alta segurança do jovem modelo que matou barbaramente Carlos Castro com um saca-rolhas.

29 de março de 2021 às 16:39


Odília Pereirinha é a única visita de Renato Seabra, na prisão que fica junto à fronteira com o Canadá

Mais de 10 anos depois de Renato Seabra ter assassinado barbaramente Carlos Castro em Nova Iorque, foram revelados novos pormenores sobre a vida na prisão de alta segurança do modelo que matou o cronista social com um saca rolhas.


O crime aconteceu a 7 de janeiro de 2011, em Nova Iorque, onde Carlos Castro levou o jovem modelo para umas férias. Seabra acabou por cometer, no quarto do hotel, o crime que abalou Portugal e que foi notícia em vários meios internacionais por causa da brutalidade usada. 

Desde essa altura que está preso Clinton, no norte o estado de Nova Iorque, onde, revela agora o Correio da Manhã, ajuda  todos os domingos na Missa. De segunda a sábado, trabalha 7 horas por dia na fábrica de roupa da cadeia, ao lado de 450 reclusos. Faz camisas, calças e fardas para o departamento correcional de Nova Iorque.

Nas alturas em que pode ir ao recreio, o português tem de andar com as mãos e pés algemados. 

Ainda de acordo com a CMTV, que cita a família. Renato Seabra voltou a ter na prisão episódios comportamentais semelhantes aos do dia em que morreu Carlos Castro. Teve de ser hospitalizado durante duas semanas.

A cumprir pena de prisão de 25 anos, por crime de homicídio em segundo grau, Renato está afastado da família, que não tem meios para ir aos Estados Unidos visitá-lo. A pandemia também não ajudou.  

A pena de Renato será revista quando cumprir os 25 anos de cadeia. Pode depois ser prolongada. A liberdade condicional só pode ser pedida em 2035. E ficará na cadeia, no mínimo, até 1 de março de 2036.

Notícia na Flash de 29-03-2021


Thursday, 5 April 2018

RENATO SEABRA EM LLORET DEL MAR - 2009


DIGIPIX Vídeo mostra Renato Seabra em viagem de finalistas. “Pelos vistos, em 2009, já se aproximava de senhores com alguma idade”

Uma equipa de reportagem da TVI viajou, em 2009, até Lloret de Mar, um dos destinos turísticos mais escolhidos por jovens para a viagem de finalistas. O trabalho jornalístico foi, na altura, partilhado na conhecida plataforma de vídeos. Nove anos depois, é amplamente discutido no Facebook.

Tudo porque nas imagens é possível ver-se Renato Seabra ao lado de outro colegas portugueses, enquanto um homem mais velho é entrevistado pelo jornalista da estação de Queluz de Baixo.

“Estou a ver vídeos de viagens de finalistas e digam-me, por favor: este é o Renato Seabra, não é?! Pelos vistos, em 2009, em Lloret de Mar, já se aproximava de senhores com alguma idade”, escreveu, esta manhã, a humorista Joana Marques, que recuperou este vídeo – uma “coisa bizarra” – por causa de “um trabalho bizarro” que está a desenvolver.

Momento depois, na mesma publicação do Facebook, a animadora da rádio Antena 3 partilhava com o seu público do vídeo em questão. “Vejam com os vossos olhos.”

 

Na generalidade, os seguidores de Joana Marques reagiram com humor à presença de Renato Seabra na reportagem da TVI. Mas houve quem chamasse à atenção para a sua família. “Pensem na mãe do jovem. Espero que não siga a sua página, Joana”. A comediante logo respondeu: “Também espero que não. E muito menos a família do Carlos Castro, que foi a vítima da história, convém lembrar…”

Recorde-se que, quase dois anos após esta viagem de finalistas a Lloret de Mar, Renato Seabra preencheu página de jornais e revistas, não só em Portugal como nos Estados Unidos, por ter assassinado, num quarto de hotel em Nova Iorque, o jornalista e cronista social Carlos Castro.

Renato tinha, na altura, 21 anos. Carlos tinha 65. Seabra acabou por ser condenado a 25 anos de prisão efetiva pela morte do então namorado e está, desde aí, detido estabelecimento de alta segurança Clinton Correctional Facility.

Leia a notícia completa aqui

Tuesday, 5 February 2013

RENATO: SENTENÇA CONDENATÓRIA PENDENTE DE RECURSO


Advogado diz que Renato Seabra ainda pode ser extraditado e cumprir pena em Portugal
 
O advogado Carlos de Paulo considera ser ainda possível que Renato Seabra, hoje condenado em Nova Iorque a uma pena de 25 anos a prisão perpétua, possa vir a ser extraditado para cumprir pena em Portugal.
 
Carlos de Paulo não dá como "liminarmente indeferida" a extradição de Renato Seabra, que hoje foi condenado a uma pena de 25 anos a prisão perpétua pelo homicídio em segundo grau do cronista social Carlos Castro, em Nova Iorque. "As coisas não funcionam assim e essa possibilidade não está afastada", vincou o advogado, referindo-se ao facto de uma fonte da Procuradoria de Nova Iorque ter hoje afirmado à Lusa que Seabra teria de cumprir a sua pena "num estabelecimento prisional de Nova Iorque".
 
Questionada sobre uma possível extradição do modelo português, o gabinete de relações públicas da Procuradoria de Nova Iorque realçou que "a decisão (do juiz) é clara quanto a isso".  Carlos de Paulo, advogado que em 2004 conseguiu que uma cidadã portuguesa condenada na Venezuela por tráfico de droga fosse extraditada para Portugal, onde acabou absolvida, lembra que um eventual pedido de extradição terá sempre primeiro de ser analisado à luz da cooperação judiciária internacional. "A sentença do juiz Daniel Fitzgerald não se sobrepõe à Lei de Cooperação Judiciária Internacional, que ambos os países assinaram", vincou em declarações à Lusa.
 
O advogado português lembrou, por outro lado, que a sentença hoje proferida no Supremo Tribunal de Nova Iorque "ainda não transitou em julgado" e que Renato Seabra "ainda não esgotou todas as possibilidades" para recorrer dessa decisão.
 
Carlos de Paulo lembra, contudo, que há um fator que pode ser "determinante" e inclusive "criar um conflito" entre as autoridades norte-americanas e portugueses. Esse conflito, precisou o advogado, prende-se com um "incidente de extradição" ocorrido há não muito tempo atrás entre os dois países, quando o Tribunal da Relação recusou extraditar para os Estados Unidos George Wright, um cidadão norte-americano que na sua terra natal era procurado por homicídio, explicou Carlos de Paulo.
 
Renato Seabra está detido há mais de um ano no estabelecimento prisional de Rikers Island. Durante o julgamento, a defesa pediu a absolvição, argumentando que os problemas mentais de Seabra, diagnosticados pelos psiquiatras que o observaram depois do crime, o impediram de ter consciência dos seus atos, enquanto a acusação sustentou que foi a "raiva e vergonha" com o final da relação homossexual com Castro, iniciada assumidamente a troco de favores materiais, a levar ao violento crime de 07 de janeiro de 2011.
 
A decisão de hoje significa que Renato Seabra passará pelo menos 25 anos na cadeia.
 
 
 

Monday, 10 December 2012

RENATO CONDENADO

Sentir o Direito
 
A Condenação de Seabra

Por:Fernanda Palma, Professora Catedrática de Direito Penal
 
Renato Seabra foi considerado culpado de homicídio em segundo grau (correspondente ao homicídio simples, punível com prisão de oito a dezasseis anos, em Portugal). A tese de que seria inimputável quando cometeu o crime não convenceu nenhum elemento do júri. A defesa baseava-se, aparentemente, em factos controversos e argumentos científicos frágeis.
 
A apreciação da inimputabilidade é, por natureza, pouco científica. Resume-se à verificação retroativa da capacidade do arguido avaliar o significado negativo do que fez e se determinar de acordo com essa avaliação, que poderia estar afetada, quando praticou o crime. As perícias psiquiátricas podem ajudar o tribunal a decidir, mas nem sequer o vinculam.
 
É a esta luz simplificada que um tribunal de júri, como o de Nova Iorque, decide, embora o cerne da decisão deva ser, no sistema português, mais racional (e preventivo) e menos retributivo. De todo o modo, podemos aceitar que não existiam, apesar da crueldade e da violência do crime, razões decisivas para considerar o arguido inimputável.

O que vai fazer agora o Estado norte--americano com Renato Seabra? A perceção de um problema mental latente que tende a tornar-se insuportável torna muito difícil que o condenado volte a integrar-se numa comunidade. Porém, isso não será impossível se ele não for condenado a prisão perpétua – solução inconstitucional entre nós mas admitida nos EUA.

Este caso confirma que, na maioria dos crimes violentos, há distorções graves da personalidade dos arguidos que nunca foram diagnosticadas e tratadas e se manifestam em explosões de violência. Parece manifesto que Seabra aceitava por puro interesse uma relação que abominava e foi desenvolvendo um ódio pela vítima, de quem se servia para ascender ao estrelato.

O crime foi uma revolta de Seabra contra si mesmo e a sua degradação. Os sinais de fragilização moral não foram compreendidos a tempo por ninguém. A família e a escola têm poucas condições para o conseguir. A Igreja trata dos assuntos morais de modo coletivo, insistindo num discurso longínquo dos problemas das pessoas. Os valores mediáticos são fúteis.

  Talvez o condenado se sinta aliviado por substituir a culpa moral por uma pena. Mas a pena não pode ser motivo de alegria vingativa, deve promover a recuperação. Entretanto, outros Renatos estão em gestação. Cresce neles a frieza, a insensibilidade à dor alheia e o apego a "valores" sociais que distinguem as pessoas pelas roupas de marca e pelos produtos de luxo.

Wednesday, 28 November 2012

ADVOGADO DE RENATO PEDE QUE RENATO SEJA CONSIDERADO INIMPUTÁVEL



                                           Diz advogado de defesa

Veredicto favorável para Seabra é internamento para sempre

O advogado de defesa de Renato Seabra pediu nesta quarta-feira aos jurados do caso do homicídio de Carlos Castro que o considerem não responsável pelo crime, um veredicto que significa internamento psiquiátrico "provavelmente para o resto da vida".

Na sua alegação final, que durou três horas e um quarto, o advogado David Touger reconheceu que "é difícil" os jurados chegarem a um veredicto de que Seabra não é responsável pela morte de Castro devido a problemas mentais, mas procurou tranquilizá-los quanto às consequências.
"Determinando que não é responsável por razão de doença ou insuficiência mental não estão a deixar Renato sair em liberdade de qualquer forma, não estão a pô-lo na rua e provavelmente será institucionalizado para o resto da vida", disse Touger.

Com o réu novamente ausente da sala, recusando-se a comparecer às últimas sessões, Touger procurou isolar o testemunho do neuropsiquiatra contratado pela acusação, William Barr, que considerou Seabra criminalmente responsável, contrapondo-o ao diagnóstico dos especialistas que trouxe a tribunal e que o examinaram em 3 hospitais diferentes.

Tuesday, 13 November 2012

JUIZ AMEAÇA RENATO DE EXPULSÃO DO TRIBUNAL



O juiz do julgamento do caso Carlos Castro, em Nova Iorque, Daniel Fitzgerald, ameaçou hoje expulsar do tribunal o arguido, Renato Seabra, caso este volte a falar alto durante o julgamento, na presença dos jurados.

"Se falar enquanto os jurados estão na sala, vou retirá-lo do tribunal", avisou Fitzgerald na sessão de hoje do julgamento pelo homicídio do cronista social, a primeira depois de uma interrupção de duas semanas. Confrontado com o aviso, Seabra começou por rir-se, parando imediatamente depois de avisado pelo juiz para se conter, pois não havia "nenhum motivo para rir""Quero que participe no tribunal. Contudo, as regras dizem que se continua a falar quando não é suposto, então tenho de escusá-lo do tribunal"O incidente terá ocorrido no final da última sessão, mas nem a defesa nem a procuradoria quiseram esclarecer o assunto.

No banco das testemunhas voltou hoje a estar William Barr, psicólogo chamado pela acusação de Renato Seabra, que rejeita a tese da defesa de que o jovem não teve consciência dos seus atos no crime de 07 de janeiro de 2011, devido a perturbações mentais.

Relatórios de médicos que avaliaram o jovem em três unidades psiquiátricas, referem que, na altura do crime, o jovem "estava em pensamento delirante, num episódio maníaco e desordem bipolar, com caraterísticas psicóticas graves" e, como tal, não deve ser considerado culpado. Apontam ainda para a natureza brutal das agressões, incluindo mutilações genitais da vítima, como prova de que Seabra estava sob efeito de uma psicose, tal como o facto de ter relatado a dois psicólogos ter obedecido "a vozes" dentro da sua cabeça, nomeadamente durante a mutilação. Seabra disse ainda que as "vozes" o levaram a acreditar que matar e mutilar Castro lhe daria poderes para curar as outras pessoas.

Diretor de neuropsicologia na New York University, William Barr não dá credibilidade a este relato e defendeu mesmo que o jovem mentiu e tem estado a "improvisar" à medida que o tempo passa. "Muito no seu comportamento soa a psicótico, muito soa a inventado. Mas não interferiu com a capacidade deste homem saber que as suas ações eram erradas", disse o especialista. "O que sabemos sobre homicídios, seja por pessoas sob efeito de psicose ou não, é que é muito mais provável [o crime] acontecer como resultado de raiva, impulso, cólera", adiantou. Questionado pelo advogado de defesa se Seabra "mentiu a toda a gente", Barr respondeu "basicamente, sim", incluindo "provavelmente" à Polícia.

O neuropsicólogo admitiu que Seabra tenha entrado em estado de psicose, mas só depois de cometer o crime. Na sessão anterior, Barr disse que Seabra fugiu conscientemente do local do homicídio de Carlos Castro e que exagerou na descrição do crime para "parecer louco".
No início de 2012, Barr diagnosticou a Seabra "distúrbios emocionais com traços psicóticos em remissão total", após seis horas de entrevista pessoal e de rever os registos dos diferentes médicos que o avaliaram, além de provas do crime.


Saturday, 27 October 2012

PSICÓLOGO DA ACUSAÇÃO DIZ QUE RENATO EXAGEROU PARA PARECER LOUCO



Momentos de tensão no julgamento do homicídio de Carlos Castro

Psicólogo diz que Renato Seabra exagerou para "parecer louco"


William Barr, psicólogo arrolado pela acusação a Renato Seabra, defendeu nesta sexta-feira nu8m tribunal de Nova Iorque que o jovem português fugiu conscientemente do local do homicídio de Carlos Castro e que exagerou na descrição do crime para "parecer louco".

Director de Neuropsicologia na Universidade de Nova Iorque, Barr foi interrogado por um dos advogados de defesa de Seabra, David Sinins, durante duas horas com momentos de tensão entre ambos e também com a procuradora Maxine Rosenthal, levando o juiz a intervir várias vezes para serenar os ânimos.

"Ele elabora progressivamente os detalhes de um crime horrendo para o fazer parecer cada vez mais louco a toda a gente com quem fala. No final, já estava a beber sangue", disse Barr, referindo-se a um facto admitido pelo jovem na entrevista mais recente, a um psicólogo chamado pela defesa.

Barr rejeita a tese da defesa de que Seabra não tem responsabilidade criminal pelo violento crime de 7 de Janeiro de 2011, devido a problemas mentais que o impediram de ter consciência dos seus actos. No início de 2012, Barr diagnosticou a Seabra "distúrbios emocionais com traços psicóticos em remissão total", após seis horas de entrevista pessoal e de rever os registos dos diferentes médicos que o avaliaram, além de provas do crime.

Defende que o motivo do homicídio, seguido de tortura e mutilação, foi apenas "raiva" e que a violência praticada é semelhante dos cartéis de droga no México.

Perante a questão "hipotética" colocada por Sinins, sobre se Renato Seabra seria criminalmente responsável caso em estado psicótico tivesse assassinado Castro "seguindo as instruções de Deus ou de uma voz" que na sua cabeça dizia que era justo, o psicólogo defendeu que "não é isso o que o seu comportamento mostra".

"Depois de cometer o crime, foge do local, com 1700 dólares, passaporte, vai para [o terminal de transportes de] Penn Station? Penso que provavelmente está a fugir", disse Barr. Escudando-se em diagnósticos psiquiátricos feitos em três unidades psiquiátricas, a defesa sustenta que na altura do crime, Renato Seabra "estava em pensamento delirante, num episódio maníaco e desordem bipolar com caraterísticas psicóticas graves", logo não deve ser considerado culpado.

Aponta ainda para a natureza brutal das agressões, incluindo mutilações genitais da vítima, como prova de que Seabra estava sob efeito de uma psicose, tal como o facto de ter relatado a dois psicólogos ter obedecido a "vozes" dentro da sua cabeça, nomeadamente durante a mutilação. Disse ainda que "as vozes" o levaram a acreditar que matar e mutilar Castro lhe daria poderes para curar as outras pessoas.

Barr retorquiu não dar credibilidade ao relato e apontou "inconsistências" ao jovem durante a entrevista, em particular em relação ao que alegadamente fez depois de mutilar os órgãos genitais. "Tive de perguntar três vezes algo de interesse óbvio para o caso e ele nem se lembrava", disse o psicólogo.

A defesa procurou argumentar perante os jurados que o diagnóstico de bipolaridade feito a Seabra nos dois hospitais logo após o crime é mais importante que o de Barr, que o questionou um ano depois dos factos.

Este sustentou que está hoje em melhor condição de fazer um diagnóstico do que os psiquiatras na altura, sabendo que Seabra não tem um historial de doença mental e considerando não serem convincentes os sinais de eclosão de psicose nos dias antes do crime.

Apoia o seu diagnóstico também no facto de, um ano depois do crime, Seabra "não revelar sinais" de psicose, apesar de ter cometido um "acto raivoso violento" contra uma pessoa.
A defesa de Renato Seabra continuará a interrogar Barr na próxima quarta-feira.

Wednesday, 24 October 2012

RENATO FINGIU PROBLEMAS MENTAIS?


Procuradora tenta rebater tese de doença mental

Acusação sugere que Renato Seabra fingiu problemas mentais


A acusação no caso Carlos Castro sugeriu esta quarta-feira que Renato Seabra, acusado do homicídio do colunista, em Nova Iorque, fingiu ter problemas mentais após encontros com o seu advogado.

A procuradora Maxine Rosenthal prosseguiu hoje o interrogatório do psicólogo clínico Jeffrey Singer, testemunha da defesa, que atestou, em sessões anteriores, que Seabra não teve consciência do violento homicídio de 7 de Janeiro de 2011, por estar num estado psicótico, uma justificação usada pela defesa, para que seja considerado não culpado.

Nas primeiras horas de internamento na ala psiquiátrica do Hospital Bellevue, Seabra esteve sob vigilância constante por risco de suicídio, tendo sido observado o seu estado a cada 15 minutos, e foi recorrendo a estes registos que Ronsenthal tentou demonstrar que o arguido esteve quase sempre normal e calmo.

Perante os jurados, a procuradora sublinhou que os registos mostram que Seabra passou a maior parte do tempo a descansar, dormir, ver televisão, jogar xadrez ou pingue-pongue e que os seus comportamentos mais bizarros tiveram lugar logo após visitas do advogado ou da família.

Estes comportamentos, registados pelo pessoal hospitalar, incluíram identificar-se como "Abacaba" ou "Jesus", despir-se em público e fazer exercício, vestir-se de "super-herói", dizer ouvir vozes e receber "mensagens" dos livros, e anunciar querer matar todo o pessoal do Hospital.

Questionado por Rosenthal se alguém poderia comportar-se assim para se "fingir de louco", o psicólogo afirmou que tal "depende da pessoa e de muitas outras coisas"."Também é consistente com desordem bipolar", a doença mental que estará na origem do surto psicótico que levou ao crime, disse Singer.

Escudando-se em relatórios psiquiátricos, o especialista afirma que, na altura do crime, o jovem "estava em pensamento delirante, num episódio maníaco e desordem bipolar, com características psicóticas graves" e, como tal, não deve ser considerado culpado.

A defesa argumenta que foi a doença mental a levar ao crime, após o qual o jovem se passeou pelas ruas da cidade num estado de alucinação, tocando nas pessoas. A acusação sustenta que foi "raiva, desilusão e frustração" a levar Renato Seabra a matar o colunista social, directamente ligada ao fim da relação.

No final da sessão da manhã em tribunal, o advogado de defesa, David Touger, dizia que já esperava que a acusação tentasse mostrar que houve fingimento da parte de Seabra. "Peço-vos, porém, que verifiquem os registos, vejam o que dizem", afirmou o advogado David Touger aos jornalistas.

Jeffrey Singer elaborou o seu relatório com base nos diagnósticos das três instituições psiquiátricas por onde passou Seabra, assim como numa entrevista ao jovem, em que este falou de um estado de confusão mental, nos três dias antes do crime, debatendo-se com a condição de homossexual.

Sobre o momento do violento crime, disse que, depois do primeiro ataque, Castro "ainda respirava de maneira pesada", o que o assustou por pensar "que era o diabo que ia voltar à vida", e que só poderia matá-lo se mutilasse os seus órgãos genitais.

"Foi louco, demasiado rápido. Estava louco porque sou o tipo de pessoa que nunca entrou numa luta", relatou, segundo Singer. Numa entrevista a um psiquiatra contratado pela defesa, Seabra afirmou que "vozes" lhe disseram para cortar os seus próprios pulsos e que o sangue da vítima dar-lhe-ia o poder para curar as pessoas da homossexualidade.

As várias horas de duração do crime, disse Singer, mostram o "estado psicótico" em que se encontrava Seabra, tal como o facto de se ter arranjado antes de sair do quarto. Outra indicação de psicose, afirmou, é o relato feito à polícia e nos registos do hospital de ter tentado tocar nas pessoas para as "curar".

Os registos hospitalares, defendeu Singer, documentam um "estado maníaco psicótico agudo", logo depois do crime, e muito depois disso. 



Saturday, 20 October 2012

RENATO ABUSADO EM CRIANÇA


Renato Seabra foi alvo de abusos sexuais em criança

 A defesa de Renato Seabra afirmou esta sexta-feira em tribunal que o modelo foi abusado sexualmente em criança. Em Nova Iorque, onde decorre o julgamento, o psicólogo contratado pela defesa do jovem explicou que Renato lhe contara ter sido abusado na infância por um vizinho. Na altura do alegado abuso teria oito anos, contou o psicólogo, que revelou algumas conversas que teve com o modelo. O especialista clarificou que Renato Seabra é bissexual, tendo iniciado a vida sexual com mulheres e tido depois relações «entre os 16 e os 18 anos» com os primos, noticia a TVI24. O psicólogo terá ainda salientado que se envolveu com Carlos Castro com o intuito de poder progredir no mundo da moda. 

Friday, 14 September 2012

JUIZ VALIDA CONFISSÃO DE RENATO



Caso da morte do colunista Carlos Castro

Juiz valida confissão de homicídio feita por Renato Seabra


O juiz Michael Obus considerou esta sexta-feira válida a confissão do homicídio do colunista Carlos Castro por Renato Seabra, cuja anulação era pedida pela defesa do jovem português.

Depois de ouvir os dois detectives no Supremo Tribunal de Nova Iorque, um deles o luso-descendente Michael de Almeida, que extraíram a confissão, em português, na ala psiquiátrica de um hospital, o juiz considerou que todos os requisitos foram obedecidos.

Após a audiência, o advogado de defesa, David Touger, disse estar tranquilo com a decisão, uma vez que a confissão, em que Seabra diz ter assassinado Castro para o "libertar dos demónios" da homossexualidade, acaba por sustentar a sua tese.

A tese da defesa é de que Seabra não pode ser considerado culpado por terem sido perturbações mentais a levá-lo a cometer o crime.

No final da audiência desta sexta-feira, em que esteve Renato Seabra e a sua mãe, o juiz marcou para a próxima quarta-feira o arranque da selecção do júri.

Michael Obus mostrou-se ainda aberto a ouvir uma proposta de acordo entre Touger e a procuradora, mas o advogado de defesa rejeita a possibilidade.


Monday, 23 July 2012

JULGAMENTO DE RENATO EM SETEMBRO



Defesa e acusação acertam data

Renato Seabra começa a ser julgado a 10 de Setembro


O julgamento de Renato Seabra, acusado do homicídio do colunista social Carlos Castro, em Nova Iorque, deverá começar a 10 de Setembro, acordaram esta segunda-feira defesa e acusação.

O acordo para a provável data de início do julgamento, quase dois anos depois do homicídio, foi alcançado entre o advogado de defesa, David Touger, e a procuradora, Maxine Rosethal, numa sessão no tribunal estadual de Nova Iorque, presidida pelo juiz chefe Michael Obus.
"O que deve acontecer é o caso [Carlos Castro] passar à frente do outro julgamento da procuradora, à luz do tempo que já decorreu [sobre o crime], da seriedade dos factos e da vontade do réu ser julgado rapidamente", disse o juiz.

Nos últimos meses, a data de início tem estado em suspenso da disponibilidade de agenda da procuradora, que hoje anunciou que um dos outros casos que tem em mãos ficará para depois de Setembro, criando, nas palavras do juiz, "uma janela de oportunidade" para julgar Seabra.
Segundo o advogado de defesa, a data de julgamento ainda poderá ser ajustada "um ou dois dias", mas é "quase cem por cento certo" que o caso não sofrerá mais adiamentos. Touger adiantou ainda que o juiz do caso poderá não ser Charles Solomon, que acompanhou o processo desde o início e se foi mostrando crescentemente agastado com os sucessivos atrasos.

Poderá ficar a cargo do próprio Michael Obus, que teve recentemente em mãos o caso de Dominique Strauss-Khan, ou ser entregue pelo chefe do tribunal a um outro juiz. O primeiro passo do julgamento será uma audiência para determinar se a confissão que Seabra fez à polícia depois do crime, uma das peças mais importantes para a defesa, será considerada válida pelo juiz.

Seguir-se-á a escolha dos jurados do caso, que poderá demorar poucos dias ou até uma semana, dependendo da facilidade de haver acordo entre procuradoria e defesa. Por isso, afirma o advogado, é "impossível dizer" qual será ao certo a data em que começarão a ser ouvidas as testemunhas.

O início do julgamento, que deverá durar entre 2 e 3 semanas, chegou a ser apontado para Abril ou Maio. A demora na entrega de elementos e no arranque do julgamento motivou acesas discussões na sala de audiências entre defesa e acusação, levando o anterior juiz a declarar-se "frustrado" com o andamento lento do processo.

O caso remonta a 7 de Janeiro de 2011, quando Carlos Castro, de 65 anos, foi encontrado nu e com sinais de agressões violentas e mutilação nos órgãos genitais no quarto de hotel que partilhara com Renato Seabra, em Manhattan. O jovem continua na prisão de Rikers Island, por decisão do departamento penal de Nova Iorque, medicado e sujeito a vigilância médica.

O jovem português foi recentemente transferido de uma camarata para uma cela individual, dado o longo período, mais de um ano, a que chegou à prisão. A defesa sustenta que o jovem deve ser considerado "não culpado por razões de doença ou distúrbio mental" e mostra-se confiante que esta tese vai prevalecer perante um júri, quando o julgamento arrancar, escudando-se em relatórios psiquiátricos.

http://www.cmjornal.xl.pt/detalhe/noticias/nacional/portugal/renato-seabra-comeca-a-ser-julgado-a-10-de-setembro

Tuesday, 5 June 2012

RENATO PODE SER JULGADO EM JULHO


CASO CARLOS CASTRO

Juiz-chefe decide se Renato Seabra é julgado em Julho

O juiz-chefe do Tribunal de Nova Iorque vai decidir se o julgamento do jovem português Renato Seabra, acusado do homicídio do colunista social Carlos Castro, terá lugar já no próximo mês ou apenas depois das férias judiciais.

A procuradora do caso, Maxine Rosenthal, faltou à audiência de hoje em tribunal, por estar noutro julgamento, e a sua representante comunicou ao juiz Charles Solomon que, antes de poder dedicar-se ao caso de Renato Seabra, terá ainda outro a chegar a julgamento, que terá precedência.

Fixando como objetivo que o julgamento de Seabra seja em julho, o juiz remeteu para o juiz-chefe Michael Obus a decisão sobre qual dos dois casos em que a procuradora está envolvida tem prioridade.

"A minha preferência é ter este julgamento primeiro. Mas não posso discutir com os meus colegas sobre advogados", afirmou o juiz Solomon, justificando a decisão de submeter a questão ao juiz-chefe.

A procuradoria afirma que é possível que o julgamento tenha lugar em julho, mas alerta que, mesmo que o julgamento em que Rosenthal está agora envolvida termine nas próximas duas semanas, a procuradora ainda irá precisar de algum tempo para se preparar para o de Seabra, impedindo o agendamento antes das férias do juiz Solomon.

Em anteriores audiências do caso, Solomon tinha apontado Abril ou Maio como horizonte para arranque do julgamento.

A demora na entrega de elementos e no arranque do julgamento motivou acesas discussões na sala de audiências entre defesa e acusação, levando o juiz a declarar-se "frustrado" com o andamento lento do processo.

Após a audiência de hoje, o advogado de Seabra dizia acreditar que o julgamento só acontecerá depois do verão.

"A procuradora tem muitos casos, tem de ir onde os juízes a mandam, por isso vamos perante o juiz-chefe e ele vai dizer-nos o que fazer", afirmou Touger.

Segundo o advogado, que vem dizendo há meses estar preparado para o julgamento, não é raro que o suspeito de um homicídio fique mais de um ano à espera, como acontece com Seabra, acusado de homicídio em segundo grau pela procuradoria de Nova Iorque.

O caso remonta a 07 de janeiro de 2011, quando Carlos Castro, de 65 anos, foi encontrado nu e com sinais de agressões violentas e mutilação nos órgãos genitais no quarto de hotel que partilhara com Renato Seabra, em Manhattan.

O jovem continua na prisão de Rikers Island, por decisão do departamento penal de Nova Iorque, medicado e sujeito a vigilância médica.

O jovem português foi recentemente transferido de uma camarata para uma cela individual, dado o longo período - cerca de um ano - que chegou à prisão.

A defesa sustenta que o jovem deve ser considerado "não culpado por razões de doença ou distúrbio mental", e mostra-se confiante de que esta tese vai prevalecer perante um júri, quando o julgamento arrancar, escudando-se em relatórios psiquiátricos.

Todos os elementos pedidos à acusação já estão na posse de Touger, incluindo os testes realizados pelo psiquiatra que concluiu que Seabra estava na posse das suas faculdades mentais no momento do crime, contrariando a tese da defesa.

O advogado de defesa recebeu da procuradora um disco externo com horas de imagens de Seabra e Castro, em vários pontos do hotel onde ficaram - lobby, elevador, receção e até no restaurante.

Também nas mãos da defesa estão já os testes de ADN do quarto de hotel, que vão servir para determinar a quem pertencem amostras de sangue recolhidas no local do crime.

O julgamento deverá durar entre 2 e 3 semanas, um período mais longo do que é habitual.

Friday, 4 May 2012

JUIZ CRITICA EVOLUÇÃO DO PROCESSO DE RENATO SEABRA

O julgamento de Renato Seabra, acusado do homicídio do colunista Carlos Castro em Nova Iorque, continua sem data de início e, criticou hoje o juiz Charles Solomon, está «muito atrás dos padrões e objectivos do tribunal».
  
Em nova audiência do caso no Tribunal de Nova Iorque, a procuradora Maxine Rosenthal voltou a alegar ter dois outros casos em mãos – um homicídio e outro de violação – com precedência sobre o de Renato Seabra, para escusar-se a avançar hoje com a marcação da data de início do julgamento, conforme estava previsto.

Após a exposição da procuradora e vários alertas do juiz, Solomon acabou por marcar para 04 de Junho nova sessão em que deverá ser agendado o início do julgamento, determinando que, se entretanto algum dos outros dois casos não chegar a julgamento, a procuradora deve notificar o tribunal e a defesa de imediato.

«Não posso, nesta fase, forçá-la a estar preparada», disse o juiz, perante a insistência do advogado de defesa, David Touger, que afirma há meses estar preparado para o julgamento.

O caso de homicídio do colunista português, em Janeiro de 2011, está «muito atrás dos padrões e objectivos do tribunal», em termos de conclusão, afirmou Solomon.

O juiz adiantou que quer que o julgamento arranque «pouco depois» da próxima audiência, mas é possível que a procuradora volte a alegar falta de tempo para se preparar convenientemente.
Com as férias judiciais, normalmente em Agosto, a aproximarem-se, aumenta o risco de que o julgamento só tenha lugar no Outono, quase dois anos depois dos factos.

Em anteriores audiências do caso, o juiz Solomon tinha apontado Abril ou Maio como horizonte para arranque do julgamento.

Uma das tarefas em mãos, depois das audiências sobre os materiais de prova, será a selecção do júri de 12 pessoas, de entre um lote de 160, por comum acordo entre os dois advogados e o juiz, processo que poderá demorar até uma semana.

O julgamento deverá durar entre 2 e 3 semanas, um período que o advogado de defesa considera longo, para o que é habitual.

A defesa sustenta que o jovem deve ser considerado «não culpado por razões de doença ou distúrbio mental» e mostra-se confiante que esta tese vai prevalecer perante um júri, quando o julgamento arrancar, escudando-se em relatórios psiquiátricos.

Todos os elementos pedidos pela acusação à defesa já estão na posse de Touger, incluindo os testes realizados pelo psiquiatra que concluiu que Seabra estava na posse das suas faculdades mentais no momento do crime, contrariando a tese da defesa.

O advogado de defesa recebeu da procuradora um disco externo com horas de imagens de Seabra e Castro, em vários pontos do hotel onde ficaram - lobby, elevador, recepção e até no restaurante.
Também nas mãos da defesa estão já os testes de ADN do quarto de hotel, que vão servir para determinar a quem pertencem amostras de sangue recolhidas no local do crime.

Seabra está acusado de homicídio em segundo grau pela procuradoria de Nova Iorque.
A demora na entrega de elementos e no arranque do julgamento motivou acesas discussões na sala de audiências entre defesa e acusação, levando o juiz a declarar-se «frustrado» com o andamento lento do processo.

O caso remonta a 7 de Janeiro de 2011, quando Carlos Castro, de 65 anos, foi encontrado nu e com sinais de agressões violentas e mutilação nos órgãos genitais no quarto de hotel que partilhara com Renato Seabra em Manhattan.

O jovem continua na prisão de Rikers Island, por decisão do departamento penal de Nova Iorque, medicado e sujeito a vigilância médica.

Segundo uma fonte ligada ao processo, o jovem português foi recentemente transferido de uma camarata para uma cela individual, dado o longo período, cerca de um ano, que já leva na prisão.

Lusa/SOL   


Monday, 27 February 2012

RENATO: AVALIAÇÃO PSIQUIÁTRICA REJEITA PROBLEMAS MENTAIS


Homicídio de Carlos Castro

Renato Seabra: Avaliação psiquiátrica rejeita problemas mentais

Supremo Tribunal de Manhattan revela a data do início do julgamento no próximo dia 9 de Março          


Uma avaliação psiquiátrica de Renato Seabra entregue pela procuradoria de Nova Iorque rejeita que problemas mentais do jovem português estejam na origem do homicídio de Carlos Castro, em Janeiro de 2011.

Contrariando a tese da defesa do jovem acusado de homicídio em segundo grau, o relatório, de 22 páginas, determina que Seabra "tinha a capacidade mental para perceber a natureza e consequências dos seus atos e de saber que os seus atos eram errados".

Mas o advogado de defesa, David Touger, que recebeu o relatório em tribunal das mãos da procuradora encarregada do caso, Maxine Rosenthal, dispõe de outra avaliação que sustenta que o jovem deve ser considerado "não culpado por razões de doença ou distúrbio mental" e mostra-se confiante que esta tese vai prevalecer perante um júri, quando o julgamento arrancar.

Saturday, 3 December 2011

DAVID TOUGER E PROCURADORA DISCUTEM EM TRIBUNAL



Procuradora e advogado de Renato Seabra discutem em tribunal

2 de Dezembro, 2011

O advogado de Renato Seabra e a procuradora responsável pelo caso 'Carlos Castro' envolveram-se hoje em nova discussão em tribunal, a propósito de novo teste psicológico ao jovem português, que vai atrasar ainda mais o processo.

Depois de ter sido interrogado duas vezes por um psicólogo contratado pela procuradoria, com recurso a um intérprete, Renato Seabra, que está acusado da morte do cronista social Carlos Castro, será sujeito, no próximo dia 14 de Dezembro, a um teste escrito em português, e a demora na conclusão da avaliação do estado mental do jovem irritou o advogado David Touger.

«Estamos a aproximar-nos muito rapidamente do primeiro aniversário do caso [7 de Janeiro 2012] e quero que chegue a julgamento. Percebo que [a procuradora] tenha encontrado este teste em português, que tem de ser feito, mas podíamos andar mais rapidamente e por isso me zanguei», adiantou após a audiência preliminar de hoje em tribunal, onde esteve Seabra e, na assistência, a sua mãe, Odília Pereirinha.

A avaliação do psicólogo contratado pela procuradoria «não deverá estar pronta» na data da próxima audiência, a 6 de Janeiro, e mesmo que esteja o caso só deverá entrar na fase de pré-julgamento em Março, novo atraso face à anterior previsão de meados de Fevereiro.

A intensa discussão na sala de audiências, que já se verificou em anteriores sessões, surgiu de uma queixa de Touger ao juiz por a procuradora novamente adiar a entrega do relatório e também por não lhe facultar antecipadamente uma cópia e as normas do novo teste.

Numa troca de argumentos de perto de 40 minutos, procuradora defendeu-se dizendo que o examinado não deve ter acesso prévio às perguntas do exame e devolveu as acusações pelo atraso, por vezes exaltada e levando Touger a mostrar a sua irritação, levando as mãos à cabeça e caminhando em torno da sua secretária.

«Não discutam! Não quero discussões», interveio o juiz Charles Solomon, que acabou por decidir que Touger terá direito a uma cópia do teste após Seabra o fazer, e a adiar para mais tarde a decisão sobre o acesso às normas.

Face ao desentendimento entre advogado e procuradora, o juiz disse até ter «medo de perguntar» sobre o outro assunto pendente, as provas de ADN da cena do crime que ainda não foram entregues à defesa, e viu confirmado pela procuradora que também neste ponto não houve evolução em relação à última audiência.

Quanto a Seabra, continua na prisão de Rikers Island, por decisão do departamento penal de Nova Iorque, medicado e sujeito a vigilância médica.

«Ele quer ir a julgamento. É isso que ele quer. É difícil para qualquer pessoa entender. Eu tenho problemas em entender porque demora tanto. Ele não é diferente nesse sentido», disse Touger após a audiência.

De fato cinzento e gravata, magro e pálido, o jovem português mostrou-se muito concentrado nas palavras do tradutor durante a sessão e ao sair da sala escoltado pela polícia demorou-se a olhar para a mãe no público.

O relatório da procuradoria deverá contrariar um outro apresentado pela defesa, que sustenta o argumento de que o jovem português sofria de «doença ou debilidade mental» quando cometeu o crime, e que poderá conduzir a uma sentença mais ligeira.

Seabra está acusado de homicídio em segundo grau pela procuradoria de Nova Iorque.

O caso remonta a 7 de Janeiro, quando Carlos Castro, de 65 anos, foi encontrado nu e com sinais de agressões violentas e mutilação nos órgãos genitais no quarto de hotel que partilharam em Manhattan.

Lusa/SOL

Sunday, 9 January 2011

RENATO SEABRA ARRISCA PRISÃO PERPÉTUA


Morte violenta de Carlos Castro

Homicida arrisca perpétua numa prisão americana

Tanto a vítima como o suspeito são portugueses, mas a lei a aplicar é a americana, especificamente a do Estado de Nova Iorque. E a pena máxima para homicídio neste Estado é a prisão perpétua, explicaram ao CM vários advogados, que consideraram pouco provável uma extradição para cumprimento da pena em Portugal.

Segundo Fernando Santos Pereira "aplica-se o princípio da lex loci, que é a lei do local". Por isso, sublinha, "o julgamento decorrerá no país onde o crime foi cometido".

José Miguel Júdice refere, no entanto, que se o suspeito tivesse regressado a Portugal e sido detido no País, "os nossos tribunais também seriam competentes ".

Quanto ao local de cumprimento da pena, Rogério Alves afirma que o mais natural é que ocorra nos EUA, embora haja a possibilidade de cumprir em Portugal, mas isso depende do tempo e de negociações entre os dois países. É que em Portugal o tempo máximo de pena é de 25 anos e, se for condenado a perpétua, teria de esperar por uma redução para depois pedir a extradição. Júdice salienta que já aconteceu os EUA expulsarem estrangeiros condenados.

Fernando Santos Pereira recorda o caso das portuguesas detidas na Venezuela, por tráfico de droga, que cumpriam o resto do tempo na prisão de Tires, em Portugal.

LUXO NO CORAÇÃO DE MANHATTAN
O Hotel InterContinental Times Square, local da macabra morte de Carlos Castro, abriu portas há menos de seis meses e os seus 607 quartos têm preços entre 237 e 492 dólares (183 a 380 euros) por noite.

Apesar de não ficar na Times Square, centro de Manhattan, que há dias recebeu perto de um milhão de pessoas para celebrar a chegada do Ano Novo, o hotel de luxo encontra-se na esquina da rua 44 com a 8ª Avenida, no Theatre District, onde os principais musicais da Broadway ficam à distância de uma caminhada.

ALERTA FOI DADO POR UMA AMIGA DO CRONISTA
O alerta foi dado por Mónica Pires, amiga de Carlos Castro, que o esperava na recepção do hotel para jantarem, após Renato Seabra ter descido ao lóbi' dizendo: "O Carlos já não sai mais do hotel."

Segundo o jornalista Luís Pires, pai de Mónica, Renato saiu do hotel e tentou suicidar-se, cortando os pulsos, sendo encontrado pela polícia num hospital. Um voo da Continental terá sido atrasado por suspeitas de fuga de Seabra.

RELAÇÃO APROVADA PELA MÃE DE RENATO
Depois de, em Junho, Renato Seabra enviar uma mensagem a Carlos Castro via Facebook a pedir-lhe ajuda para o lançar na moda, os dois conheceram-se pessoalmente em Outubro, no decorrer de mais uma edição do Portugal Fashion.

Dizem os amigos do jornalista que foi uma paixão fulminante. Seguiram-se viagens. Num mês e meio o jovem de 21 anos e o jornalista de 65 passaram vários fins--de-semana juntos em Londres, Paris e Madrid. Estiveram ainda com viagem marcada para Las Vegas, cancelada por causa da neve.

Ao que oL CM apurou, a relação era bem aceite por todos, inclusive pela mãe do jovem Renato Seabra. "A mãe do rapaz andava encantada. Ligava ao Carlos e dizia-lhe que ainda bem que ele tinha aparecido na vida do filho", revelou ao CM um amigo do jornalista.

NOTA DA DIRECÇÃO
Carlos Castro foi um colaborador exemplar do Correio da Manhã. Até ao último dia de vida escreveu para o jornal e sempre cumpriu todos os trabalhos a que se comprometeu. Cronista do mundo cor-de-rosa, Carlos Castro era também uma pessoa atenta à cultura e promoveu nas páginas deste jornal homenagens às mais importantes figuras do espectáculo em Portugal. À família e aos amigos, o CM endereça as mais sentidas condolências.

http://www.cmjornal.xl.pt/detalhe/noticias/nacional/actualidade/homicida-arrisca-perpetua-numa-prisao-americana

O ASSASSÍNIO DE CARLOS CASTRO


Carlos Castro: alegado homicida detido em Nova Iorque

O modelo português Renato Seabra, alegado autor do homicídio de Carlos Castro, ocorrido na noite de sexta-feira, foi detido pela polícia em Nova Iorque, informou um amigo próximo do jornalista. Veja aqui todas as reacções à morte do jornalista. A polícia adianta que o suspeito vai permanecer sob observação psiquiátrica por tempo indeterminado.

"Por volta da 11:00 horas (de sexta-feira, em Nova Iorque), o Renato deu entra no Roosevelt Hospital, com cortes nos pulsos, pois tinha tentado matar-se", disse à Agência Lusa o jornalista Luís Pires, amigo de Carlos Castro, cujo corpo foi encontrado ao final do dia de sexta-feira num quarto do Hotel Intercontinental, em Nova Iorque.

"As fotografias do facebook - ele (Renato) tem uma página com dois mil e tal amigos - foram distribuídas profusamente pela polícia em Nova Iorque, tendo sido detido no hospital", acrescentou o amigo, também jornalista, ex-correspondente da SIC nos Estados Unidos.

Segundo o jornalista, a sua filha Mónica Pires foi a primeira pessoa a ver o corpo de Carlos Castro e está a prestar, neste momento, declarações ao procurador da República de Nova Iorque.

"Às sete da tarde (de sexta-feira), a minha filha tinha combinado um jantar com o Carlos Castro no Hotel Intercontinental, em Times Square, em Nova Iorque", referiu Luís Pires.

De acordo com o jornalista, a sua ex-mulher e a filha cruzaram com Renato Seabra no lobby do hotel e perguntaram pelo colunista português.

"O Carlos já não sai mais do hotel", foi a resposta do modelo às duas mulheres, acrescentou o jornalista.

Segundo Luís Pires, a sua filha relatou-lhe que Renato Seabra estava com uma atitude muito estranha, parecendo não estar no seu juízo perfeito.

Espantada com a resposta, Mónica Pires pediu para o gerente do hotel verificar o quarto, encontrando Carlos Castro cheio de sangue, com lesões na cabeça e mutilado sexualmente.

"Um quadro dantesco, Carlos tinha graves lesões na cabeça e foi castrado. Fico horrorizado só de pensar nisso", referiu o amigo do colunista português.

Luís Pires sublinhou que a polícia foi logo acionada e chegou rapidamente ao local e, agora, o quarto e o corpo estão a ser analisados pelos médicos legistas.

"O taxista que levou Renato para o hospital também já foi encontrado e a polícia chegou mesmo a atrasar o voo da Continental para Lisboa (na noite de sexta-feira), antevendo uma possível fuga", referiu a mesma fonte.

Luís Pires acredita que o motivo do assassínio foi provocado por ciúmes.

O jornalista também informou que os meios de comunicação norte-americanos estão a dar destaque para o assassínio do colunista e jornalista português, inclusive o jornal The New York Times.

O autor do crime pode ser condenado a prisão perpétua e a extradição é pouco provável.

por Agência Lusa , Publicado em 08 de Janeiro de 2011

http://www.ionline.pt/conteudo/97442-carlos-castro-alegado-homicida-detido-em-nova-iorque-