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Wednesday, 28 November 2012

ADVOGADO DE RENATO PEDE QUE RENATO SEJA CONSIDERADO INIMPUTÁVEL



                                           Diz advogado de defesa

Veredicto favorável para Seabra é internamento para sempre

O advogado de defesa de Renato Seabra pediu nesta quarta-feira aos jurados do caso do homicídio de Carlos Castro que o considerem não responsável pelo crime, um veredicto que significa internamento psiquiátrico "provavelmente para o resto da vida".

Na sua alegação final, que durou três horas e um quarto, o advogado David Touger reconheceu que "é difícil" os jurados chegarem a um veredicto de que Seabra não é responsável pela morte de Castro devido a problemas mentais, mas procurou tranquilizá-los quanto às consequências.
"Determinando que não é responsável por razão de doença ou insuficiência mental não estão a deixar Renato sair em liberdade de qualquer forma, não estão a pô-lo na rua e provavelmente será institucionalizado para o resto da vida", disse Touger.

Com o réu novamente ausente da sala, recusando-se a comparecer às últimas sessões, Touger procurou isolar o testemunho do neuropsiquiatra contratado pela acusação, William Barr, que considerou Seabra criminalmente responsável, contrapondo-o ao diagnóstico dos especialistas que trouxe a tribunal e que o examinaram em 3 hospitais diferentes.

Saturday, 27 October 2012

PSICÓLOGO DA ACUSAÇÃO DIZ QUE RENATO EXAGEROU PARA PARECER LOUCO



Momentos de tensão no julgamento do homicídio de Carlos Castro

Psicólogo diz que Renato Seabra exagerou para "parecer louco"


William Barr, psicólogo arrolado pela acusação a Renato Seabra, defendeu nesta sexta-feira nu8m tribunal de Nova Iorque que o jovem português fugiu conscientemente do local do homicídio de Carlos Castro e que exagerou na descrição do crime para "parecer louco".

Director de Neuropsicologia na Universidade de Nova Iorque, Barr foi interrogado por um dos advogados de defesa de Seabra, David Sinins, durante duas horas com momentos de tensão entre ambos e também com a procuradora Maxine Rosenthal, levando o juiz a intervir várias vezes para serenar os ânimos.

"Ele elabora progressivamente os detalhes de um crime horrendo para o fazer parecer cada vez mais louco a toda a gente com quem fala. No final, já estava a beber sangue", disse Barr, referindo-se a um facto admitido pelo jovem na entrevista mais recente, a um psicólogo chamado pela defesa.

Barr rejeita a tese da defesa de que Seabra não tem responsabilidade criminal pelo violento crime de 7 de Janeiro de 2011, devido a problemas mentais que o impediram de ter consciência dos seus actos. No início de 2012, Barr diagnosticou a Seabra "distúrbios emocionais com traços psicóticos em remissão total", após seis horas de entrevista pessoal e de rever os registos dos diferentes médicos que o avaliaram, além de provas do crime.

Defende que o motivo do homicídio, seguido de tortura e mutilação, foi apenas "raiva" e que a violência praticada é semelhante dos cartéis de droga no México.

Perante a questão "hipotética" colocada por Sinins, sobre se Renato Seabra seria criminalmente responsável caso em estado psicótico tivesse assassinado Castro "seguindo as instruções de Deus ou de uma voz" que na sua cabeça dizia que era justo, o psicólogo defendeu que "não é isso o que o seu comportamento mostra".

"Depois de cometer o crime, foge do local, com 1700 dólares, passaporte, vai para [o terminal de transportes de] Penn Station? Penso que provavelmente está a fugir", disse Barr. Escudando-se em diagnósticos psiquiátricos feitos em três unidades psiquiátricas, a defesa sustenta que na altura do crime, Renato Seabra "estava em pensamento delirante, num episódio maníaco e desordem bipolar com caraterísticas psicóticas graves", logo não deve ser considerado culpado.

Aponta ainda para a natureza brutal das agressões, incluindo mutilações genitais da vítima, como prova de que Seabra estava sob efeito de uma psicose, tal como o facto de ter relatado a dois psicólogos ter obedecido a "vozes" dentro da sua cabeça, nomeadamente durante a mutilação. Disse ainda que "as vozes" o levaram a acreditar que matar e mutilar Castro lhe daria poderes para curar as outras pessoas.

Barr retorquiu não dar credibilidade ao relato e apontou "inconsistências" ao jovem durante a entrevista, em particular em relação ao que alegadamente fez depois de mutilar os órgãos genitais. "Tive de perguntar três vezes algo de interesse óbvio para o caso e ele nem se lembrava", disse o psicólogo.

A defesa procurou argumentar perante os jurados que o diagnóstico de bipolaridade feito a Seabra nos dois hospitais logo após o crime é mais importante que o de Barr, que o questionou um ano depois dos factos.

Este sustentou que está hoje em melhor condição de fazer um diagnóstico do que os psiquiatras na altura, sabendo que Seabra não tem um historial de doença mental e considerando não serem convincentes os sinais de eclosão de psicose nos dias antes do crime.

Apoia o seu diagnóstico também no facto de, um ano depois do crime, Seabra "não revelar sinais" de psicose, apesar de ter cometido um "acto raivoso violento" contra uma pessoa.
A defesa de Renato Seabra continuará a interrogar Barr na próxima quarta-feira.

Wednesday, 24 October 2012

RENATO FINGIU PROBLEMAS MENTAIS?


Procuradora tenta rebater tese de doença mental

Acusação sugere que Renato Seabra fingiu problemas mentais


A acusação no caso Carlos Castro sugeriu esta quarta-feira que Renato Seabra, acusado do homicídio do colunista, em Nova Iorque, fingiu ter problemas mentais após encontros com o seu advogado.

A procuradora Maxine Rosenthal prosseguiu hoje o interrogatório do psicólogo clínico Jeffrey Singer, testemunha da defesa, que atestou, em sessões anteriores, que Seabra não teve consciência do violento homicídio de 7 de Janeiro de 2011, por estar num estado psicótico, uma justificação usada pela defesa, para que seja considerado não culpado.

Nas primeiras horas de internamento na ala psiquiátrica do Hospital Bellevue, Seabra esteve sob vigilância constante por risco de suicídio, tendo sido observado o seu estado a cada 15 minutos, e foi recorrendo a estes registos que Ronsenthal tentou demonstrar que o arguido esteve quase sempre normal e calmo.

Perante os jurados, a procuradora sublinhou que os registos mostram que Seabra passou a maior parte do tempo a descansar, dormir, ver televisão, jogar xadrez ou pingue-pongue e que os seus comportamentos mais bizarros tiveram lugar logo após visitas do advogado ou da família.

Estes comportamentos, registados pelo pessoal hospitalar, incluíram identificar-se como "Abacaba" ou "Jesus", despir-se em público e fazer exercício, vestir-se de "super-herói", dizer ouvir vozes e receber "mensagens" dos livros, e anunciar querer matar todo o pessoal do Hospital.

Questionado por Rosenthal se alguém poderia comportar-se assim para se "fingir de louco", o psicólogo afirmou que tal "depende da pessoa e de muitas outras coisas"."Também é consistente com desordem bipolar", a doença mental que estará na origem do surto psicótico que levou ao crime, disse Singer.

Escudando-se em relatórios psiquiátricos, o especialista afirma que, na altura do crime, o jovem "estava em pensamento delirante, num episódio maníaco e desordem bipolar, com características psicóticas graves" e, como tal, não deve ser considerado culpado.

A defesa argumenta que foi a doença mental a levar ao crime, após o qual o jovem se passeou pelas ruas da cidade num estado de alucinação, tocando nas pessoas. A acusação sustenta que foi "raiva, desilusão e frustração" a levar Renato Seabra a matar o colunista social, directamente ligada ao fim da relação.

No final da sessão da manhã em tribunal, o advogado de defesa, David Touger, dizia que já esperava que a acusação tentasse mostrar que houve fingimento da parte de Seabra. "Peço-vos, porém, que verifiquem os registos, vejam o que dizem", afirmou o advogado David Touger aos jornalistas.

Jeffrey Singer elaborou o seu relatório com base nos diagnósticos das três instituições psiquiátricas por onde passou Seabra, assim como numa entrevista ao jovem, em que este falou de um estado de confusão mental, nos três dias antes do crime, debatendo-se com a condição de homossexual.

Sobre o momento do violento crime, disse que, depois do primeiro ataque, Castro "ainda respirava de maneira pesada", o que o assustou por pensar "que era o diabo que ia voltar à vida", e que só poderia matá-lo se mutilasse os seus órgãos genitais.

"Foi louco, demasiado rápido. Estava louco porque sou o tipo de pessoa que nunca entrou numa luta", relatou, segundo Singer. Numa entrevista a um psiquiatra contratado pela defesa, Seabra afirmou que "vozes" lhe disseram para cortar os seus próprios pulsos e que o sangue da vítima dar-lhe-ia o poder para curar as pessoas da homossexualidade.

As várias horas de duração do crime, disse Singer, mostram o "estado psicótico" em que se encontrava Seabra, tal como o facto de se ter arranjado antes de sair do quarto. Outra indicação de psicose, afirmou, é o relato feito à polícia e nos registos do hospital de ter tentado tocar nas pessoas para as "curar".

Os registos hospitalares, defendeu Singer, documentam um "estado maníaco psicótico agudo", logo depois do crime, e muito depois disso. 



Sunday, 9 January 2011

RENATO SEABRA ARRISCA PRISÃO PERPÉTUA


Morte violenta de Carlos Castro

Homicida arrisca perpétua numa prisão americana

Tanto a vítima como o suspeito são portugueses, mas a lei a aplicar é a americana, especificamente a do Estado de Nova Iorque. E a pena máxima para homicídio neste Estado é a prisão perpétua, explicaram ao CM vários advogados, que consideraram pouco provável uma extradição para cumprimento da pena em Portugal.

Segundo Fernando Santos Pereira "aplica-se o princípio da lex loci, que é a lei do local". Por isso, sublinha, "o julgamento decorrerá no país onde o crime foi cometido".

José Miguel Júdice refere, no entanto, que se o suspeito tivesse regressado a Portugal e sido detido no País, "os nossos tribunais também seriam competentes ".

Quanto ao local de cumprimento da pena, Rogério Alves afirma que o mais natural é que ocorra nos EUA, embora haja a possibilidade de cumprir em Portugal, mas isso depende do tempo e de negociações entre os dois países. É que em Portugal o tempo máximo de pena é de 25 anos e, se for condenado a perpétua, teria de esperar por uma redução para depois pedir a extradição. Júdice salienta que já aconteceu os EUA expulsarem estrangeiros condenados.

Fernando Santos Pereira recorda o caso das portuguesas detidas na Venezuela, por tráfico de droga, que cumpriam o resto do tempo na prisão de Tires, em Portugal.

LUXO NO CORAÇÃO DE MANHATTAN
O Hotel InterContinental Times Square, local da macabra morte de Carlos Castro, abriu portas há menos de seis meses e os seus 607 quartos têm preços entre 237 e 492 dólares (183 a 380 euros) por noite.

Apesar de não ficar na Times Square, centro de Manhattan, que há dias recebeu perto de um milhão de pessoas para celebrar a chegada do Ano Novo, o hotel de luxo encontra-se na esquina da rua 44 com a 8ª Avenida, no Theatre District, onde os principais musicais da Broadway ficam à distância de uma caminhada.

ALERTA FOI DADO POR UMA AMIGA DO CRONISTA
O alerta foi dado por Mónica Pires, amiga de Carlos Castro, que o esperava na recepção do hotel para jantarem, após Renato Seabra ter descido ao lóbi' dizendo: "O Carlos já não sai mais do hotel."

Segundo o jornalista Luís Pires, pai de Mónica, Renato saiu do hotel e tentou suicidar-se, cortando os pulsos, sendo encontrado pela polícia num hospital. Um voo da Continental terá sido atrasado por suspeitas de fuga de Seabra.

RELAÇÃO APROVADA PELA MÃE DE RENATO
Depois de, em Junho, Renato Seabra enviar uma mensagem a Carlos Castro via Facebook a pedir-lhe ajuda para o lançar na moda, os dois conheceram-se pessoalmente em Outubro, no decorrer de mais uma edição do Portugal Fashion.

Dizem os amigos do jornalista que foi uma paixão fulminante. Seguiram-se viagens. Num mês e meio o jovem de 21 anos e o jornalista de 65 passaram vários fins--de-semana juntos em Londres, Paris e Madrid. Estiveram ainda com viagem marcada para Las Vegas, cancelada por causa da neve.

Ao que oL CM apurou, a relação era bem aceite por todos, inclusive pela mãe do jovem Renato Seabra. "A mãe do rapaz andava encantada. Ligava ao Carlos e dizia-lhe que ainda bem que ele tinha aparecido na vida do filho", revelou ao CM um amigo do jornalista.

NOTA DA DIRECÇÃO
Carlos Castro foi um colaborador exemplar do Correio da Manhã. Até ao último dia de vida escreveu para o jornal e sempre cumpriu todos os trabalhos a que se comprometeu. Cronista do mundo cor-de-rosa, Carlos Castro era também uma pessoa atenta à cultura e promoveu nas páginas deste jornal homenagens às mais importantes figuras do espectáculo em Portugal. À família e aos amigos, o CM endereça as mais sentidas condolências.

http://www.cmjornal.xl.pt/detalhe/noticias/nacional/actualidade/homicida-arrisca-perpetua-numa-prisao-americana

O ASSASSÍNIO DE CARLOS CASTRO


Carlos Castro: alegado homicida detido em Nova Iorque

O modelo português Renato Seabra, alegado autor do homicídio de Carlos Castro, ocorrido na noite de sexta-feira, foi detido pela polícia em Nova Iorque, informou um amigo próximo do jornalista. Veja aqui todas as reacções à morte do jornalista. A polícia adianta que o suspeito vai permanecer sob observação psiquiátrica por tempo indeterminado.

"Por volta da 11:00 horas (de sexta-feira, em Nova Iorque), o Renato deu entra no Roosevelt Hospital, com cortes nos pulsos, pois tinha tentado matar-se", disse à Agência Lusa o jornalista Luís Pires, amigo de Carlos Castro, cujo corpo foi encontrado ao final do dia de sexta-feira num quarto do Hotel Intercontinental, em Nova Iorque.

"As fotografias do facebook - ele (Renato) tem uma página com dois mil e tal amigos - foram distribuídas profusamente pela polícia em Nova Iorque, tendo sido detido no hospital", acrescentou o amigo, também jornalista, ex-correspondente da SIC nos Estados Unidos.

Segundo o jornalista, a sua filha Mónica Pires foi a primeira pessoa a ver o corpo de Carlos Castro e está a prestar, neste momento, declarações ao procurador da República de Nova Iorque.

"Às sete da tarde (de sexta-feira), a minha filha tinha combinado um jantar com o Carlos Castro no Hotel Intercontinental, em Times Square, em Nova Iorque", referiu Luís Pires.

De acordo com o jornalista, a sua ex-mulher e a filha cruzaram com Renato Seabra no lobby do hotel e perguntaram pelo colunista português.

"O Carlos já não sai mais do hotel", foi a resposta do modelo às duas mulheres, acrescentou o jornalista.

Segundo Luís Pires, a sua filha relatou-lhe que Renato Seabra estava com uma atitude muito estranha, parecendo não estar no seu juízo perfeito.

Espantada com a resposta, Mónica Pires pediu para o gerente do hotel verificar o quarto, encontrando Carlos Castro cheio de sangue, com lesões na cabeça e mutilado sexualmente.

"Um quadro dantesco, Carlos tinha graves lesões na cabeça e foi castrado. Fico horrorizado só de pensar nisso", referiu o amigo do colunista português.

Luís Pires sublinhou que a polícia foi logo acionada e chegou rapidamente ao local e, agora, o quarto e o corpo estão a ser analisados pelos médicos legistas.

"O taxista que levou Renato para o hospital também já foi encontrado e a polícia chegou mesmo a atrasar o voo da Continental para Lisboa (na noite de sexta-feira), antevendo uma possível fuga", referiu a mesma fonte.

Luís Pires acredita que o motivo do assassínio foi provocado por ciúmes.

O jornalista também informou que os meios de comunicação norte-americanos estão a dar destaque para o assassínio do colunista e jornalista português, inclusive o jornal The New York Times.

O autor do crime pode ser condenado a prisão perpétua e a extradição é pouco provável.

por Agência Lusa , Publicado em 08 de Janeiro de 2011

http://www.ionline.pt/conteudo/97442-carlos-castro-alegado-homicida-detido-em-nova-iorque-